Connect with us


Agro

Ministro Fávaro participa do 1º Congresso Prefeitos do Agro em Sorriso

Publicado em

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, participou nesta sexta-feira (12), em Sorriso (MT), da abertura do 1º Congresso Prefeitos do Agro, ao lado do vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin. O evento buscou reforçar o papel dos municípios no fortalecimento do agronegócio brasileiro.

Durante a abertura, o vice-presidente Geraldo Alckmin destacou a força produtiva de Mato Grosso, responsável por um terço da produção agrícola do Brasil. Ele ressaltou que o estado é líder na soja, responde por 60% do algodão nacional e se consolidou também como campeão na produção de milho.

Alckmin também enfatizou a importância da agregação de valor às cadeias produtivas, citando a transformação da soja em biodiesel e do milho em etanol, DDG e bioeletricidade. Segundo ele, “a expansão da agroindústria no estado garante emprego, renda e novas oportunidades de crescimento”. O vice-presidente lembrou ainda o protagonismo do Brasil na transição energética global, especialmente na produção de biocombustíveis. “O Brasil está dando um exemplo para o mundo. Ninguém tem 30% de etanol anidro na gasolina, ninguém tem 85% da frota flex. E nós acabamos de lançar o carro sustentável, que é mais barato, mais limpo e reciclável”, afirmou.

Leia mais:  Tecnologia da Elicit Plant Aumenta em 9,4% a Produtividade do Milho no Brasil Sem Alterar o Manejo

Em sua fala, o ministro Carlos Fávaro ressaltou que o Brasil vive um momento histórico, com a maior safra de todos os tempos. São 350 milhões de toneladas de grãos, somadas a uma produção nacional que alcança 1,2 bilhão de toneladas de alimentos, com cana-de-açúcar, proteínas animais, frutas, hortifrutis e celulose.

Fávaro ainda atribuiu os bons resultados à perseverança dos produtores, ao apoio do governo, e a três Planos Safra consecutivos que bateram recordes. O ministro também destacou os avanços na abertura de mercados internacionais, que desde o início do atual governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, já alcançou 435 novos mercados para produtos agropecuários brasileiros.

“O Brasil tem apetite para crescer, tem vontade de continuar gerando oportunidades. A agropecuária brasileira mostra resiliência, diversificação e capacidade de enfrentar os desafios internacionais com firmeza”, afirmou o ministro.

Fávaro anunciou ainda a instalação de um escritório da ApexBrasil em Cuiabá (MT), em parceria com a Famato, para aproximar produtores e empresas dos compradores internacionais.

A programação do Congresso contou com palestras e painéis técnicos sobre políticas públicas, inovação tecnológica, logística, bioenergia, sustentabilidade no campo e os cenários futuros para grãos, proteínas e biocombustíveis.

Leia mais:  Governo de Mato Grosso declara emergência zoossanitária por causa da gripe aviária

Participaram da abertura cerca de 20 prefeitos das regiões Norte e Médio Norte – Lucas do Rio Verde, Vera, Santa Carmem, União do Sul, Ipiranga do Norte, Campos de Júlio, Tabaporã, Santo Antônio do Leste, Santa Rita do Trivelato.

Prefeitos do Agro – Mulheres

Na parte da manhã, o evento reuniu lideranças femininas para compartilharem projetos e experiências que reforçam a força das mulheres no desenvolvimento do setor.

Com palestras sobre empreendedorismo e o papel da mulher na transformação do agro brasileiro, o encontro buscou valorizar projetos que unem desenvolvimento econômico e social, mostrando como a atuação feminina fortalece comunidades e abre caminhos para novas oportunidades no campo.

Informação à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

Comentários Facebook

Agro

Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil

Published

on

A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.

De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.

Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado

Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.

Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.

Indústria compra apenas para reposição imediata

Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.

Leia mais:  Cresce o uso de bioinsumos no campo: estratégias e confiança impulsionam o mercado entre produtores rurais
Exportações perdem competitividade com queda do dólar

No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.

Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.

Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques

Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.

Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.

Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado

O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.

Leia mais:  Governo de Mato Grosso declara emergência zoossanitária por causa da gripe aviária

Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.

Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025

No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.

Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262