Brasil
Câmara de Participação Social aproxima sociedade civil da governança climática brasileira
A governança climática brasileira ganhou no dia 2 de setembro um novo espaço de articulação entre governo e sociedade civil. A Câmara de Participação Social (CPS) do Comitê Interministerial de Mudança do Clima (CIM) realizou sua primeira reunião, marcando o início dos trabalhos de um colegiado estratégico para consolidar o Plano Clima, principal instrumento de coordenação das políticas nacionais de mitigação e adaptação às mudanças do clima. O encontro foi realizado no Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA).
O encontro inaugural teve caráter de reconhecimento dos membros e definição de caminhos para os próximos debates. A reunião foi vista pelos organizadores como um passo decisivo para estruturar um diálogo direto entre os 23 ministérios que compõem o CIM e representantes da sociedade civil. A Câmara deve assegurar participação, transparência, inclusão e diversidade de vozes na formulação, implementação e monitoramento das políticas climáticas.
A diretora do Departamento de Governança e Articulação da Secretaria Nacional de Mudança do Clima do MMA, Ana Paula Machado, esclareceu que a CPS é composta por representantes de 45 entidades selecionadas em um processo seletivo aberto que recebeu mais de 2 mil inscrições. “É com muita alegria que consigo ver pessoas tão potentes aqui representando organizações tão diversas nesse primeiro encontro”, comemorou. A composição da CPS pode ser consultada aqui.
A diretora também destacou a relevância da Câmara na consolidação do Plano Clima. “Esse Plano Clima pretende ser adaptativo, que consiga acompanhar o processo de evolução do contexto da emergência climática e ter capacidade de se ajustar a esses desafios, a essa demanda. Então, a gente não pode falhar. Precisamos de mecanismos claros para acompanhar o nosso progresso e a ideia é que essas Câmaras atuem dentro dessa perspectiva”, afirmou. Segundo ela, o governo espera que as Câmaras fortaleçam o monitoramento e a avaliação da implementação da política climática brasileira, propondo novas medidas e ajustes conforme necessário.
Elo entre governo e sociedade
A diversidade da composição e a função da câmara foram reforçadas por coordenador da CPS e presidente do Fórum Brasileiro de Mudanças do Clima, Sérgio Xavier. Ele destacou que o papel do grupo é funcionar como elo estratégico entre governo e sociedade, não se restringindo apenas às entidades que compõem formalmente o colegiado. “Queremos que vocês pensem em como essa câmara pode ampliar suas interações com a sociedade. O objetivo deve ser transformar uma economia ainda baseada em práticas degradadoras em uma economia regenerativa, capaz de responder rapidamente à crise climática”, afirmou.
Sérgio Xavier propôs que a Câmara foque na implementação do Plano Clima, identificando prioridades urgentes em cada eixo setorial e trabalhando com consensos. “A primeira sugestão seria a gente não só pensar em implementação, mas já começar a escolher quais são os pontos mais urgentes, mais relevantes em cada tema, em cada eixo temático”, reforçou.
A Câmara terá papel central na consolidação do Plano Clima, documento que orientará a implementação da Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) brasileira no âmbito do Acordo de Paris. O plano foi construído com participação social, consultas públicas e caravanas regionais, e reúne estratégias de mitigação e adaptação, além de documentos transversais sobre transição justa, justiça climática, educação climática e meios de implementação.
Outras Câmaras
Nos dias 9, 10 e 11 de setembro será realizado em Brasília o Seminário de Governança Climática, que marcará o lançamento oficial das três câmaras consultivas do CIM — Participação Social (CPS), Assessoramento Científico (CAC) e Articulação Interfederativa (CAI) — com a presença da ministra do Meio Ambiente Marina Silva. O evento contará com painéis sobre federalismo climático, cidades resilientes, financiamento e integração da pauta climática à agenda governamental.
No dia 11 de setembro, ocorrerá a primeira reunião conjunta das três câmaras. Pela manhã haverá debates sobre governança climática e as expectativas do governo em relação ao papel dos colegiados, especialmente no monitoramento do Plano Clima. À tarde, cada Câmara se reunirá de forma independente para definir prioridades, métodos de deliberação e estratégias de trabalho.
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Brasil
Projeto Defensoras Populares chega a Natal para fortalecer combate à violência contra a mulher
Natal, 17/4/2026 – Com o objetivo de levar conhecimento em direitos a todo o Brasil e auxiliar mulheres vítimas de violência, o Defensoras Populares dá mais um passo na ampliação de sua atuação, chegando, neste sábado (18), a Natal (RN). O lançamento contará com a presença de autoridades dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.
A iniciativa é uma parceria entre o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O foco é criar uma rede de lideranças femininas em periferias para prevenir e enfrentar a violência de gênero — seja ela física, psicológica, patrimonial ou sexual — dentro de suas próprias comunidades.
Os encontros acontecerão ao longo de um ano, de maneira presencial e também on-line. Além do Rio Grande do Norte (RN), do Amazonas (AM), do Ceará (CE), do Espírito Santo (ES), de Minas Gerais (MG), da Paraíba (PB), do Paraná (PR), do Rio Grande do Sul (RS) e de São Paulo (SP), o programa também será implementado nesses estados, com expectativa de atender cerca de mil mulheres ao longo da iniciativa.
“Levamos informação, orientação e apoio onde e para quem mais precisa. As Defensoras Populares serão mulheres capacitadas para identificar riscos, orientar outras mulheres e acionar a rede de proteção antes que a violência aconteça. É uma política pública que atua na raiz do problema”, explica a secretária nacional da Saju, Sheila de Carvalho.
A ação é coordenada pela Secretaria de Acesso à Justiça (Saju), do MJSP, e integra o programa Antes Que Aconteça, no âmbito do Governo Federal, dentro do Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio. A iniciativa se inspira na experiência bem-sucedida do projeto-piloto desenvolvido no ano passado no Ceará (CE), junto à Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), que conquistou o Prêmio Innovare 2025.
Alerta na região
A chegada do projeto ao Rio Grande do Norte ocorre em um cenário preocupante: dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) revelam que o estado registrou 17 feminicídios no último ano, ocupando a 5ª posição no ranking do Nordeste. O RN também apresenta altos índices de estupro, com 28 casos para cada 100 mil habitantes, número que supera as médias regional e nacional.
O Governo tenta reverter esses números por meio das operações Mulher Segura e Alerta Lilás. Até o momento, as ações resultaram em 132 prisões e oito mandados cumpridos pela PRF, além de 1.802 campanhas de conscientização que alcançaram 2,2 milhões de pessoas.
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