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Ações pró-igualdade de gênero ampliam a participação feminina nos portos brasileiros

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Nas últimas décadas, as mulheres ampliaram sua presença no mercado de trabalho, ocupando diferentes setores e níveis hierárquicos. Ainda assim, persistem desafios como a segregação ocupacional, a informalidade, a desigualdade salarial e a baixa representatividade em cargos de liderança. No setor portuário brasileiro, as mulheres ocupam 17,8% dos postos de trabalho, segundo a Pesquisa sobre Equidade de Gênero no Setor Aquaviário 2024, da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

A superação dessas desigualdades passa por mudanças estruturais e culturais. Para a secretária-executiva adjunta do Ministério de Portos e Aeroportos, Thairyne Oliveira, é fundamental ampliar a presença feminina em espaços de decisão. “Devemos trabalhar continuamente para que as mulheres ocupem posições estratégicas e tenham suas vozes ouvidas. Esse movimento se reflete na sociedade ao demonstrar que é possível construir um país com mais igualdade e respeito”, afirma.

Mais do que uma pauta de justiça social, a equidade de gênero também está associada a ganhos de eficiência, inovação e crescimento econômico. Alinhado às diretrizes do Governo Federal, o setor portuário vem implementando iniciativas para ampliar a diversidade, qualificar o ambiente de trabalho e fortalecer a participação feminina na gestão logística. Confira, a seguir, alguns exemplos de ações adotadas em diferentes portos do país.

Porto de Santos (SP)

No maior porto da América Latina, 191 mulheres integram a força de trabalho da Autoridade Portuária de Santos (APS), atuando em funções administrativas e operacionais. O presidente da APS, Anderson Pomini, destaca o papel estratégico da presença feminina no setor. “A participação das mulheres impulsiona transformações, trazendo talento, dedicação e novas perspectivas para a atividade portuária”, afirma.

A autoridade portuária tem investido em políticas de inclusão e programas de capacitação, com foco na ampliação da presença feminina, especialmente em cargos de liderança.

Paranaguá (PR)

Desde 2024, a Autoridade Portuária de Paranaguá reserva 50% das vagas em cursos de capacitação para mulheres, percentual já superado em formações recentes. Em curso de Logística e Gestão Portuária, por exemplo, cinco das oito vagas foram preenchidas por colaboradoras.

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A empresa também vem ampliando a presença feminina em cargos de gestão e liderança e avançando na inclusão de trabalhadoras portuárias avulsas. Em 2025, 37 mulheres foram aprovadas em processo seletivo, passando a atuar em funções como conferência, arrumação e estiva.

Outro destaque é a atuação do Comitê de Ética e Integridade, que promove campanhas permanentes de combate ao assédio e de valorização da mulher no ambiente de trabalho.

Pecém (CE)

A Companhia de Desenvolvimento do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP S.A.) mantém políticas estruturadas de promoção da equidade de gênero. Atualmente, as mulheres ocupam 32% dos cargos totais e 40% das posições de gestão.

A companhia desenvolve ações contínuas de sensibilização e formação em diversidade, com palestras, rodas de conversa e atividades educativas voltadas a colaboradores e públicos estratégicos.

No programa Transforma Pecém, voltado à qualificação profissional, ao menos 50% das vagas são destinadas a mulheres, ampliando o acesso ao mercado de trabalho e fortalecendo a autonomia econômica feminina.

Itaqui (MA)

O Porto do Itaqui tem se destacado pela adoção de um modelo de gestão que integra a equidade de gênero à estratégia institucional.

Atualmente, mulheres ocupam 48% dos cargos de liderança e 41,5% do quadro total de colaboradores. Em 2025, o porto passou a ser presidido por Oquerlina Costa, a primeira mulher a ocupar, de forma efetiva, o comando de um dos principais complexos logísticos do Arco Norte.

Companhia Docas do Pará

A Autoridade Portuária paraense conta com 116 mulheres em seu quadro funcional, o que corresponde a 27% dos 433 empregados. Considerando os 76 cargos comissionados e funções de confiança, o índice percentual aumenta para 45%, já que são 34 mulheres nesse caso. Por ser uma das empresas públicas federais com mais mulheres em cargos de tomada de decisão, a CDP recebeu o prêmio Porto Mais Brasil, do MPor, por equidade de gênero mais de uma vez.

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Na área operacional, também conta com 34 mulheres e elas representam 13% da mão-de-obra da Companhia.

Portos RS

No Rio Grande do Sul, a Portos RS promove iniciativas voltadas ao empreendedorismo feminino. Em parceria com a cooperativa Sicredi, o Programa Mulheres Empreendedoras Rio Grande já capacitou cerca de 50 mulheres de comunidades locais.

A iniciativa busca fomentar a geração de renda, fortalecer competências gerenciais e ampliar a inclusão produtiva. “Ao incentivar o empreendedorismo feminino, contribuímos para uma economia mais diversa, inclusiva e sustentável”, afirma o diretor de Gestão Administrativo e Financeiro, João Alberto Gonçalves.

Companhia Docas do Ceará

As mulheres representam 25% do quadro total da Companhia Docas do Ceará e 36% dos cargos de liderança. A empresa mantém uma Comissão de Política de Diversidade, Pluralidade e Inclusão, responsável por promover igualdade de oportunidades e fortalecer um ambiente de trabalho mais equitativo.

Equidade de Gênero nos Portos

Em março, o Ministério de Portos e Aeroportos instituiu o primeiro Grupo de Trabalho de Equidade de Gênero do Fórum dos Trabalhadores Portuários. O GT tem como missão identificar barreiras à igualdade, propor políticas públicas, monitorar indicadores e disseminar boas práticas nacionais e internacionais.

Para a coordenadora do grupo, Maria Cristina Dutra, a iniciativa representa um avanço institucional relevante. “Não há desenvolvimento portuário sem equidade e proteção à vida. Políticas públicas se constroem com diálogo, integração e responsabilidade compartilhada”, afirma.

Para acelerar essa mudança, o MPor tem atuado em duas frentes: no reconhecimento de boas práticas corporativas e na execução de campanhas diretas de conscientização voltadas ao grande público. O objetivo é garantir segurança, equidade e respeito às mulheres, tanto nas operações logísticas quanto nos terminais de passageiros em todos os portos do país.

Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

Fonte: Portos e Aeroportos

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Pneumo 20 no SUS: o que você precisa saber sobre a nova vacina

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O Brasil deu mais um passo no fortalecimento da vacinação infantil: a Pneumo 20, vacina pneumocócica que amplia a proteção contra doenças como pneumonia, meningite e otite, passou a integrar o Calendário Nacional de Vacinação e já está disponível gratuitamente no SUS para crianças menores de 5 anos que ainda não completaram o esquema vacinal. Na rede privada, o imunizante pode custar mais de R$ 500.

Agora, pais e responsáveis podem garantir a proteção das crianças de forma gratuita pelo SUS, na unidade básica de saúde mais próxima.

O que é a Pneumo 20 e qual a diferença em relação às outras vacinas pneumocócicas?

A vacina Pneumo 20 protege contra 20 sorotipos da bactéria Streptococcus pneumoniae, causadora de doenças graves como pneumonia, meningite e otite.  O número no nome indica a quantidade de sorotipos cobertos pela vacina. A Pneumo 20 amplia a proteção em relação às versões atualmente fornecidas e inclui sorotipos que estão entre os mais associados à doença pneumocócica invasiva no Brasil: 3, 6A e 19A.

Por que vacinar?

A vacinação é a forma mais eficaz de prevenir casos graves de doenças pneumocócicas, como pneumonia e meningite. Além de proteger as crianças, contribui para reduzir internações e complicações associadas a essas doenças.

Quem pode receber a Pneumo 20 no SUS?

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A vacina é indicada para crianças menores de 5 anos que ainda não completaram o esquema vacinal. Também está disponível para grupos específicos definidos pelo Programa Nacional de Imunizações, conforme recomendação do Ministério da Saúde.

Como fica o calendário de vacinação durante a transição?

Com a incorporação da Pneumo 20, O Ministério da Saúde iniciou uma transição gradual para substituir as vacinas ofertadas atualmente. Durante esse período, o esquema básico vai funcionar da seguinte forma:

  • 2 meses:  uma dose da Pneumo 20
  • 4 meses: uma dose da Pneumo 10
  • 12 meses: reforço com Pneumo 20 (intervalo mínimo de 60 dias após a 2ª dose)

Com o fim dos estoques da Pneumo 10, o esquema passará a ser feito exclusivamente com a Pneumo 20. As vacinas Pneumo 13 e Pneumo 23 permanecem em uso em estratégias específicas.

Meu filho já tomou a Pneumo 10 completa. Precisa tomar a Pneumo 20?

Não. Crianças que já receberam as duas doses e o reforço com a Pneumo 10 têm o esquema considerado completo. Não há indicação de dose adicional com a Pneumo 20.

Iniciamos o esquema com Pneumo 13 ou Pneumo 15 na rede privada. Podemos continuar no SUS com a Pneumo 20?

Sim. A criança que recebeu a Pneumo 13 ou Pneumo 15 na primeira dose pode continuar e completar o esquema com a Pneumo 20 no SUS, respeitando os intervalos recomendados no Calendário Nacional de Vacinação.

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Preciso de pedido médico para vacinar meu filho?

Não há necessidade para crianças menores de 5 anos, seguindo o Calendário Nacional. A vacinação é feita diretamente na unidade básica de saúde, sem necessidade de prescrição. A indicação médica só é exigida para pessoas com condições clínicas especiais atendidas na Rede de Imunobiológicos para Pessoas em Situações Especiais (RIE).

A vacina é gratuita? Onde posso tomar?

Sim. A Pneumo 20 está disponível gratuitamente nas unidades básicas de saúde de todo o país.

A vacina pode causar reações?

Assim como outras vacinas, a Pneumo 20 pode causar reações leves e temporárias, como dor, vermelhidão ou inchaço no local da aplicação. Febre, sonolência, irritabilidade ou cansaço também podem ocorrer. Reações graves são raras.

Como acompanho o histórico de vacinação do meu filho?

Pelo aplicativo Meu SUS Digital, onde está disponível a Caderneta Digital de Saúde da Criança com o histórico completo de vacinação em tempo real.

Deborah Novais
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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