Brasil
Aeroportos brasileiros alcançam alta aprovação dos passageiros em agosto, aponta pesquisa do MPor
A qualidade dos serviços nos principais aeroportos do Brasil manteve um alto nível de aprovação entre os passageiros. De acordo com a Pesquisa Nacional de Satisfação do Passageiro e Desempenho Aeroportuário, referente a agosto de 2025, 94% dos usuários avaliaram a Satisfação Geral com os 20 terminais pesquisados como “4 – bons” ou ” 5 – muito bons”. A nota média geral de satisfação foi de 4,44, em uma escala de 1 a 5.
Realizado pela Secretaria Nacional de Aviação Civil (SAC) do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), o levantamento ouviu 8.517 passageiros em aeroportos que concentram 87% do fluxo de viajantes no país. Todos os 17 indicadores de infraestrutura, atendimento e serviços que compõem a pesquisa registraram notas médias acima de 4,0, meta de qualidade estabelecida pela Comissão Nacional de Autoridades Aeroportuárias (Conaero).

- Satisfação geral do passageiro
No ranking de satisfação geral, os destaques foram distribuídos entre os diferentes portes de aeroportos, refletindo a excelência operacional em terminais de diversas complexidades. Na categoria de aeroportos com até 5 milhões de passageiros por ano, o Aeroporto de Florianópolis (SC) obteve a maior nota do país, com 4,77. Entre os terminais de porte médio, que movimentam de 5 a 10 milhões de passageiros, o Aeroporto de Curitiba (PR) foi o mais bem avaliado, alcançando a nota 4,51. Já entre os grandes aeroportos, com movimentação superior a 10 milhões de passageiros, o Aeroporto de Confins (MG) liderou com a nota 4,62.

- Médias segundo o porte do aeroporto
Para o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, os resultados demonstram o acerto do modelo regulatório e de investimentos para o setor. “A satisfação do passageiro é o nosso principal termômetro. Manter um índice de aprovação tão elevado de forma consistente demonstra que estamos no caminho certo, com um modelo que une o setor público e a iniciativa privada para oferecer serviços de excelência. Nosso objetivo é continuar aprimorando a infraestrutura aeroportuária para conectar o Brasil e gerar desenvolvimento”, afirmou.
“Estamos no caminho certo, com um modelo que une o setor público e a iniciativa privada para oferecer serviços de excelência” Silvio Costa Filho
Modelo de concessões
Os resultados positivos e a alta satisfação dos passageiros são reflexo direto do bem-sucedido modelo de concessões aeroportuárias promovido pelo governo federal, sob a coordenação do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor). Com exceção do Aeroporto Santos Dumont (RJ), todos os terminais avaliados na pesquisa são administrados pela iniciativa privada.
Essa estratégia atrai investimentos para a modernização da infraestrutura e eleva o padrão dos serviços. Os contratos de concessão, supervisionados pelo MPor e regulados pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), estabelecem rígidos indicadores de qualidade e eficiência que as administradoras precisam cumprir. Itens como conforto, limpeza, agilidade nos processos de embarque e desembarque e qualidade dos serviços comerciais, todos avaliados na pesquisa, são pontos centrais nesses contratos.
Dessa forma, o modelo de gestão incentiva uma melhoria contínua na experiência do passageiro, transformando os aeroportos brasileiros em referências de qualidade e eficiência.
A consistência dos bons resultados é visível na série histórica da pesquisa. Nos últimos 12 meses, de setembro de 2024 a agosto de 2025, a nota média de satisfação geral dos passageiros oscilou positivamente entre 4,41 e 4,48, confirmando um padrão de alta qualidade na percepção dos usuários.

- Evolução ao longo do tempo
Apesar da alta satisfação geral, a pesquisa também funciona como um diagnóstico para aprimoramentos contínuos. Entre os pontos que merecem atenção por parte das administradoras aeroportuárias, segundo os passageiros, estão o custo-benefício dos produtos de alimentação, das lojas comerciais e do estacionamento, além de infraestrutura e conveniência (como disponibilidade e qualidade da internet/Wi-Fi e quantidade de tomadas disponíveis nas salas de embarque). Nesses itens, o percentual de notas abaixo de 4 foi ligeiramente maior que a média dos demais indicadores, sinalizando áreas para futuras melhorias.
A Pesquisa Nacional de Satisfação do Passageiro é uma ferramenta estratégica da SAC para monitorar a qualidade dos serviços e orientar políticas públicas para o setor.
Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos
Fonte: Portos e Aeroportos
Brasil
Da ciência ao cuidado: Ministério da Saúde debate estratégias para acelerar o acesso à inovação nos serviços do SUS
Inovação em saúde, pesquisas clínicas, inteligência artificial, terapias avançadas e tecnologias de ponta ocuparam o centro do debate público durante a realização da Feira SUS Inova Brasil. O evento foi promovido pelo Ministério da Saúde, em parceria com a Prefeitura do Rio de Janeiro, na capital carioca nesta sexta-feira (17/04). A programação contou com espaços de conexões e painéis temáticos que reuniu representantes da sociedade civil e especialistas do setor público e privado.
A secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação do Ministério da Saúde, Fernanda De Negri, ressaltou que o evento soma-se aos esforços do Governo do Brasil para acelerar o caminho entre o que é produzido no país e a disponibilização no sistema público. O debate, destacou a secretária, precisa ser feito com a participação direta de gestores municipais e estaduais para construir estratégias cada vez mais integradas e colaborativas.
Entre as medidas já adotadas, está o apoio às pesquisas clínicas. “É a partir delas que a gente vai conseguir testar essas novas tecnologias que estão sendo feitas. E, quanto mais a gente for eficiente nesse processo, mais a gente consegue aproximar e trazer essas tecnologias para o uso efetivo no sistema de saúde lá na ponta”, enfatizou.
Outra ação destacada por Fernanda De Negri foi a implementação do Programa Nacional de Inovação Radical. Realizado em conjunto com o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), a inciativa tem o objetivo de impulsionar o conhecimento científico em soluções concretas, por meio de medicamentos, tratamentos e dispositivos que atendam às necessidades do Sistema Único de Saúde (SUS). “As ações são justamente para acelerar e reduzir esse gap entre a pesquisa e a inovação, e o uso dessa inovação no sistema público de saúde”, concluiu.
Caminhos da inovação aplicada
Quatro outros painéis também integraram o evento. O primeiro foi dedicado à saúde digital. Nele, especialistas discutiram como o uso eficiente de dados, da inteligência artificial e da medicina de precisão podem apoiar a modernização do SUS e, consequentemente, contribuir para a diminuição de custos. O debate mostrou que a análise qualificada dessas informações já orienta a criação de políticas públicas e apoia gestores locais a tomar decisões mais rápidas, seguras e eficientes, impulsionando novas formas de inovar na saúde pública.
O segundo painel destacou a importância de transformar resultados de pesquisas em soluções reais para o SUS, por meio da pesquisa clínica, da avaliação de novas tecnologias e da inovação em saúde. Os debatedores apontaram oportunidade para avançar em questões regulatórias, de organização dos serviços e de parcerias estratégicas para que essas inovações sejam adotadas em larga escala.
Tecnologia que transforma
A discussão sobre inovação em saúde avançou com o debate sobre o Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS) e seu papel na redução das desigualdades regionais no país. Especialistas destacaram que políticas públicas orientadas às características de cada território podem impulsionar o desenvolvimento produtivo local, fortalecer cadeias estratégicas do SUS e gerar impacto social direto nas comunidades. A aposta em soluções que dialogam com as realidades das regiões brasileiras foi apontada como caminho para ampliar a equidade, promover autonomia tecnológica e consolidar um modelo de inovação capaz de responder às necessidades concretas da população.
O último painel foi em torno de como o cuidado com pacientes com câncer está mudando com a novas tecnologias, que vão desde exames mais precisos, como os que usam biomarcadores e biossensores, até tratamentos avançados, como a terapia CAR-T, que usa as próprias células de defesa do paciente para atacar o tumor. O diálogo reforçou que unir diagnósticos mais confiáveis a terapias inovadoras é fundamental para que o SUS consiga adotar essas novidades de forma sustentável e para um número cada vez maior de pessoas.
Conexões
A programação contou ainda com espaços de conexão. Foi nesse ambiente que a mestranda em Gestão de Competitividade e Saúde, Ariane Volin, de 44 anos, natural do Pará e atualmente morando em São Paulo, encontrou oportunidade de compreender melhor os estágios da inovação no Brasil, especialmente no que diz respeito à pesquisa e à aplicação de práticas de governança.
Para ela, a feira é uma vitrine e um momento oportuno para aprofundar seu olhar sobre gestão. “O conteúdo apresentado contribui diretamente para minha pesquisa sobre governança pública em projetos. Estou acompanhando temas como privacidade, segurança da informação e a aplicação prática do conhecimento”, ressaltou Ariane.
Assista aos debates da Feira SUS Inova Brasil
Janine Russczyk
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
-
Entretenimento6 dias agoCarlos Alberto de Nóbrega conhece bisneto recém-nascido e se emociona na web
-
Agro6 dias agoEstado avança como nova fronteira de grãos fora da janela tradicional
-
Paraná6 dias agoVice-governador é homenageado na Palmas Exposhow 2026
-
Esportes6 dias agoGrenal sem graça termina zerado no Beira-Rio e frustra torcidas gaúchas
-
Esportes5 dias agoCruzeiro vira para cima do Bragantino e sai da lanterna no Brasileirão
-
Esportes6 dias agoVitória surpreende São Paulo no Barradão e complica vida do Tricolor no Brasileirão
-
Política Nacional4 dias agoCAE aprova piso de R$ 13.662 para médicos e cirurgiões-dentistas
-
Agro6 dias agoFenagra expõe pressão sobre custo da ração e reúne indústria estratégica
