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Brasil

Câmara aprova Projeto de Lei que regulamenta moedas sociais no Brasil

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A Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados aprovou no dia 1º de outubro o Projeto de Lei 4476/2023, que define e regulamenta as moedas sociais, incluindo sua emissão e transações. A proposta foi elaborada com a participação do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), por meio da Secretaria Nacional de Economia Popular e Solidária (Senaes).

Pelo projeto, caberá ao MTE autorizar e certificar as entidades aptas a emitir moedas sociais. Para isso, os bancos comunitários deverão estar inscritos no Cadastro Nacional de Empreendimentos Econômicos Solidários (Cadsol), que submeterá a solicitação para avaliação por comissões estaduais e nacional para validação. O texto segue agora para análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e, posteriormente, para aprovação no Senado. Caso haja alterações, a proposta retorna à Câmara.

Segundo o secretário Nacional de Economia Solidária, Gilberto Carvalho, a regulamentação trará mais segurança jurídica e financeira para quem utiliza esse sistema. “A regulamentação cria um marco jurídico, com reconhecimento por parte do governo brasileiro de que as moedas sociais são um potente instrumento de desenvolvimento e geração de riquezas nos territórios, sem afetar a moeda oficial. É importante porque reconhece o direito das comunidades de serem gestoras das riquezas dos seus territórios e abre espaço para o surgimento de novas iniciativas dentro da legislação vigente”, explica Carvalho.

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Joaquim Melo, coordenador-geral da Rede Brasileira de Bancos Comunitários e Municipais, tem a expectativa de que o projeto será aprovado sem grandes obstáculos no Senado, já que foi construído em consenso com parlamentares, sociedade civil e governo federal. “Não se conseguiu aprovar antes uma proposta por falta de acordo”, explica. Melo é fundador do Banco Palmas, o primeiro banco comunitário e criador da primeira moeda social do país, e atualmente atua como diretor da instituição.

Para ele, a proposta estabelece regras claras em relação a vários pontos, como o número máximo de contas que os bancos comunitários podem ter, critérios de conversão de moeda, investimentos e limite de taxas que podem ser cobradas. “A proposta é boa, traz avanços e segurança jurídica para que a rede de bancos comunitários possa planejar o futuro”, afirma Melo.

Atualmente, o país conta com 152 bancos comunitários e 182 moedas sociais, das quais 160 estão em circulação.

Histórico

A primeira instituição bancária comunitária no Brasil é o Banco Palmas, e a primeira moeda social é a Palmas, criados em 1998 para atender o conjunto Palmeiras, localizado na periferia de Fortaleza, no Ceará.

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Desde então, o Banco Palmas tem se destacado por oferecer microcrédito com juros acessíveis, estimulando o consumo dentro da própria comunidade e impulsionando a geração de emprego e renda.

 

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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Governo do Brasil inaugura Casa do Trabalhador em Belém e amplia acesso a serviços de emprego

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O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) entregou, nesta quinta-feira (18), a 12ª Casa do Trabalhador do país, localizada em Belém (PA). Situada na Travessa Padre Eutíquio, nº 1308, a unidade faz parte do processo de modernização e padronização das agências do Sistema Nacional de Emprego (Sine), iniciativa iniciada pelo Governo Federal em 2023.

Durante a cerimônia de inauguração, o secretário-executivo do MTE, Francisco Macena, destacou que a nova estrutura reúne diversos serviços essenciais em um só lugar e anunciou que mais unidades serão entregues em todo o território nacional até o final do ano.

“O que nós queremos não é apenas o trabalhador empregado, mas que ele tenha perspectivas reais de ascensão econômica e social”, afirmou Macena.

Com a modernização das agências, o MTE busca resgatar o papel central das políticas de trabalho e estabelecer um novo padrão na prestação de serviços públicos, garantindo que o cidadão encontre, em um único ambiente, uma oferta integrada e simplificada de serviços, facilitando a rotina de quem mais necessita do apoio do Estado.

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Estrutura moderna e acessível

A Casa do Trabalhador de Belém possui 450 m² de área construída. O espaço conta com uma recepção com capacidade para 40 pessoas sentadas, balcão de triagem, 12 guichês de atendimento presencial e cinco postos de autoatendimento.

A estrutura dispõe ainda de salas exclusivas para convocação e captação de vagas, atendimento psicológico, pré-seleção e salas de treinamento. O espaço é totalmente adaptado para pessoas com deficiência (PcD), além de contar com bicicletário e estacionamento próprio.

Nova carta de serviços

No local, a população terá acesso a serviços como intermediação de mão de obra, habilitação para o seguro-desemprego, orientações trabalhistas, emissão da Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) e atendimento voltado à imigração.

O espaço também disponibiliza ações de qualificação social e profissional, além de iniciativas de incentivo ao empreendedorismo e à economia solidária.

Além disso, a unidade conta com um Laboratório de Informática para a realização de cursos a distância e uma área de Autoatendimento Orientado, onde a equipe do Sine auxiliará os cidadãos no acesso aos serviços disponíveis em ambientes virtuais.

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A unidade oferece ainda atendimento especializado de assistentes sociais e psicólogos, ampliando o suporte oferecido aos trabalhadores e à população em busca de oportunidades, orientação e acesso às políticas públicas de emprego e renda.

 

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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