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Brasil

Turismo doméstico movimenta R$ 22,8 bilhões em 2024 e viagens de lazer puxam crescimento

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As viagens nacionais com pernoite injetaram R$ 22,8 bilhões na economia brasileira em 2024, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua: Turismo, divulgada nesta quinta-feira (02.10) pelo IBGE em parceria com o Ministério do Turismo. O valor representa um crescimento de 11,7% em relação a 2023. O gasto médio dos viajantes também aumentou, passando de R$ 1.706 para R$ 1.843 — alta de 8%.

Ao longo do período analisado, foram registradas 20,6 milhões de viagens realizadas por brasileiros. A grande maioria (85,5%) teve finalidade pessoal, sendo o lazer o principal motivo (39,8%), seguido por visitas a familiares e amigos (32,2%).

“Esses números confirmam a força do turismo como vetor de desenvolvimento no Brasil. Cada viagem representa geração de emprego, renda e novas oportunidades para os destinos nacionais. Nosso trabalho é transformar esses dados em políticas públicas que impulsionem ainda mais o setor”, destacou o ministro do Turismo, Celso Sabino.

Quando se observa as preferências dos viajantes, o motivo sol e praia segue na liderança, respondendo por 44,6% das viagens de lazer em 2024. No entanto, o segmento de cultura e gastronomia vem ganhando destaque: passou de 15,5% das viagens em 2020 para 21,5% em 2023, chegando a 24,4% em 2024. Esta foi a motivação que apresentou crescimento em todos os anos da série histórica da pesquisa.

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DURAÇÃO DAS VIAGENS – Em relação ao tempo de estadia, as viagens de 2 a 3 pernoites foram as mais frequentes, somando 5,9 milhões (28,7%). Contudo, os maiores crescimentos proporcionais ocorreram entre os grupos de maior duração, como as viagens de 6 a 7 pernoites (alta de 9,4%), de 11 a 15 pernoites (8,7%) e de 16 ou mais pernoites (6,9%).

A maioria dos deslocamentos foi dentro do território nacional, com destaque para a Região Sudeste como principal origem. A pesquisa revela, ainda que houve um padrão de movimentação entre Sudeste, Nordeste e Sul, revelando a força do turismo interno no país.

A PESQUISA – Realizado desde 2019, o suplemento Turismo da PNAD Contínua apresenta estatísticas detalhadas das viagens feitas pelos moradores dos domicílios brasileiros, no período de referência dos 3 meses anteriores às entrevistas durante todo o ano, sobre os fluxos de turistas nacionais entre regiões do Brasil e para o exterior, reforçando o papel estratégico do turismo na economia e subsidiando a formulação de políticas públicas para o setor.

Por Fábio Marques
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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Brasil

População quilombola passa a contar com política nacional de saúde integral

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Para organizar a resposta do Sistema Único de Saúde (SUS) às necessidades da população quilombola, foi pactuada nesta quinta-feira (27/08), a Política Nacional de Saúde Integral da População Quilombola (PNASQ) no âmbito do SUS. A medida contou com a aprovação de gestores locais, estaduais e federais da saúde, durante a 8ª Reunião da Comissão Intergestores Tripartite (CIT), em Brasília (DF).

A PNASQ foca na superação de barreiras estruturais de acesso à saúde e no combate ao racismo e às desigualdades étnico-raciais que atingem as comunidades tradicionais. Para o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, a normativa busca incorporar as especificidades do território, cultura, identidade quilombola e trajetória ancestral ao planejamento e organização do cuidado no SUS.

“Essa política é resultado de uma luta histórica dos povos quilombolas pelo reconhecimento de suas vulnerabilidades, combate ao racismo e defesa da equidade em saúde. Hoje selamos a responsabilidade compartilhada entre estados, municípios e a união pela garantia do direito à saúde, à redução das desigualdades e à melhoria das condições de saúde e qualidade de vida dessa população”, destacou Massuda.

 A aprovação da política também foi comentada por lideranças quilombolas que atuam pela ampliação do acesso à saúde e pelo reconhecimento da cultura e identidade quilombola. Para Marinho da Estiva, coordenador Nacional da Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ), a expectativa é que a política possa acolher e cuidar das comunidades com respeito à sua história. “A gente espera que o nosso povo, as nossas práticas, os nossos saberes ancestrais na saúde do nosso povo quilombola sejam respeitados, nos postos de saúde, hospitais, pelas pessoas que estão na ponta”, reforçou.

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 As responsabilidades pela implementação da política serão compartilhadas e organizadas entre os três entes, cabendo à União a coordenação das ações da política – define diretrizes, apoia de forma técnica, informa e monitora; aos estados a articulação e apoio aos municípios para promoção da regionalização; e aos municípios a implementação, com planejamento, qualificação da atenção e promoção da participação social. A PNASQ utilizará os instrumentos do próprio SUS para viabilizar as suas ações, com financiamento também compartilhado entre as três esferas de gestão.

Participação social e equidade A política recebeu contribuições de gestores e da sociedade civil, por meio de consulta pública, conferências de saúde e recomendação do Conselho Nacional de Saúde (CNS), além de contar com um amplo e qualificado processo de diálogo com lideranças quilombolas, em uma agenda participativa e democrática de construção conjunta das propostas.

 “Estou dentro desse processo desde o começo. O Ministério da Saúde nos ouviu, nós sentamos e conversamos sobre a nossa política. E nós tivemos essa vitória. Para nós, ter essa conquista e chegar até onde nós chegamos, é um dia de muita alegria, de honra, mas sabemos que a caminhada está só começando. Sei que temos muitos desafios pela frente”, comemorou a quilombola Tereza de Jesus da Silva, integrante do Coletivo Nacional de Saúde Quilombola Graça Epifânio, da CONAQ.

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 Próximos passos

Com a pactuação federativa, o próximo passo para implementação da PNASQ é a construção de um plano operativo nacional, que definirá as prioridades, ações, metas, indicadores e responsabilidades dos gestores. Também serão criados instrumentos de monitoramento e avaliação da política, com estratégias, orientações e ferramentas para apoiar gestores na implementação e no enfrentamento das iniquidades e desigualdades as quais estão expostas as populações quilombolas.

Comunidades quilombolas

Para o SUS, as comunidades quilombolas são povos tradicionais definidos por sua ancestralidade, cultura e uma territorialidade que vai além da regularização das terras, servindo como espaço coletivo de reprodução social e identidade. Segundo o Censo de 2022, o Brasil possui mais de 1,3 milhão de quilombolas distribuídos por 1.696 municípios, com a maior concentração na Região Nordeste e, especificamente, no estado da Bahia.

 Apesar desse contingente, apenas 12,6% da população quilombola reside em territórios oficialmente delimitados. Diante disso, a PNASQ estende sua cobertura também aos contextos urbanos e favelas, reconhecendo que a autoidentificação e os vínculos étnico-raciais e comunitários independem de o território ser rural ou formalmente titulado.

Para garantir a integralidade do cuidado, é fundamental que as especificidades quilombolas sejam integradas aos processos de regionalização e regulação do SUS, assegurando o acesso a consultas especializadas, urgências e assistência farmacêutica.

Tatiany Volker Boldrini
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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