Brasil
MTE participa de missão internacional na Tanzânia para fortalecer combate ao trabalho infantil no setor algodoeiro
O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), por meio da Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), participou, no final de maio, de missão internacional na Tanzânia voltada ao intercâmbio de experiências e ao fortalecimento das ações de promoção do trabalho decente e de erradicação do trabalho infantil no setor algodoeiro do país africano. A iniciativa integra a cooperação entre Brasil e Tanzânia, com apoio da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e de instituições parceiras.
A missão faz parte do Projeto-País Tanzânia, desenvolvido no âmbito do Programa de Cooperação Sul-Sul Brasil-OIT, que busca contribuir para a melhoria das condições de trabalho nas comunidades produtoras de algodão, com foco na proteção de crianças e adolescentes, na promoção dos direitos trabalhistas e no fortalecimento das instituições responsáveis pela inspeção do trabalho e pela formulação de políticas públicas.
O MTE foi representado pelo coordenador de Erradicação e Fiscalização do Trabalho Infantil da Secretaria de Inspeção do Trabalho, Roberto Padilha Guimarães. Também participaram da delegação brasileira representantes da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), do Ministério da Previdência Social, do Escritório da OIT no Brasil e da Embaixada do Brasil na Tanzânia.
Durante a missão, foram apresentadas experiências brasileiras reconhecidas internacionalmente no enfrentamento ao trabalho infantil, com destaque para as ações de inspeção do trabalho, produção e disseminação de dados, campanhas de conscientização e formulação de políticas públicas voltadas à proteção da infância e da adolescência. O intercâmbio também possibilitou a discussão de estratégias para o fortalecimento das instituições tanzanianas responsáveis pela promoção do trabalho decente.
Próximo da conclusão, o projeto já apresenta resultados concretos na construção e no fortalecimento de políticas públicas voltadas à erradicação do trabalho infantil na Tanzânia. Durante reunião do Comitê de Acompanhamento do Projeto (CAP), representantes do governo tanzaniano destacaram avanços como o desenvolvimento e o lançamento da segunda Estratégia Nacional para a Eliminação do Trabalho Infantil, a realização de inspeções especiais em áreas produtoras de algodão, o intercâmbio de conhecimentos com o Brasil e outros países do Sul Global, o fortalecimento das capacidades das autoridades trabalhistas e a implementação de ações de conscientização e proteção social voltadas à infância.
Para Roberto Padilha Guimarães, a cooperação internacional demonstra o impacto do compartilhamento de experiências na construção de políticas públicas eficazes. “Este projeto de cooperação atingiu seus objetivos ao possibilitar que o governo tanzaniano conhecesse e adaptasse boas práticas brasileiras à sua realidade. A partir desse intercâmbio, ações e iniciativas foram implementadas em prol da erradicação do trabalho infantil, o que representa um resultado extremamente positivo”, afirmou.
A missão reforça o compromisso conjunto do Brasil, da Tanzânia e da Organização Internacional do Trabalho com a promoção do trabalho decente e com o fortalecimento de políticas públicas voltadas à proteção de crianças e adolescentes e à melhoria das condições de trabalho no setor algodoeiro.
Brasil
Super Centro Brasil de Diagnóstico de Câncer realiza 56,5 mil procedimentos em 2026
O acesso rápido ao diagnóstico é uma etapa fundamental para que o cuidado oncológico comece no tempo adequado. É nesse sentido que o Super Centro Brasil para Diagnóstico de Câncer permite que o Sistema Único de Saúde (SUS) processe exames e libere laudos com mais agilidade. Em 2026, a iniciativa já realizou 56,5 mil procedimentos em 25 unidades da Federação, com tempo médio nacional de oito dias para liberação dos laudos. A iniciativa combina o processamento nacional de amostras com laboratórios regionais, levando tecnologia e análise especializada para diferentes regiões do país.
Hoje, o SUS conta com Super Centros regionais em Manaus (AM), Teresina (PI) e Diamantina (MG), com estrutura para processamento de amostras e patologia digital. Nesta quinta-feira (10), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, visitou o Super Centro da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon), em Manaus. A unidade iniciou a operação assistida em 24 de agosto e já registra mais de 400 exames cadastrados e cerca de 170 lâminas digitalizadas. O tempo médio para liberação dos laudos é de, em média, 10 dias, diante de uma referência anterior superior a 30 dias.
“Para quem está investigando um câncer, cada dia de espera pelo diagnóstico faz diferença. O Super Centro usa tecnologia e o trabalho de especialistas para fazer esse resultado chegar mais rápido ao paciente e permitir que a equipe de saúde defina o tratamento adequado. Em Manaus, um laudo que antes podia levar mais de 30 dias está saindo, em média, em menos de dez dias. É esse ganho de tempo que queremos transformar em cuidado para a população”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
O Super Centro agiliza o diagnóstico de duas formas. Amostras de pacientes de diferentes regiões do país podem ser enviadas para processamento e análise no A.C. Camargo Câncer Center, instituição parceira do Ministério da Saúde no projeto. Ao mesmo tempo, os Super Centros regionais contam com estrutura para processar biópsias e peças cirúrgicas e digitalizar as lâminas.
Com a patologia digital, as imagens dessas lâminas podem ser analisadas a distância por médicos patologistas, inclusive de outras localidades. Isso facilita o acesso a especialistas, principalmente em regiões com menor disponibilidade desses profissionais. Com o laudo em menos tempo, a equipe de saúde pode confirmar ou caracterizar o câncer, definir a conduta indicada e dar sequência ao tratamento com mais rapidez.
Manaus
O Super Centro de Manaus moderniza o laboratório de anatomia patológica da FCecon e tem capacidade potencial para processar até 2 mil lâminas por semana em plena operação. A estrutura tem como população potencial de referência 4,27 milhões de habitantes.
Quando o paciente recebe indicação de biópsia ou de análise de uma peça retirada em cirurgia, a amostra é encaminhada ao laboratório da FCecon, onde passa pelo processamento e pela produção da lâmina. O material é digitalizado e analisado por um médico patologista, que libera o laudo para a continuidade do cuidado na rede.
A estrutura poderá receber, de forma progressiva, amostras encaminhadas por municípios do interior, usando a patologia digital e a telepatologia para aproximar o diagnóstico especializado de quem vive longe da capital, incluindo populações indígenas e ribeirinhas.
Camila Marques
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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