Brasil
Em Recife, MJSP inaugura primeiro Cais em parceria com organização da sociedade civil
Recife, 04/12/2025 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad), inaugurou, nessa terça-feira (2), o primeiro Centro de Acesso a Direitos e Inclusão Social (Cais) em parceria com organização da sociedade civil. A unidade, instalada na Escola Livre de Redução de Danos, em Recife (PE), marca o avanço na Política Nacional sobre Drogas e na defesa dos direitos humanos no Brasil.
A criação do Cais é resultado do edital de chamamento público nº 01/2024, que prevê investimento de até R$ 900 mil para cada entidade selecionada. O equipamento integra o Plano Ruas Visíveis e busca fortalecer o cuidado em territórios onde o Estado historicamente enfrenta dificuldades de atuação.
Durante a inauguração, a secretária nacional de Políticas sobre Drogas, Marta Machado, destacou o simbolismo de iniciar a política na Escola Livre de Redução de Danos, referência histórica de resistência, acolhimento e defesa de direitos. “Um Cais é, antes de tudo, esse pedaço de terra firme para quem vive atravessado por vulnerabilidades profundas”, afirmou.
Resposta urgente a um cenário agravado
A iniciativa surge em um cenário de forte crescimento da população em situação de rua no Brasil. Dados do Cadastro Único mostram que, em dezembro de 2024, havia 327.925 pessoas nessa condição — um aumento de 552% entre 2015 e 2024, intensificado durante e após a pandemia.
Para Marta Machado, os números reforçam a urgência de políticas públicas eficazes, responsáveis e alinhadas à Política Nacional para a População em Situação de Rua. “Não estamos falando de estatísticas abstratas, mas de centenas de milhares de pessoas que precisam acessar direitos básicos e romper ciclos de exclusão”, ressaltou.
Acolhimento, documentação e autonomia
O Cais atenderá cerca de 60 pessoas por semana — homens e mulheres cis e trans de 18 a 60 anos —, totalizando aproximadamente 3.120 atendimentos ao ano. A proposta é oferecer acolhimento, acesso a direitos, apoio para obtenção de documentação, reconstrução de vínculos e escuta qualificada.
A Escola Livre de Redução de Danos, responsável pela execução do projeto, já atua há anos com pessoas em situação de rua e com catadores e catadoras de materiais recicláveis, promovendo autonomia, cuidado e oportunidades de inserção no trabalho. Com o Cais, esse trabalho passa a ter mais estrutura, maior alcance e maior consolidação como política pública.
Expansão nacional
A Senad financia dez organizações da sociedade civil para a implementação de Cais em diferentes regiões do País. Outras 20 instituições participam de um edital em andamento, e mais 40 serão contempladas por meio de parceria com o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, no âmbito do Programa Cidadania PopRua. Ao todo, 70 OSCs receberão recursos para se tornarem Centros de Acesso a Direitos e Inclusão Social.
Para Marta Machado, essa expansão representa uma mudança profunda na forma de construir políticas públicas. “A sociedade civil conhece o território, constrói vínculos que não se improvisam e chega onde o Estado nem sempre alcança com a mesma velocidade. Políticas públicas que funcionam são aquelas formuladas com quem está na ponta”.
A secretária encerrou ressaltando o compromisso do Governo Federal de desenvolver ações intersetoriais e territorializadas, centradas na vida das pessoas. “Pensar a política sobre drogas significa fazer dela, antes de tudo, um compromisso com a democracia — e com a alegria democrática pela vida das pessoas”, afirmou.
Durante a agenda em Recife, Marta Machado visitou o abrigo noturno Irmã Dulce, onde será inaugurado mais um Cais. O espaço oferece pernoite diário para 108 pessoas em situação de rua, sendo 98 homens e dez mulheres. Ainda na ocasião, ela conheceu o Centro Integrado de Atenção à População em Situação de Rua (CINPOP), no bairro de Santo Amaro, que reúne em um único local serviços sociais, jurídicos, de saúde e de inclusão produtiva.
Brasil
Hidrovia do São Francisco pode baratear alimentos e reforçar abastecimento no interior do país
O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) estuda a reativação da hidrovia do Rio São Francisco como forma de reduzir o custo do transporte de cargas, elevando o impacto no preço dos alimentos. A iniciativa busca melhorar o abastecimento de cidades do interior, com mais regularidade na chegada de produtos essenciais ao dia a dia da população.
Na prática, a expectativa é de aumento da circulação de mercadorias, dinamização das economias locais e geração de empregos em setores como transporte, operação portuária, comércio e serviços.
Atualmente, o trecho navegável tem 1.371 quilômetros, entre Pirapora (MG), Juazeiro (BA) e Petrolina (PE), com potencial para atender 505 municípios e cerca de 11,4 milhões de pessoas. A estimativa é de movimentação de até 5 milhões de toneladas já no primeiro ano de operação.
O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, destacou que a reativação da hidrovia do São Francisco melhora a eficiência logística e reduz custos de transporte. “Ela também amplia a integração de regiões que dependem do rio como infraestrutura essencial. A volta da hidrovia do Velho Chico significa levar mais desenvolvimento, baratear o transporte de mercadorias e conectar pessoas.”
Para o secretário nacional de Hidrovias e Navegação, Otto Luiz Burlier, a hidrovia também aumenta o acesso a insumos essenciais. “A hidrovia amplia a regularidade no transporte de cargas e melhora a chegada de alimentos e materiais indispensáveis, especialmente em regiões que dependem desse modal”, afirmou.
Entre as principais cargas previstas estão grãos como soja, milho e algodão, além de fertilizantes, calcário e gesso, insumos diretamente ligados à produção agrícola e ao custo final dos alimentos.
Mais conexão
O projeto de reativar a Hidrovia do São Francisco inclui ainda melhorias na navegabilidade do rio e na infraestrutura ao longo do percurso, além da implantação de Instalações Portuárias Públicas de Pequeno Porte (IP4). A medida deve estender o acesso de municípios ribeirinhos ao transporte hidroviário e fortalecer a integração logística entre regiões do interior.
A gestão da hidrovia será transferida do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) para a Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba), em articulação com a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), como parte da reorganização da governança do modal hidroviário.
Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos
Fonte: Portos e Aeroportos
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