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Paraná

BRDE lança academia corporativa para fortalecer inovação e gestão do conhecimento

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O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) apresentou nesta quinta-feira (25), em Curitiba, a Academia BRDE de Inovação e Desenvolvimento (ABID), iniciativa de educação corporativa criada para fortalecer a formação dos profissionais do banco, integrar práticas de gestão do conhecimento e ampliar a capacidade da instituição de atuar como agente de desenvolvimento regional.

A primeira apresentação foi para os funcionários da agência paranaense. Nas próximas etapas, o banco fará encontros semelhantes no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, dando sequência à implantação gradual da academia nos três estados do Sul.

Criada por iniciativa do diretor-presidente Renê Garcia Junior, a Abid vai organizar ações de capacitação, trilhas de desenvolvimento, programas de formação, mentorias e práticas de disseminação de conhecimento. A proposta é alinhar o desenvolvimento das equipes aos objetivos estratégicos do banco, com foco em inovação, excelência técnica, integração entre áreas e impacto positivo para a sociedade.

“Um banco de desenvolvimento precisa formar continuamente suas equipes para compreender os desafios do setor produtivo, dos municípios e das políticas públicas. A Academia nasce com esse propósito: desenvolver pessoas para que o BRDE amplie sua capacidade de transformar conhecimento em soluções para o desenvolvimento regional”, afirmou Renê Garcia Junior.

A implantação será feita de forma progressiva. Na primeira etapa, a academia terá como foco o público interno, com revisão de políticas e programas de recursos humanos, estruturação e consolidação de um mapa de competências. A perspectiva é que, em até 24 meses, a iniciativa também possa atender parceiros institucionais do BRDE, cooperativas, municípios, órgãos governamentais e entidades ligadas ao ecossistema de desenvolvimento.

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Para o diretor administrativo do BRDE, Heraldo Neves, a academia representa uma etapa importante no processo de modernização institucional do banco. “A formação permanente é parte da agenda de fortalecimento do BRDE. Ao organizar conhecimento e valorizar especialistas internos por meio da aprendizagem contínua, o banco melhora sua capacidade de execução e prepara suas equipes para responder com mais eficiência às demandas da sociedade”, disse.

A Abid terá atuação voltada ao desenvolvimento de competências alinhadas à estratégia do banco, à promoção de um ambiente colaborativo e saudável, ao monitoramento de resultados e à integração entre áreas e processos. Entre os instrumentos previstos estão cursos, oficinas, formações técnicas, conteúdos presenciais e digitais, programas de mentoria e comunidades de prática.

O superintendente de Infraestrutura e Recursos Humanos do banco, Hélio de Paula e Silva, responsável pela implementação da academia, destacou que o trabalho será conduzido com base em diagnóstico, planejamento e avaliação de resultados. “A Academia BRDE vai reunir iniciativas que já existem, aprimorar programas e construir novas trilhas de desenvolvimento. A ideia é dar método, continuidade e mensuração à educação corporativa, valorizando o conhecimento que está dentro do banco e conectando esse conhecimento às necessidades estratégicas da instituição”, afirmou.

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Além da capacitação formal, a academia prevê a participação de especialistas internos como instrutores e mentores. Esses profissionais atuarão como multiplicadores de conhecimento técnico, normativo, processual e institucional, contribuindo para preservar a memória técnica do banco.

A estruturação da Abid também abre caminho para futuras parcerias com instituições de ensino, escolas de governo, universidades corporativas, entidades do sistema de desenvolvimento e organismos especializados. “A inovação não está apenas na tecnologia. Ela também está na forma como as instituições aprendem, compartilham conhecimento e se preparam para entregar melhores respostas. É esse movimento que a Academia BRDE passa a estruturar”, acrescentou Renê Garcia Junior.

A apresentação de lançamento também contou com a participação de Paulo Starke, superintendente do BRDE no Paraná; Guilherme Pegorini, chefe do Departamento de Recursos Humanos do banco; e Daisy Quintana de Aguiar, analista de desenvolvimento no RH da instituição. Eles detalharam aos funcionários a proposta de implantação da Academia, as etapas previstas para a sua estruturação, o papel dos especialistas internos como multiplicadores de conhecimento e a integração da iniciativa às políticas de desenvolvimento de pessoas do BRDE.

Fonte: Governo PR

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Ministro André Mendonça faz palestra magna na abertura do Encontro Nacional do Cira 2026

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça foi o responsável pela palestra magna na abertura do Encontro Nacional CIRA 2026 – Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos, nesta sexta-feira, 14 de agosto, no Ministério Público de São Paulo. Autor do prefácio do livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, lançado durante o evento, Mendonça tratou dos critérios para quantificar o dano, o enriquecimento ilícito e o produto de atividades criminosas.

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Em uma exposição de caráter técnico, o ministro discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedido de ressarcimento ou perdimento. Citou, entre outros exemplos, a Operação Sanguessuga e situações envolvendo gestores públicos em casos de fraude, para mostrar que a identificação do dano nem sempre pode ser reduzida a uma simples correspondência entre o valor contratado e o prejuízo causado.

A palestra dialoga diretamente com o prefácio assinado pelo ministro André Mendonça, sendo um dos temas centrais da coletânea os desafios jurídicos e práticos para investigar a criminalidade econômica, responsabilizar seus autores e recuperar valores decorrentes de atividades ilícitas.

André Mendonça discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedidos de ressarcimento ou perdimento. Ao citar exemplos como a Operação Sanguessuga e casos envolvendo gestores públicos, destacou que a identificação do dano não pode ser reduzida, em todos os casos, à diferença entre o valor contratado e o prejuízo causado.

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O ministro chamou atenção para a necessidade de distinguir produto da atividade ilícita, dano e enriquecimento ilícito. Segundo a abordagem apresentada, essa diferenciação é necessária para definir os valores que podem ser objeto de recuperação de ativos em casos de corrupção e improbidade administrativa.

Mendonça também apresentou referências do direito comparado, citando a legislação dos Estados Unidos, como o Civil Asset Forfeiture Reform Act (CAFRA), de 2000, e o Fraud Enforcement and Recovery Act (FERA), de 2009. Na experiência italiana, abordou o Decreto Legislativo nº 231/2001 e decisões da Corte de Cassação relacionadas à definição do produto obtido com a prática ilícita.

No ordenamento brasileiro, a análise passou pelo Código Penal, pela Lei de Lavagem de Dinheiro, pela Lei de Improbidade Administrativa e pela Convenção de Mérida.

Ao final, o ministro destacou a necessidade de critérios técnicos para a definição dos valores e do apoio das áreas da administração pública responsáveis pela receita. A adoção de uma metodologia mais precisa, segundo Mendonça, pode contribuir para dar maior segurança às investigações, às apurações e às decisões judiciais.

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Livro sobre crimes contra a ordem econômica e tributária é lançado durante Encontro Nacional do Cira 2026

Na sequência da programação, foi lançado o livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, coordenado pelo Procurador-Geral de Justiça, Francisco Zanicotti, e pelo promotor de Justiça Diego Gomes Castilho, ambos do Ministério Público do Paraná. Publicada em 2026 pela Editora Tirant Lo Blanch, a obra reúne estudos de especialistas sobre diferentes aspectos do direito penal econômico.

 A publicação tem 340 páginas e reúne artigos sobre investigação e responsabilização por crimes econômicos e tributários. Entre os temas estão a análise probatória em delitos financeiros complexos, fraudes estruturadas, empresas de fachada, recuperação de ativos e sonegação fiscal.

A coletânea também aborda a aplicação da Lei Anticorrupção, a individualização e a dosimetria da pena em crimes tributários e os limites da responsabilização penal de empresários e administradores.

Fonte: Ministério Público PR

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