Agro
Governo de Goiás prorroga seleção de produtores para projeto de Fruticultura
O Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás (Seapa), prorrogou até o próximo dia 27 as inscrições para participar do projeto de Fruticultura Irrigada do Vão do Paranã.
O edital tem como objetivo selecionar 138 produtores rurais nos municípios de Flores de Goiás, São João D’Aliança e Formosa. Os selecionados contarão com a assistência técnica da Agência Goiana de Assistência Técnica, Extensão Rural e Pesquisa Agropecuária (Emater) no manejo da produção.
Coordenado pela Seapa, em parceria com a Emater e a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), o projeto visa implantar sistemas de irrigação em propriedades rurais dos municípios, promovendo a inclusão produtiva, o fomento e o desenvolvimento socioeconômico na região Nordeste do Estado de Goiás.
A ideia é estimular o trabalho, especialmente, de produtores oriundos da reforma agrária e de comunidades tradicionais, transformando a realidade local por meio do aumento da produtividade agrícola e da geração de emprego, melhorando a qualidade de vida de agricultores familiares da região. A atividade escolhida para isso é a fruticultura – especificamente manga e maracujá –, que combina bem com as características da região, como o formato do terreno, o clima e a água disponível.
Com esta etapa do projeto de Fruticultura Irrigada do Vão do Paranã, somada ao projeto piloto, executado com 10 produtores, a expectativa é cobrir 296 hectares abastecidos, em sua maioria, pelas barragens do Rio Paranã e Ribeirão Porteira. A área tem capacidade para produzir aproximadamente 4,2 mil toneladas de maracujá e 6 mil toneladas de manga por ano, a partir do segundo e terceiro anos de cultivo, respectivamente.
Seleção
Atendidos os critérios de participação contidos no edital, os agricultores receberão uma visita da equipe técnica da Seapa e da Emater, que verificarão a aptidão do produtor e da propriedade com base em critérios técnicos, como ter uma área disponível, afinidade com a irrigação e, principalmente, disponibilidade hídrica. Os produtores selecionados contarão com a assistência técnica da Emater e do Senar Goiás para manejo da produção; e o Sistema OCB-GO dará apoio à criação de cooperativas.
Cada propriedade beneficiada vai receber um conjunto de irrigação para cobrir dois hectares. No início, cada plantação terá um hectare de manga e um hectare de maracujá, ambos irrigados. O Governo de Goiás fornecerá a estrutura de irrigação, que foi custeada pela Codevasf.
O edital de Chamamento Público nº 002/2023 e o formulário de inscrição estão disponíveis no site www.agricultura.go.gov.br. Em caso de dúvidas, os produtores podem procurar os escritórios locais da Emater para receberem auxílio para inscrição.
Fonte: Pensar Agro
Agro
Café recua forte nas bolsas internacionais e pressiona estratégia de venda no Brasil
Queda expressiva marca início do pregão
O mercado internacional de café iniciou esta quinta-feira (16) em forte baixa, impactando diretamente o cenário para produtores brasileiros. O movimento reflete ajustes técnicos e maior cautela dos investidores diante da proximidade da colheita no Brasil, reduzindo o suporte observado recentemente nas cotações.
Arábica registra perdas superiores a 1.000 pontos em Nova York
Na Bolsa de Nova York, os contratos de café arábica abriram o dia com quedas expressivas em toda a curva:
- Maio/2026: queda de 1.020 pontos, cotado a 294,05 cents/lb
- Julho/2026: recuo de 1.025 pontos, a 288,00 cents/lb
- Setembro/2026: baixa de 930 pontos, para 274,80 cents/lb
- Dezembro/2026: perda de 850 pontos, cotado a 267,00 cents/lb
Robusta também opera em baixa em Londres
Na Bolsa de Londres, o café robusta acompanhou o movimento negativo:
- Maio/2026: queda de 44 pontos, a US$ 3.484 por tonelada
- Julho/2026: recuo de 50 pontos, para US$ 3.344
- Setembro/2026: baixa de 46 pontos, a US$ 3.276
- Novembro/2026: queda de 45 pontos, cotado a US$ 3.222 por tonelada
Ajustes técnicos e colheita no Brasil pressionam preços
A desvalorização está diretamente ligada à realização de lucros após as recentes altas, além do reposicionamento dos investidores diante da iminente colheita brasileira. Com a expectativa de aumento gradual da oferta nas próximas semanas, o mercado começa a retirar parte do chamado “prêmio climático” que vinha sustentando os preços.
Maior oferta reduz urgência de compras
Outro fator que pesa sobre as cotações é o comportamento do fluxo de comercialização no Brasil. Apesar dos estoques ainda limitados, a entrada da nova safra tende a ampliar a disponibilidade física do produto, reduzindo a necessidade imediata de compras e pressionando os contratos futuros.
Produtor deve redobrar atenção às decisões de venda
Para o produtor brasileiro, o cenário indica maior volatilidade no curto prazo. A queda simultânea do arábica e do robusta sinaliza que o mercado já começa a precificar a chegada da safra, exigindo cautela na definição de estratégias comerciais — especialmente para quem ainda possui volumes disponíveis da safra atual.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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