Paraná
MPPR recomenda que Município de Quatro Barras exija autorizações ambientais e de patrimônio cultural para realização de eventos na Estrada da Graciosa
O Ministério Público do Paraná, por meio da Promotoria de Justiça de Quatro Barras, na Região Metropolitana de Curitiba, expediu a Recomendação Administrativa ao Município para que condicione qualquer anuência à realização do “Rally da Graciosa” e de outros eventos semelhantes na Estrada da Graciosa à prévia apresentação das autorizações ambientais e de proteção ao patrimônio cultural. A recomendação foi expedida no âmbito de inquérito civil e orienta que a administração municipal somente autorize a realização desses eventos após a apresentação, pelos organizadores, do licenciamento ou autorização ambiental emitido pelo Instituto Água e Terra e da autorização da Coordenação do Patrimônio Cultural da Secretaria de Estado da Cultura, acompanhada do plano de minimização e reparação de eventuais danos ao patrimônio cultural.
Áudio do Promotor de Justiça André Luiz de Araújo
O documento também recomenda que o Município se abstenha de prestar apoio logístico, operacional ou de pessoal a eventos que não comprovem previamente o cumprimento dessas exigências legais e que dê ciência da recomendação às secretarias municipais competentes e à Guarda Municipal. O prefeito deverá informar ao Ministério Público, no prazo de 15 dias úteis, as providências adotadas.
Proteção ambiental e cultural – Na recomendação, o MPPR destaca que a Estrada da Graciosa integra a Serra do Mar e é considerada patrimônio nacional. Além disso, é bem tombado pelo Estado do Paraná, integrando a Área Especial de Interesse Turístico do Marumbi e a Reserva da Biosfera da Mata Atlântica. Em razão desse regime especial de proteção, a realização de atividades esportivas de grande impacto depende do cumprimento de requisitos ambientais e de preservação do patrimônio cultural, previstos em leis.
O Ministério Público ressalta ainda que, embora o Rally da Graciosa tenha sido reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial do Paraná, esse reconhecimento não afasta a necessidade de obtenção das autorizações ambientais e patrimoniais exigidas para a realização do evento. A medida tem caráter preventivo e busca assegurar a proteção do patrimônio ambiental e cultural da Serra do Mar, bem como orientar o poder público e os organizadores de eventos quanto ao cumprimento das exigências legais aplicáveis à Estrada da Graciosa.
Informações para a imprensa:
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[email protected]
(41) 3250-4226
Fonte: Ministério Público PR
Paraná
Gaeco e Vigilância em Saúde deflagram segunda fase da Operação Dalila, que busca coibir o comércio e a distribuição de cosméticos falsificados em Londrina
O Ministério Público do Paraná, por meio do Núcleo Regional de Londrina do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), com o apoio técnico e operacional da Vigilância em Saúde do Município, deflagrou nesta quinta-feira, 16 de julho, a segunda fase da Operação Dalila. O objetivo é coibir o comércio e a distribuição de produtos cosméticos irregulares e sem registro sanitário.
Áudio do Promotor de Justiça Jorge Fernando Barreto da Costa
Nesta etapa, são cumpridos mandados de busca e apreensão expedidos pela 5ª Vara Criminal de Londrina. Os alvos são endereços residenciais e comerciais de um dos investigados, incluindo guarda-volumes que estariam sendo utilizados para armazenar e ocultar estoques ilícitos e burlar a fiscalização sanitária.
Riscos à saúde – As investigações apontam que os produtos de beleza – como colas para cílios, bases e fixadores de maquiagem – têm origem desconhecida, possuem rótulos falsificados e não contam com o registro obrigatório na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), representando um grave risco à saúde dos consumidores. A distribuição ocorria em larga escala, principalmente por meio de plataformas de comércio eletrônico, abastecendo profissionais da área da beleza e o público em geral.
Durante as diligências realizadas nesta quinta-feira, as equipes buscam apreender cosméticos adulterados ou sem registro, embalagens, insumos para rotulagem clandestina e dispositivos eletrônicos que possam robustecer as provas do caso.
Desdobramento – A ação desta quinta-feira é um desdobramento da primeira fase da Operação Dalila, deflagrada em outubro de 2025. Na ocasião, foram realizadas prisões em flagrante pelo armazenamento e venda de cosméticos falsificados (como cremes capilares de uma renomada marca francesa). A partir da análise dos aparelhos celulares apreendidos naquela fase, o Gaeco mapeou os fornecedores que abasteciam o mercado clandestino por meio de importações irregulares.
Os investigados poderão responder pelos crimes de falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais (artigo 273 do Código Penal), associação criminosa e crimes contra as relações de consumo.
Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
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(41) 3250-4249
Fonte: Ministério Público PR
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