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Missão do Paraná na Itália busca cooperação científica e internacionalização do ensino superior

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O Governo do Paraná cumpre uma missão internacional estratégica na Itália com o objetivo de prospectar parcerias e ampliar as ações de internacionalização do Sistema Estadual de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior. A missão começou nesta segunda-feira (22) e, ao longo da semana, a comitiva paranaense visitará três instituições de pesquisa de excelência mundial em duas cidades italianas. O grupo é composto por representantes da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) e da Fundação Araucária.

A agenda iniciou pelo Centro Internacional de Engenharia Genética e Biotecnologia (ICGEB), localizado em Trieste, no Nordeste do país europeu. Serão dois dias de atividades, que incluem reuniões com gestores, técnicos e pesquisadores e visitas a diferentes laboratórios, como Biologia Celular Funcional, Patologia Molecular e Biomanufatura, além de discussões sobre futuras colaborações científicas. O ICGEB é referência na área de biotecnologia, com forte atuação em pesquisa e capacitação de cientistas de países em desenvolvimento.

A programação desta terça-feira (23) incluiu visitas à Academia Mundial de Ciências (TWAS), ao Centro de Pesquisa Elettra Síncrotron Trieste e à Escola Internacional Superior de Estudos Avançados (Sissa). A passagem por esses centros amplia o leque de cooperação científica em áreas como física de partículas, ciência dos materiais, neurociências e pesquisa interdisciplinar, campos nos quais as instituições italianas são reconhecidas internacionalmente.

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O secretário estadual da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná, Aldo Nelson Bona, destaca a importância da missão internacional na Itália. “Nossas prioridades na área de biotecnologia contemplam o agro, a saúde humana e a saúde animal, e as estruturas que estamos visitando têm amplo conhecimento nesses campos e interesse em firmar parcerias com o Brasil. Isso amplia a possibilidade de retornarmos com um programa bem estruturado de trabalho cooperativo em temas de interesse do desenvolvimento econômico e social do Paraná, a partir do conhecimento gerado pelo nosso sistema de ciência e tecnologia”, afirmou.

Ainda em Trieste, na quarta-feira (24), a delegação visitará as instalações do Centro Internacional de Física Teórica (ICTP), uma instituição de excelência internacional nas áreas de física teórica e matemática gerida em conjunto pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco); a Agência Internacional de Energia Atômica (IAEA) e o Governo da Itália. O ICTP oferece um ambiente de pesquisa também voltado ao fortalecimento da ciência nos países em processo de crescimento econômico.

BIODIVERSIDADE – Na quinta-feira (25), a delegação será recebida no Centro Nacional para o Futuro da Biodiversidade (NBFC), em Palermo, na região da Sicília, a maior ilha do Mar Mediterrâneo, ao Sul da Itália. O NBFC é uma das principais instituições de pesquisa em ciências ambientais, com atuação nacional e internacional no monitoramento da biodiversidade. Essa agenda foi organizada pela Universidade de Palermo (Unipa), abrindo espaço para possíveis parcerias em áreas como conservação ambiental, biotecnologia e sustentabilidade.

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O presidente da Fundação Araucária, Ramiro Wahrhaftig, reforçou que o objetivo é fazer com que a ciência produzida no Paraná esteja cada vez mais integrada aos grandes desafios e às oportunidades da pesquisa mundial, gerando benefícios concretos para a sociedade paranaense.

“Estamos fortalecendo conexões, em áreas estratégicas para o Estado, com instituições científicas de excelência internacional, ampliando oportunidades para nossos pesquisadores e aproximando o Estado das principais redes globais de produção do conhecimento. Os contatos e parcerias estabelecidos durante esta agenda abrem perspectivas para novos projetos conjuntos”, disse.

DELEGAÇÃO – A comitiva paranaense é composta por representantes da Fundação Araucária: o diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação, Luiz Spinosa; a gerente de Projetos Especiais, Zaira Tuchi; a assessora de Projetos Estratégicos Internacionais, Eliane Segati; e o pesquisador Evaldo Vilela, que atua na articulação do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (Napi) em Genômica. Também integram o grupo o embaixador do Brasil na Itália, Renato Mosca de Souza, e a coordenadora de Relações Institucionais e Cooperação Internacional da Seti, Helena Castro.

Fonte: Governo PR

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Riscos de incêndios, corte de energia e acidentes de trânsito: soltar balão é crime no Brasil

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Junho e julho costumam trazer um cenário conhecido dos paranaenses: céu aberto, baixa ocorrência de chuvas e as tradicionais festas juninas. Neste período, o Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) reforça um alerta importante: fabricar, vender, transportar ou soltar balões é crime previsto na legislação brasileira devido aos riscos que a prática representa para a população, o meio ambiente e o patrimônio público e privado.

A proibição está prevista na Lei Federal nº 9.605/1998, conhecida como Lei de Crimes Ambientais. O artigo 42 estabelece pena de detenção de um a três anos, multa ou ambas as penalidades para quem fabricar, vender, transportar ou soltar balões. Eles podem provocar incêndios em florestas, áreas de vegetação, zonas urbanas ou qualquer tipo de assentamento humano. A legislação também prevê sanções administrativas que podem resultar em multas aos infratores.

Diferente de outras tradições associadas às festas juninas, como as fogueiras, que podem ser feitas sem problemas quando observadas as orientações de segurança, não é possível controlar os balões após a soltura.

O problema está justamente na imprevisibilidade. Ao transportar uma chama acesa durante o voo, o artefato geralmente percorrer grandes distâncias antes de atingir o solo, sem que seja possível prever onde ocorrerá a queda. Por isso, representa uma ameaça tanto para áreas de vegetação quanto para regiões urbanas densamente ocupadas.

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CONSEQUÊNCIAS – Um único balão pode provocar desde incêndios florestais até a destruição de residências, empresas e estruturas essenciais para a população. Embora os incêndios em vegetação estejam entre as ocorrências mais lembradas quando o assunto é balão, os riscos vão muito além dos danos ambientais.

Também há risco de interrupção no fornecimento de energia quando os balões atingem redes ou equipamentos do sistema elétrico, além de acidentes de trânsito.

“Já tivemos casos de balões atingindo a rede elétrica e provocando interrupção no fornecimento de energia em bairros inteiros. Houve também situações registradas próximas a hospitais e unidades de saúde. Mesmo que essas estruturas contem com sistemas de emergência, a interrupção de energia gera riscos e transtornos para toda a população”, explica a porta-voz do CBMPR, capitã Luisiana Guimarães Cavalca.

PREVENÇÃO – O alerta sobre balões ganha ainda mais importância neste período do ano, fase de maior atenção aos incêndios em vegetação. O CBMPR já iniciou a Operação de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais 2026, que intensifica as ações de prevenção, monitoramento e resposta em todo o Estado. Nesta época, com a redução da umidade do ar e o aumento da quantidade de material seco disponível para queima, qualquer fonte de ignição pode favorecer o surgimento e a propagação do fogo.

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“Um balão pode percorrer longas distâncias carregando uma chama acesa e iniciar incêndios de grandes proporções. A prevenção continua sendo a principal ferramenta para evitar ocorrências que colocam em risco a população, o meio ambiente e o patrimônio”, ressalta a capitã.

Ela orienta que a população denuncie a prática ao presenciar situações relacionadas à fabricação, transporte, comercialização ou soltura de balões, por meio do telefone 190 da Polícia Militar do Paraná. “É importante que as pessoas entendam que soltar balão não é uma brincadeira. As consequências podem ser muito graves. Um único balão pode provocar incêndios, acidentes e problemas na rede elétrica. Ao perceber essa prática, a orientação é denunciar”, reforça a bombeira.

Orientações do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná:

– Não fabricar, comprar, transportar ou soltar balões, pois é crime

– Não incentivar a prática durante festas juninas

– Acionar a Polícia Militar pelo telefone 190 ao presenciar a prática ou fazer uma denúncia anônima pelo 181

– Ligar para os bombeiros pelo telefone 193 em caso de princípio de incêndio

– Redobrar os cuidados com fontes de calor durante o período de estiagem

– Compartilhar informações sobre os riscos e a ilegalidade da prática

Fonte: Governo PR

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