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Projeto conecta estudantes da Amazônia e da Mata Atlântica para transformar casas e escolas em pontos de monitoramento climático

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Estudantes de Belém (PA) e Foz do Iguaçu (PR) passaram os últimos meses conhecendo o monitoramento das chuvas, o registro de dados ambientais, acompanhando a produção de boletins meteorológicos e vivendo a própria rotina em torno da ciência do clima. As ações fazem parte do projeto “Ciência do Clima lá em Casa”, desenvolvido por Itaipu Binacional, Itaipu Parquetec e Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), unidade de pesquisa vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).  

Ao longo da iniciativa, cerca de 300 estudantes e 10 professores bolsistas participaram de atividades práticas e formativas que envolveram monitoramento climático, produção audiovisual, gamificação — uso de jogos, desafios, pontos, níveis e recompensas como estratégias de aprendizado e desenvolvimento em contextos reais, como treinamentos ou educação — e intercâmbio científico entre as cidades.  

A iniciativa também instalou estações meteorológicas digitais em 10 escolas públicas e criou uma rede colaborativa de observação climática com pluviômetros montados nas casas dos próprios alunos. Além disso, foi desenvolvido um site e um aplicativo para acompanhamento de dados climáticos em tempo real.  

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As ações também incluíram formações conduzidas por pesquisadores do INPE e da Universidade de São Paulo (USP), fortalecendo a conexão entre ciência, educação pública e tecnologia.  Na prática, a proposta foi levar a ciência para além da sala de aula. Enquanto estudantes acompanhavam índices de chuva e temperatura, famílias passaram a participar do monitoramento ambiental dentro de casa.   

Os estudantes participaram ainda da trilha gamificada “A Jornada do Agente do Clima”, que reuniu desafios ligados à sustentabilidade, mudanças climáticas e observação ambiental. Entre as tarefas, os alunos construíram pluviômetros com materiais recicláveis, produziram podcasts e gravaram boletins meteorológicos em vídeo. 

Além das ações educativas, o projeto aproximou realidades distintas do país em torno de um debate comum sobre clima e sustentabilidade. A troca de experiências entre estudantes da Amazônia e da região da Mata Atlântica será ampliada com um intercâmbio científico entre Belém e Foz do Iguaçu, destinado aos alunos com melhor desempenho nas atividades. 

A iniciativa integra o Convênio Educação Ambiental, Ciência e Sustentabilidade III e está alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas, especialmente aos relacionados à educação de qualidade, ação climática e fortalecimento de parcerias. 

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Minidocumentário mostra bastidores do projeto 

As experiências vividas pelos estudantes durante o projeto serão reunidas no minidocumentário “Ciência do Clima Lá em Casa”, lançado nesta segunda-feira (18). A produção traz relatos de alunos, professores e pesquisadores envolvidos nas atividades realizadas em Belém e Foz do Iguaçu. O filme foi divulgado durante a Semana do Dia Internacional da Biodiversidade, nas plataformas digitais das instituições envolvidas. 

A proposta do documentário é mostrar como a divulgação científica pode contribuir para ampliar o entendimento da população sobre os impactos das mudanças climáticas e incentivar modificações de comportamento a partir da educação e da participação comunitária.   

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Nova vacina para idosos: Ministério da Saúde vai ofertar pneumo20 para quem tem mais de 85 anos

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O Ministério da Saúde começou a disponibilizar, pela primeira vez, a vacina pneumocócica 20-valente conjugada (pneumo 20) para pessoas com 85 anos ou mais. O imunizante já está disponível no SUS para o início da vacinação desse público, ampliando a proteção contra a doença pneumocócica e suas formas graves, como pneumonia e meningite. O objetivo é contribuir para reduzir o risco de complicações, hospitalizações e óbitos entre as pessoas mais idosas. A estimativa é de que mais de 2,3 milhões de pessoas façam parte do público-alvo em todo o país.

Com o avançar da idade, as infecções pneumocócicas tendem a apresentar maior gravidade, risco de complicações e taxas de mortalidade mais elevadas. Entre os fatores que aumentam essa vulnerabilidade, estão o processo natural de envelhecimento do sistema imunológico (imunossenescência), e a maior frequência de comorbidades. Essas condições aumentam o risco de evolução desfavorável das infecções respiratórias, hospitalização e necessidade de cuidados intensivos. Além das consequências respiratórias, podem ocorrer comprometimentos cardíacos, renais e do sistema nervoso central, entre outros.

Dados nacionais reforçam a importância da proteção desse público. Entre pessoas idosas com 80 anos ou mais, a taxa de hospitalização por pneumonia de todas as causas foi de 3.097,7 por 100 mil habitantes em 2024 e de 2.902,7 por 100 mil em 2025. Já entre pessoas com 85 anos ou mais, a taxa de mortalidade por pneumonia foi de 758,1 óbitos por 100 mil habitantes em 2024 e de 743,1 por 100 mil em 2025.

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A nova vacina, a pneumo 20, incorporada no Calendário Nacional de Vacinação em junho deste ano para crianças menores de 5 anos, amplia a proteção contra 20 sorotipos de Streptococcus pneumoniae. A bactéria é apontada como a causa mais comum de infecções respiratórias em todas as faixas etárias. A vacinação é uma importante estratégia para prevenir a doença.

Distribuição das doses

A distribuição das doses destinadas ao novo público-alvo começou neste mês de setembro. Os próximos envios serão definidos considerando, entre outros critérios, a população elegível, a média mensal de doses aplicadas e os estoques disponíveis nos estados.

A meta é vacinar pelo menos 90% das 2.337.775 pessoas com 85 anos ou mais estimadas no país. Para receber o imunizante, é necessário apresentar documento que comprove a idade, sem necessidade de prescrição médica.

Esquema de vacinação

A recomendação da Pneumo 20 considera o histórico de vacinação contra a doença e define diferentes condutas de acordo com as vacinas já recebidas. A orientação é a seguinte:

  • 85 anos ou mais, sem vacinação pneumocócica prévia: 1 dose única da Pneumo 20. 
  • Recebeu apenas 1 dose de Pneumo 13 ou Pneumo 15: 1 dose da Pneumo 20, respeitando intervalo mínimo de 2 meses. 
  • Recebeu apenas 1 dose de Pneumo 23: 1 dose da Pneumo 20, com intervalo mínimo de 1 ano. 
  • Recebeu 2 doses de Pneumo 23: não há indicação de Pneumo 20 na estratégia. 
  • Recebeu 1 dose de Pneumo 13 ou Pneumo 15 + 1 dose de Pneumo 23: não há indicação de Pneumo 20 na estratégia.
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A vacinação será ofertada nas unidades de saúde, por estratégias extramuros ou em domicílio. A orientação do Ministério da Saúde é realizar busca ativa das pessoas elegíveis sem registro das doses necessárias para conferir proteção ou com esquema incompleto, com prioridade para aquelas com dificuldade de acesso aos serviços, restrição de mobilidade, fragilidade, comorbidades, dependência funcional ou insuficiência de suporte familiar e social.

A pasta também recomenda aproveitar a oportunidade para atualizar as demais vacinas previstas no Calendário Nacional de Vacinação do Idoso. Para pessoas de 60 a 84 anos acamadas ou institucionalizadas e com condições clínicas especiais, a pneumo 20 permanece disponível na estratégia especial já estabelecida pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI). A ampliação da vacinação para outras faixas etárias está prevista de forma gradativa, de acordo com critérios de vulnerabilidade e risco.

Deborah Novais
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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