Brasil
MME destaca avanços do Programa Energias da Amazônia durante o Energy Summit 2026
O Ministério de Minas e Energia (MME) participou, nesta quinta-feira (25/6), do painel “O papel da Amazônia na Segurança Energética Brasileira”, realizado no evento Energy Summit 2026, no Rio de Janeiro.
Representando a pasta, a diretora de Transição Energética, Karina Araújo, apresentou os avanços, resultados e perspectivas do Programa Energias da Amazônia, uma das principais iniciativas estruturantes da política energética brasileira.
“O Energias da Amazônia reafirma a infraestrutura energética como vetor de inclusão social, desenvolvimento econômico e cidadania. Trata-se de uma política que conecta comunidades, promove oportunidades e posiciona a Amazônia no centro de um sistema energético mais resiliente, sustentável e justo”, afirmou.
Durante o debate, o MME destacou que o programa vem promovendo a transformação gradual dos sistemas isolados da região amazônica, historicamente dependentes da geração a diesel, por meio da adoção de soluções energéticas mais limpas, eficientes e alinhadas às necessidades locais.
Desde o lançamento, em 2023, o Programa vem avançando em diversas frentes. Entre os principais resultados apresentados pelo MME está o Chamamento Público nº 1/2024, que selecionou projetos voltados à redução do consumo de diesel e dos custos da Conta de Consumo de Combustíveis (CCC).
A iniciativa prevê a hibridização de 29 usinas com inserção de geração solar associada a sistemas de armazenamento por baterias (BESS, na sigla em inglês), beneficiando 36 localidades e cerca de 652 mil pessoas. Ao longo da vida útil dos empreendimentos, estima-se a redução de 270 milhões de litros de diesel e de cerca de 800 mil toneladas de dióxido de carbono (CO₂), além de uma economia de R$ 857 milhões para a CCC. A implantação dos projetos terá início a partir de dezembro de 2026, com conclusão prevista até 2028.
Outro destaque foi a realização do Leilão SISOL nº 1/2025, que viabilizou investimentos de R$ 312 milhões para atendimento de mais de 30 mil pessoas em regiões remotas dos estados do Pará e Amazonas. O certame contratou o primeiro projeto híbrido do setor com armazenamento em baterias, localizado em Jacareacanga (PA), combinando 18 MW de geração solar e 30 MW de capacidade de armazenamento, consolidando uma referência tecnológica para o país.
O Ministério também apresentou os avanços na interligação de localidades amazônicas ao Sistema Interligado Nacional (SIN), medida que amplia a segurança energética, reduz custos sistêmicos e contribui para a mitigação das emissões de gases de efeito estufa.
Entre os resultados alcançados estão:
- Pará: mais de 90 mil pessoas beneficiadas com investimentos superiores a R$ 315 milhões. Novas obras em execução deverão atender mais 60 mil habitantes;
- Amazonas: cerca de 160 mil pessoas atendidas, com investimentos já realizados de R$ 280 milhões;
- Acre: interligações concluídas beneficiando aproximadamente 170 mil pessoas e proporcionando economia anual estimada em R$ 339 milhões;
- Roraima: interligação estrutural concluída em 2025, conectando o estado ao SIN e beneficiando cerca de 650 mil habitantes, com redução anual estimada de 584 mil toneladas de CO₂ e economia de R$ 1,9 bilhão.
Em maio de 2026, novas entregas realizadas no Pará ampliaram o acesso à energia limpa para mais de 60 mil pessoas, com a conclusão de obras nos municípios de Aveiro e Porto de Moz.
Segundo o MME, embora a interligação ao SIN seja uma estratégia fundamental para ampliar a segurança energética na região, a maior parte das localidades amazônicas demanda soluções descentralizadas, adequadas às características territoriais e socioeconômicas locais.
Nesse contexto, a politica publica tem avançado na implantação de sistemas híbridos com fontes renováveis e armazenamento de energia, além de minirredes e microrredes adaptadas às necessidades das comunidades. Também vem sendo fortalecida a integração entre a oferta de energia e atividades produtivas vinculadas à bioeconomia.
O painel reuniu representantes do governo, da sociedade civil e do setor de inovação energética.
Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
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Brasil
61° MEDTROP reúne especialistas e reforça integração entre ciência e vigilância em saúde
A abertura do 61º Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical – MEDTROP 2026 aconteceu neste domingo (16), em Brasília. Considerado um dos principais espaços de produção e intercâmbio de conhecimentos sobre doenças tropicais no Brasil e na América Latina, o evento apresenta, como tema da edição, “Saúde nos trópicos: uma visão integradora sob a perspectiva do Sul Global”. São aguardados cerca de 4 mil participantes entre pesquisadores, professores, profissionais de saúde e autoridades do Sistema Único de Saúde (SUS) para discutir desafios atuais e estratégias de enfrentamento das doenças que impactam a saúde das populações.
Representando o ministro Alexandre Padilha, o secretário de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde (MS), Fabiano Pimenta, participou da solenidade de abertura, realizada no Centro de Convenções Ulysses Guimarães. Ao destacar os papéis da sociedade civil e das instituições parceiras, pontuou que a construção de políticas públicas mais efetivas depende do diálogo, da produção de evidências e da capacidade de transformar o conhecimento científico em ações concretas nos territórios. Em sua fala, lembrou do histórico de participação social ao longo das décadas na disseminação de conhecimentos, contribuições e decisões.
“O nosso SUS foi construído e consagrado graças aos vários movimentos da sociedade e, também, das instituições que atuam com seriedade. Ser aliado nesse trabalho tão importante significa produzir evidências, colaborar, realizar críticas construtivas, apresentar sugestões e apontar caminhos para o aprimoramento das políticas públicas”, declarou Pimenta.
Segundo ele, o enfrentamento das doenças determinadas socialmente engloba a complexidade dos desafios atuais e exige que diferentes setores contribuam de forma articulada, especialmente diante de fatores como as desigualdades sociais e econômicas, as mudanças climáticas e os impactos sobre a ocorrência e a persistência de doenças transmissíveis. “O enfrentamento das doenças negligenciadas exige, além do conhecimento científico, fruto das pesquisas e da medicina baseada em evidências, ações intersetoriais voltadas à redução das disparidades sociais e econômicas que impactam diretamente a incidência e a persistência dessas enfermidades”, enfatizou o secretário da SVSA.
Ciência a serviço da saúde pública
A realização do MEDTROP na capital federal tem um significado histórico. A primeira edição do congresso ocorreu em 1962, em Ribeirão Preto (SP). A última edição realizada na capital federal aconteceu em 1977, há 49 anos. Ao longo do tempo, o congresso se consolidou como um importante espaço multidisciplinar para a produção científica e para o debate de temas estratégicos para a saúde pública.
A programação da 61ª edição, elaborada pela Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, idealizadora do evento, dialoga com as prioridades do Ministério da Saúde, especialmente no fortalecimento de uma vigilância em saúde baseada nas melhores evidências científicas disponíveis. Entre os desafios compartilhados estão a ampliação da capacidade de preparação e resposta oportuna às emergências em saúde pública, principalmente diante dos impactos da crise climática, a retomada das coberturas vacinais aos níveis recomendados e o controle e a eliminação de doenças transmissíveis como problemas de saúde pública.
O combate às doenças tropicais negligenciadas tem lugar de destaque na programação e inclui eventos satélites dedicados a temas estratégicos, como a Reunião de Pesquisa Aplicada em Doença de Chagas e Leishmaniose, o XIII Workshop Nacional da REDE-TB, o XI Workshop de Genética, Biologia Molecular e Controle de Insetos Vetores de Doenças Tropicais e o 11º Fórum de Doenças Negligenciadas.
A diversidade de temas e a participação de especialistas de diferentes países reforçam o papel do encontro como espaço de articulação científica e de cooperação internacional para o enfrentamento de problemas de saúde que ultrapassam fronteiras. A perspectiva do Sul Global também amplia a discussão sobre soluções desenvolvidas a partir das necessidades e realidades dos países tropicais. Essa cooperação está alinhada à atuação do MS na busca por maior autonomia na produção local de vacinas e no fortalecimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde, estratégias fundamentais para ampliar a capacidade nacional de resposta a emergências e garantir maior soberania na área da saúde.
Suellen Siqueira
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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