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Agro

Rentabilidade da manga recua em novembro, mas segue positiva e acima da média histórica

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Produção menor pressiona custos, mas preços sustentam lucro

O mês de novembro de 2025 apresentou as menores margens de rentabilidade do segundo semestre para os produtores de manga, segundo dados do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). Apesar da redução, o período ainda garantiu retornos positivos — um desempenho acima do padrão histórico para o mês, que tradicionalmente registra ganhos limitados no setor.

No Vale do São Francisco (BA/PE), principal polo produtor da fruta no país, a produtividade caiu de forma expressiva: retração de 22% nos pomares de Palmer e 30% na variedade Tommy, em comparação com novembro de 2024. Essa menor produção dificultou a diluição dos custos fixos e operacionais, pressionando a margem dos mangicultores.

Oferta menor impulsiona preços no mercado interno

A oferta limitada, contudo, sustentou os preços em níveis elevados. A manga Palmer foi a grande destaque do mês, alcançando média de R$ 2,18/kg — valor mais de três vezes superior ao registrado no mesmo período do ano passado.

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Já a manga Tommy teve desempenho mais moderado, impactada pelo início da safra paulista 2025/26, que ampliou a oferta nacional e conteve maiores avanços de preço. Ainda assim, o produto foi negociado, em média, a R$ 1,71/kg, o que representa mais que o dobro do valor observado em novembro de 2024.

Margens permanecem positivas e indicam bom fechamento de ano

Mesmo com custos elevados, a rentabilidade final se manteve favorável aos produtores. Em novembro, a margem líquida foi de R$ 1,08/kg para a variedade Palmer e R$ 0,61/kg para a Tommy.

O resultado contrasta com o cenário de 2024, quando os meses finais do ano registraram margens negativas ou muito próximas dos custos de produção. Para o encerramento de 2025, a expectativa é de que os mangicultores mantenham resultados positivos, fortalecendo o capital de giro e garantindo boas perspectivas para o início de 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro

Oferta recorde de soja no Brasil e nos EUA pressiona preços globais na safra 2026/27

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A perspectiva de uma oferta global abundante de soja na safra 2026/27 mantém a pressão sobre os preços internacionais da commodity. A avaliação faz parte do relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, que destaca a possibilidade de colheitas recordes no Brasil e nos Estados Unidos como principal fator de risco para as cotações nos próximos meses.

De acordo com as estimativas divulgadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em junho, a produção brasileira deverá alcançar 186 milhões de toneladas na temporada 2026/27. Já a safra norte-americana está projetada em 121 milhões de toneladas, crescimento de 4% em relação ao ciclo anterior.

O cenário reforça a expectativa de ampla disponibilidade da oleaginosa no mercado global, o que tende a limitar movimentos de alta nos preços, especialmente na Bolsa de Chicago (CBOT).

Esmagamento recorde ajuda a sustentar demanda

Apesar do aumento expressivo da oferta, a demanda por processamento da soja segue aquecida. O USDA estima um esmagamento recorde nos Estados Unidos, alcançando 74,8 milhões de toneladas.

O avanço é impulsionado principalmente pela crescente demanda por óleo de soja destinado à produção de biocombustíveis, segmento que vem ganhando relevância na matriz energética global.

No cenário mundial, o esmagamento deve superar em aproximadamente 14 milhões de toneladas o volume registrado na safra 2025/26. Esse crescimento contribui para manter a valorização relativa dos derivados, especialmente farelo e óleo, em comparação ao grão.

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China continua no centro das atenções do mercado

Segundo Francisco Queiroz, especialista da Consultoria Agro do Itaú BBA, a principal incógnita para o mercado permanece sendo a capacidade da China de absorver simultaneamente os grandes volumes ofertados por Brasil e Estados Unidos.

“O acordo firmado em maio amplia o potencial de demanda pela soja norte-americana, mas o impacto efetivo ainda depende da confirmação das compras chinesas e do comportamento do mercado nos próximos meses”, avalia o especialista.

Como maior importadora mundial da commodity, a China continua exercendo influência decisiva sobre o equilíbrio global entre oferta e demanda.

Risco baixista ainda predomina para os preços

Na avaliação do Itaú BBA, o viés para os preços segue predominantemente baixista para a temporada 2026/27. A combinação entre uma possível safra recorde no Brasil e uma produção elevada nos Estados Unidos pode ampliar os estoques globais e limitar a recuperação das cotações.

Para que ocorra uma valorização mais consistente na CBOT, seria necessário algum fator capaz de reduzir significativamente a oferta mundial.

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Entre os principais elementos monitorados pelo mercado estão eventuais problemas climáticos durante o desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos ou na América do Sul.

El Niño pode alterar cenário da soja

Um dos fatores que merece atenção é a possibilidade de fortalecimento do fenômeno El Niño nos próximos meses. Caso o evento climático ganhe intensidade, poderão ocorrer impactos negativos sobre a produtividade das lavouras sul-americanas, especialmente em importantes regiões produtoras.

Segundo o relatório, esse risco ainda não está totalmente precificado pelo mercado e poderia alterar significativamente as projeções atuais de oferta global.

Além disso, novas compras de soja norte-americana por parte da China também poderiam oferecer suporte às cotações internacionais, reduzindo parte da pressão gerada pelo cenário de ampla produção.

Mercado seguirá atento ao clima e à demanda

Embora a expectativa de produção recorde mantenha o mercado sob pressão, o comportamento do clima e o ritmo das importações chinesas continuarão sendo os principais direcionadores dos preços da soja na safra 2026/27.

Diante desse cenário, produtores, exportadores e agentes do mercado permanecem atentos aos desdobramentos climáticos e comerciais que poderão redefinir o equilíbrio global da commodity nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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