Agro
Escassez de trigo eleva preços no Sul e mantém mercado com baixa liquidez em abril
A redução na disponibilidade de trigo e a postura cautelosa dos compradores seguem determinando o comportamento do mercado na Região Sul do Brasil. Ao longo de abril, esse cenário tem sustentado a valorização dos preços, mesmo diante de negociações pontuais e ritmo moderado de comercialização, conforme apontam dados da TF Agroeconômica.
Oferta limitada sustenta valorização do trigo na Região Sul
O mercado de trigo permanece pressionado pela baixa oferta, fator que tem favorecido a elevação das cotações nos principais estados produtores do Sul. Apesar da presença de demanda, os compradores atuam de forma seletiva, priorizando aquisições pontuais.
A combinação entre estoques reduzidos e retenção por parte dos produtores mantém o viés de alta, ainda que com liquidez limitada no mercado físico.
Rio Grande do Sul registra alta nos preços com oferta restrita
No Rio Grande do Sul, os preços do trigo acumulam valorização de 2,4% em abril, refletindo a escassez de produto disponível. O mercado comprador segue ativo, mesmo diante de negociações pontuais, aceitando reajustes nas cotações.
As indicações de compra no interior variam entre R$ 1.280,00 e R$ 1.300,00 por tonelada, enquanto os vendedores pedem entre R$ 1.350,00 e R$ 1.380,00.
No mercado de balcão, o preço da pedra apresentou alta de 3,51% em Panambi, passando de R$ 57,00 para R$ 59,00 por saca, reforçando o movimento de valorização.
Santa Catarina depende do trigo gaúcho e mantém preços firmes
Em Santa Catarina, a oferta segue concentrada no trigo proveniente do Rio Grande do Sul, com menor presença de produto local e também do Paraná.
As negociações indicam trigo catarinense a R$ 1.300,00 FOB, enquanto o produto paranaense alcança R$ 1.400,00 FOB. Já o trigo gaúcho é ofertado, em média, a R$ 1.300,00 FOB, com retirada prevista entre maio e junho.
Nos preços de balcão, predomina a estabilidade na maior parte das regiões, com valores entre R$ 59,00 e R$ 64,00 por saca. Em Xanxerê, houve leve recuo, com cotações em torno de R$ 66,00.
Paraná registra valorização, mas mercado segue travado
No Paraná, os preços do trigo avançam 3,7% em abril, embora o mercado continue com baixa liquidez e volume restrito de negócios.
o mercado FOB, os valores giram em torno de R$ 1.350,00 no sudoeste e R$ 1.380,00 no norte do estado. Já os moinhos indicam compras entre R$ 1.380,00 e R$ 1.400,00 CIF, mas encontram dificuldades para efetivar negociações nesses níveis.
As ofertas disponíveis seguem escassas, partindo de R$ 1.400,00 a R$ 1.450,00 FOB, refletindo a baixa disposição de venda por parte dos produtores.
Perspectiva aponta manutenção de preços firmes no curto prazo
A tendência para o mercado de trigo na Região Sul é de continuidade do viés altista no curto prazo. A baixa disponibilidade do cereal e a postura firme dos vendedores devem seguir sustentando as cotações.
Enquanto isso, compradores mantêm atuação cautelosa diante dos níveis elevados de preços, o que deve preservar o ritmo lento das negociações até que haja recomposição mais consistente da oferta.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Produção de leite de búfala ultrapassa 20 milhões de litros e ganha força no Sul e Sudeste do Brasil
Produção de leite de búfala no Brasil supera 20 milhões de litros por ano
A produção de leite de búfala no Brasil já ultrapassa a marca de 20 milhões de litros anuais, com maior concentração nas regiões Sul e Sudeste. O desempenho acompanha a expansão do rebanho bubalino, que cresceu cerca de 20% na última década, segundo dados da Associação Brasileira de Criadores de Búfalos (ABCB).
Crescimento da demanda por queijos e iogurtes impulsiona o setor
O avanço da produção está diretamente ligado ao aumento da demanda por derivados lácteos, como mussarela, burrata e iogurtes. Esse cenário tem ampliado a presença do leite de búfala no mercado e incentivado a entrada de novos produtores, principalmente em propriedades de menor escala.
Produção ainda é concentrada no Rio Grande do Sul
De acordo com a presidente da Associação Gaúcha de Criadores de Búfalos e vice-presidente da ABCB, Desireé Möller, a atividade ainda apresenta espaço para expansão no Rio Grande do Sul.
Segundo ela, a produção segue concentrada no estado. Atualmente, o Laticínio Kronhardt é o principal responsável pela fabricação de queijos de búfala, operando sob o Selo de Pureza, certificação da ABCB que garante produtos elaborados exclusivamente com leite bubalino.
Produção artesanal agrega valor e amplia mercado regional
A cadeia também avança com iniciativas de produção artesanal. Em Passo do Sobrado (RS), produtores vêm investindo na fabricação de queijos de búfala, agregando valor à matéria-prima e ampliando a diversificação da oferta regional.
Leite de búfala se destaca por características nutricionais
Segundo Desireé Möller, o mercado combina expansão da demanda com boa rentabilidade. Ela ressalta ainda o diferencial do produto.
“O leite de búfala tem como diferencial sua composição. Classificado como A2A2, o produto apresenta maior facilidade de digestão e menor potencial inflamatório quando comparado ao leite de vaca”, afirma.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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