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Ministro Luiz Marinho debate seguro-defeso com bancada do PT na Câmara

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O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, reuniu-se nesta terça-feira (24) com a bancada do Partido dos Trabalhadores (PT) na Câmara dos Deputados para discutir a situação do seguro-defeso e esclarecer dúvidas sobre as novas regras de gestão do benefício.

Durante o encontro, o ministro destacou que a legislação estabelece responsabilidades tanto para o poder público quanto para os beneficiários. Segundo Luiz Marinho, cabe ao Governo do Brasil garantir o pagamento a quem tem direito, desde que sejam cumpridos os requisitos previstos em lei. Entre eles está a apresentação do Relatório Anual de Exercício da Atividade Pesqueira (REAP), documento que comprova o exercício contínuo da atividade e a manutenção da licença necessária para o recebimento do benefício.

Luiz Marinho lembrou que o prazo para envio do REAP referente aos anos de 2021 a 2024, inicialmente previsto até 5 de fevereiro, foi prorrogado para 5 de abril. Até o momento, mais de 600 mil pescadores ainda não realizaram o envio do documento.

Sobre divergências de dados, o ministro reforçou que o MTE tem atuado para evitar pagamentos indevidos e prevenir fraudes. “Temos a tarefa de impedir o pagamento indevido e evitar fraudes. Por isso, estamos trabalhando rigorosamente na nova sistemática dos formulários para garantir o direito dos pescadores e pescadoras. Assim que o pedido é protocolado e as exigências são comprovadas, o pagamento é realizado em até 10 dias”, afirmou.

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Durante a reunião, o ministro ouviu todos os apontamentos apresentados pelos parlamentares sobre o tema e ressaltou a importância do diálogo permanente para aprimorar a gestão do benefício. Ele destacou que as informações levadas pelos deputados contribuem para que o Governo do Brasil identifique dificuldades enfrentadas nos estados e adote as medidas necessárias para assegurar que o atendimento chegue a quem realmente tem direito.

Luiz Marinho também solicitou o apoio dos deputados para que as orientações sejam amplamente divulgadas junto aos pescadores. Além da reunião com a bancada do PT, o ministro tem mantido diálogo com entidades representativas da categoria, sindicatos e parlamentares para debater o tema e fortalecer medidas de prevenção a possíveis fraudes no seguro-defeso.

Participaram da reunião o líder do PT na Câmara, Pedro Uczai (PT/SC), os deputados federais , Padre João (PT/MG), João Daniel (PT/SE), Dionilso Marcon (PT/RS), Airton Faleiro (PT/PA), Bohn Gass (PT/RS), Alexandre Lindenmeyer (PT/RS), Vicente Paulo da Silva (PT/SP), Carlos Veras (PT/PE) e Valmir Assunção (PT/BA).

Nova gestão do seguro-defeso

A transferência da gestão do seguro-defeso foi estabelecida pela Medida Provisória nº 1.323, de 4 de novembro de 2025, que atribuiu ao MTE a responsabilidade de receber e processar os requerimentos, além de habilitar os beneficiários, conforme procedimentos, critérios e validações definidos em resolução do Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat).

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Em relação aos pagamentos referentes a períodos anteriores a 1º de novembro de 2025 — quando o benefício era administrado pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) —, o tema segue em discussão no âmbito do governo federal. Para os períodos de defeso iniciados entre 1º de abril de 2015 e 31 de outubro de 2025, a competência para a recepção, o processamento e a habilitação dos beneficiários permanece sob responsabilidade do INSS.

Como solicitar e acompanhar o benefício

Desde a transição, os pescadores e pescadoras artesanais devem solicitar o benefício por meio da Carteira de Trabalho Digital ou do portal Gov.br. Nessas plataformas, também é possível acompanhar o andamento da habilitação, consultar as datas de pagamento e registrar pedidos de revisão.

Para mais informações sobre o seguro-defeso clique aqui.

Assista aqui ao vídeo tutorial: Como solicitar o Seguro-Defeso do Pescador Artesanal na Carteira de Trabalho Digital

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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Pneumo 20 no SUS: o que você precisa saber sobre a nova vacina

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O Brasil deu mais um passo no fortalecimento da vacinação infantil: a Pneumo 20, vacina pneumocócica que amplia a proteção contra doenças como pneumonia, meningite e otite, passou a integrar o Calendário Nacional de Vacinação e já está disponível gratuitamente no SUS para crianças menores de 5 anos que ainda não completaram o esquema vacinal. Na rede privada, o imunizante pode custar mais de R$ 500.

Agora, pais e responsáveis podem garantir a proteção das crianças de forma gratuita pelo SUS, na unidade básica de saúde mais próxima.

O que é a Pneumo 20 e qual a diferença em relação às outras vacinas pneumocócicas?

A vacina Pneumo 20 protege contra 20 sorotipos da bactéria Streptococcus pneumoniae, causadora de doenças graves como pneumonia, meningite e otite.  O número no nome indica a quantidade de sorotipos cobertos pela vacina. A Pneumo 20 amplia a proteção em relação às versões atualmente fornecidas e inclui sorotipos que estão entre os mais associados à doença pneumocócica invasiva no Brasil: 3, 6A e 19A.

Por que vacinar?

A vacinação é a forma mais eficaz de prevenir casos graves de doenças pneumocócicas, como pneumonia e meningite. Além de proteger as crianças, contribui para reduzir internações e complicações associadas a essas doenças.

Quem pode receber a Pneumo 20 no SUS?

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A vacina é indicada para crianças menores de 5 anos que ainda não completaram o esquema vacinal. Também está disponível para grupos específicos definidos pelo Programa Nacional de Imunizações, conforme recomendação do Ministério da Saúde.

Como fica o calendário de vacinação durante a transição?

Com a incorporação da Pneumo 20, O Ministério da Saúde iniciou uma transição gradual para substituir as vacinas ofertadas atualmente. Durante esse período, o esquema básico vai funcionar da seguinte forma:

  • 2 meses:  uma dose da Pneumo 20
  • 4 meses: uma dose da Pneumo 10
  • 12 meses: reforço com Pneumo 20 (intervalo mínimo de 60 dias após a 2ª dose)

Com o fim dos estoques da Pneumo 10, o esquema passará a ser feito exclusivamente com a Pneumo 20. As vacinas Pneumo 13 e Pneumo 23 permanecem em uso em estratégias específicas.

Meu filho já tomou a Pneumo 10 completa. Precisa tomar a Pneumo 20?

Não. Crianças que já receberam as duas doses e o reforço com a Pneumo 10 têm o esquema considerado completo. Não há indicação de dose adicional com a Pneumo 20.

Iniciamos o esquema com Pneumo 13 ou Pneumo 15 na rede privada. Podemos continuar no SUS com a Pneumo 20?

Sim. A criança que recebeu a Pneumo 13 ou Pneumo 15 na primeira dose pode continuar e completar o esquema com a Pneumo 20 no SUS, respeitando os intervalos recomendados no Calendário Nacional de Vacinação.

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Preciso de pedido médico para vacinar meu filho?

Não há necessidade para crianças menores de 5 anos, seguindo o Calendário Nacional. A vacinação é feita diretamente na unidade básica de saúde, sem necessidade de prescrição. A indicação médica só é exigida para pessoas com condições clínicas especiais atendidas na Rede de Imunobiológicos para Pessoas em Situações Especiais (RIE).

A vacina é gratuita? Onde posso tomar?

Sim. A Pneumo 20 está disponível gratuitamente nas unidades básicas de saúde de todo o país.

A vacina pode causar reações?

Assim como outras vacinas, a Pneumo 20 pode causar reações leves e temporárias, como dor, vermelhidão ou inchaço no local da aplicação. Febre, sonolência, irritabilidade ou cansaço também podem ocorrer. Reações graves são raras.

Como acompanho o histórico de vacinação do meu filho?

Pelo aplicativo Meu SUS Digital, onde está disponível a Caderneta Digital de Saúde da Criança com o histórico completo de vacinação em tempo real.

Deborah Novais
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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