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Ministério da Saúde vai investir em projetos de desenvolvimento de vacinas no novo Centro Nacional de Vacinas da UFMG

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O ministro da Saúde em exercício, Adriano Massuda, visitou nesta segunda-feira (16) a conclusão da primeira fase das obras do novo Centro Nacional de Vacinas (CNVacinas) – uma parceria entre o Governo Federal, o Governo Estadual e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). O espaço foi criado para que pesquisas feitas no Brasil cheguem ao estágio produtivo e se transformem em vacinas e testes fabricados pela indústria farmacêutica brasileira, que podem vir a ser utilizados no SUS. Há previsão de investimentos da ordem de R$ 161,5 milhões do Ministério da Saúde em estudos sobre imunizantes e testes inovadores, liderados ou em parceria com a unidade.

Em 2025, foram aprovados cinco projetos a serem executados pelo CNVacinas e um no qual a unidade atua como parceira da Fundação Zerbini. São eles: Plataforma de testes rápidos para diagnóstico de emergências sanitárias e agravos críticos para o SUS e sua validação por meio da produção de um TR para Hepatite Delta; Vacina terapêutica para doença de Chagas; Desenvolvimento de Testes Diagnósticos para Malária e Leishmaniose tegumentar; Vacina para MPox baseada no Vírus MVA; Desenvolvimento de uma vacina contra malária causada pelo Plasmodium vivax; e Vacina Nasal de Nanopartículas: Inovação no controle da covid-19.

“A gente tem que combinar a excelência que temos na UFMG, em parceria com a nossa Fiocruz, que tem tradição na formulação de vacinas, e estabelecer parcerias com o Governo Federal, recursos do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) colocados aqui para construção e o investimento do Ministério da Saúde para projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação local. Vamos ter espaço não só de importância nacional, mas internacional para produção e, quem sabe, exportação de vacinas para todo mundo”, afirmou Massuda.

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Localizado no Parque Tecnológico de Belo Horizonte (BH-TEC), o complexo científico permitirá produzir pequenas quantidades de imunizantes para testes em estudos clínicos. A iniciativa é estratégica para ampliar a capacidade do Brasil de desenvolver vacinas e outras tecnologias de saúde dentro do próprio país. A agenda integra a estratégia de fortalecimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (Ceis), retomada por este governo, para garantir o abastecimento de medicamentos, vacinas e insumos em saúde, promovendo a transferência de tecnologia e ampliando a autonomia produtiva nacional. A iniciativa faz parte da Nova Indústria Brasil (NIB), que visa impulsionar o desenvolvimento da indústria nacional.

Estrutura

A nova sede do CNVacinas deve ser concluída até o fim de 2026. O prédio terá cerca de 8.700 m² e contará com um laboratório certificado com Boas Práticas de Fabricação (GMP). Nesse espaço, será possível produzir imunizantes e preparar lotes de vacinas para estudos clínicos. A estrutura também terá laboratórios de pesquisa e áreas para desenvolvimento de novos protótipos de vacinas.

A equipe será formada por cerca de 30 pesquisadores permanentes e aproximadamente 100 profissionais, entre especialistas, técnicos, gestores e estudantes de pós-graduação. Atualmente, o centro já reúne cerca de 90 pesquisadores e colaboradores de instituições como a UFMG, a Universidade de São Paulo (USP) e Bio-Manguinhos. Esses profissionais atuam em áreas como microbiologia, imunologia, bioquímica, biologia molecular e farmacologia, fundamentais para o desenvolvimento de novas vacinas.

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Da pesquisa à produção

O CNVacinas atua para superar o desafio conhecido como “vale da morte” – uma fase crítica entre a pesquisa acadêmica e o desenvolvimento de produtos viáveis para o mercado. Com a nova estrutura, o CNVacinas poderá atuar como um verdadeiro complexo de inovação tecnológica, cobrindo todas as etapas: da pesquisa básica até a transferência tecnológica para o setor produtivo.

A equipe do então Centro de Tecnologia de Vacinas (CTVacinas), foi responsável pela tecnologia que deu origem ao imunizante que evoluiu para o SpiN-TEC, atualmente em fase de desenvolvimento, e recebeu a aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 2022 para início dos testes clínicos em humanos.

Em 2021, o CTVacinas foi reconhecido por seu protagonismo em pesquisa e desenvolvimento de vacinas, assinando um convênio entre o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o Governo de Minas Gerais e a UFMG para a criação do agora CNVacinas.

Outras vacinas têm avançado no Centro: vacinas para malária, leishmaniose, Mpox e uma vacina de uso terapêutico para pacientes com doença de Chagas. Também estão em fase avançada vacinas de RNA para dengue e influenza, que utilizam tecnologia de ponta para ampliar a eficácia, segurança e agilidade de produção, promovendo soberania científica e tecnológica do Brasil nesta área.

Taís Nascimento
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Ministério da Saúde firma contrato para ampliar atendimento especializado pelo SUS em Belo Horizonte

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Nesta sexta-feira (14), o Ministério da Saúde formalizou um contrato de R$ 8,9 milhões com o Hospital São Francisco, em Belo Horizonte (MG), para ampliar a oferta de procedimentos especializados e cirurgias eletivas a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa integra o programa Agora Tem Especialistas, criado pela Lei nº 15.233/2025, e tem como objetivo reduzir o tempo de espera da população por consultas, exames e procedimentos especializados.

O acordo prevê a realização de 1.476 procedimentos ao longo de um ano, contemplando áreas como cardiologia, ortopedia, cirurgia geral, ginecologia e oncologia. A contratação foi assinada pela diretora-adjunta do programa Agora Tem Especialistas, Ana Luiza Afonso Guimarães, e pelo superintendente-geral do Hospital São Francisco, Helder Yankous.

A parceria com o Hospital São Francisco, que se destaca na área de ortopedia e recebe pacientes de várias regiões de Minas Gerais, reverterá atendimentos especializados no SUS em créditos financeiros para o abatimento de tributos federais vencidos ou a vencer, conforme as regras estabelecidas pelo programa.

“Quando ampliamos a oferta de serviços, reduzimos o tempo de espera de quem está aguardando por uma consulta, um exame ou uma cirurgia. O grande ganho é garantir que o diagnóstico, o encaminhamento e o tratamento aconteçam no momento oportuno”, destacou Ana Luiza Guimarães.

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A iniciativa também busca aproveitar a capacidade dos hospitais para ampliar a realização de atendimentos em áreas de maior demanda.

Expansão da capacidade assistencial

Durante a agenda no Hospital São Francisco, a diretora-adjunta do programa Agora Tem Especialistas também conheceu as novas estruturas que integram o projeto de expansão da instituição. Entre elas estão um novo ambulatório e um bloco cirúrgico com quatro salas, além de 70 novos leitos que deverão entrar em funcionamento ainda neste ano. Com a ampliação, a capacidade de atendimento da instituição aos pacientes do SUS vai crescer cerca de 34%.

Ronny Rodrigues
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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