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MMA promove pagamentos por serviços ambientais a agricultores familiares do Acre

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Entre os dias 3 e 5 de dezembro, o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) participou da atividade que apoiou a regularização ambiental de 118 famílias de agricultores nos municípios acreanos de Feijó e Manoel Urbano.

Desenvolvida no âmbito do Projeto Floresta+ Amazônia, coordenado pela pasta, a ação foi desenvolvida em conjunto com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e o governo do Acre.

A atividade inclui ainda a realização de novas inscrições no projeto e a entrega de certificados para 33 pessoas que já recebem pagamento por serviços ambientais (PSA), medida que reconhece a contribuição dessas pessoas para a conservação da floresta.

Tanto Feijó quanto Manoel Urbano fazem parte da lista dos 81 municípios prioritários para controle do desmatamento do MMA e ambos aderiram ao Programa União com Municípios.

“O governo federal promove políticas ambientais positivas na Amazônia, não apenas de fiscalização. Por meio do Projeto Floresta+ Amazônia, além do pagamento por serviços ambientais, apoiamos o fortalecimento dos municípios prioritários na área ambiental e a execução de ações de recuperação”, explicou a diretora do Departamento de Ordenamento Ambiental Territorial da Secretaria Extraordinária de Controle do Desmatamento e Ordenamento Ambiental Territorial do MMA, Nazaré Soares, que também é responsável pela coordenação técnica do Floresta+ Amazônia pelo MMA.

O projeto conta com financiamento do Fundo Verde para o Clima (GCF). No Acre, a estratégia é executada conjuntamente com a Secretaria de Estado do Meio Ambiente.

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Agricultores celebram renda pela floresta em pé

“Eu pensei que não ia dar certo”, relembrou Edu Rodrigo Rodrigues sobre a primeira vez que ouviu falar sobre o Projeto Floresta+ Amazônia. No dia 3 de dezembro, ele estava na Câmara Municipal para receber o seu certificado como um dos 15 agricultores familiares de Feijó reconhecidos pelo pagamento por serviços ambientais. “É a primeira vez que vejo uma iniciativa do governo de pagamento para não desmatar”, destacou.

Na cidade vizinha de Manoel Urbano, Jocilene Silva foi uma das 18 pessoas certificadas como provedoras de serviços ambientais. Viúva com duas filhas, ela conta que o projeto a fez mudar os planos de manejo da propriedade para priorizar a conservação e obter o apoio financeiro. “Consegui dinheiro por deixar a floresta em pé e esse dinheiro vai ajudar financeiramente nos estudos delas”, destacou.

A presença das mulheres é destacada no Floresta + no Acre. As agricultoras familiares são 45 das 91 pessoas que já receberam o PSA no estado. Ao todo, o projeto já destinou aproximadamente R$ 1 milhão em PSA para pequenos imóveis rurais, distribuídos em 10 municípios do estado.

Para a coordenadora do Projeto Floresta+ Amazônia no Acre, Lilian Rosa, o sucesso do mutirão está diretamente ligado ao contato e à validação do trabalho dos agricultores. “Realizar o mutirão e encontrar esses agricultores é uma forma de reconhecer o esforço deles, ouvir suas necessidades e reforçar nosso compromisso com quem está na ponta. A confiança que eles depositam no projeto é a verdadeira prova de que podemos gerar renda, produzir e manter a floresta em pé”, concluiu.

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Sobre o União com Municípios

O Programa União com Municípios (UcM) do MMA é implementado com recursos do Fundo Amazônia e do Projeto Floresta+, provenientes do Fundo Verde para o Clima (GCF, na sigla em inglês). Outros incentivos, como emendas parlamentares, também podem ser incluídos. Tem por objetivo apoiar ações de prevenção, monitoramento e redução do desmatamento e da degradação florestal no bioma Amazônia. Além da implementação de escritórios de governança, o programa executa ações para ampliar a regularização ambiental e fundiária, oferecer serviços de assistência técnica e PSA, bem como fomentar a recuperação da vegetação nativa. O Acre tem cinco municípios listados como prioritários e que aderiram ao UcM: Feijó, Manoel Urbano, Rio Branco, Sena Madureira, Tarauacá.

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected]

(61) 2028-1227/1051
Acesse o Flickr do MMA 

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Brasil

Ministério da Saúde participa de debate sobre sistemas de saúde na América Latina e no Caribe

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Representantes do Ministério da Saúde participaram, nesta quarta-feira (2), em Brasília (DF), do Encontro Regional da Rede sobre Funções Essenciais de Saúde Pública (RedFESP), da Rede de Fundos Nacionais de Saúde das Américas (REFSA) e da plataforma Impulsa-RISS. Realizado na sede da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), o evento abordou a organização dos sistemas de saúde da América Latina e do Caribe e as possibilidades de cooperação entre os países da região.

Durante o encontro, o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, apresentou aspectos da organização do Sistema Único de Saúde (SUS), como a universalidade do acesso, a descentralização da gestão e a estruturação das redes de atenção. A apresentação integrou as discussões sobre atenção primária, financiamento, organização dos serviços e desafios comuns aos sistemas de saúde da região.

“Precisamos aprofundar nossa compreensão sobre a complexidade dos sistemas de saúde na América Latina e no Caribe e ampliar a cooperação entre nossos países para fortalecer sistemas de saúde universais e abrangentes, tendo a atenção primária como base estrutural”, afirmou.

Instituído a partir da Constituição Federal de 1988, o SUS tem entre seus princípios a universalidade, a integralidade e a equidade. Sua organização envolve mecanismos de financiamento, descentralização, participação social e articulação entre os diferentes níveis de atenção.

Atenção primária e redes de cuidado

A atenção primária foi um dos temas abordados durante o encontro. No Brasil, esse nível de atenção é responsável, entre outras atribuições, pelo primeiro contato dos usuários com o sistema de saúde e pela coordenação do cuidado.

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Também foi discutida a articulação entre a atenção primária, os serviços especializados e a atenção hospitalar, considerando a organização regional das redes e os mecanismos de regulação, financiamento e informação necessários ao acompanhamento dos usuários nos diferentes pontos de atenção.

Nesse contexto, foram apresentadas a Política Nacional de Atenção Especializada em Saúde (PNAES), o Programa Mais Acesso a Especialistas (PMAE) e o Agora Tem Especialistas, iniciativas relacionadas à organização da atenção especializada e à articulação de consultas, exames e procedimentos no SUS.

As discussões abordaram ainda a necessidade de coordenação entre os diferentes níveis de atenção e territórios para a organização dos sistemas de saúde.

Financiamento em saúde

Outro tema tratado foi o financiamento dos sistemas de saúde e sua relação com a organização da oferta de serviços e a distribuição de recursos.

O debate considerou diferenças entre territórios e populações, incluindo fatores como vulnerabilidade social, distância, dispersão populacional, custos logísticos e barreiras de acesso.

Também foram discutidos desafios relacionados ao envelhecimento populacional, às doenças crônicas, às mudanças climáticas, à transformação digital e à incorporação de novas tecnologias.

A preparação dos sistemas de saúde para emergências sanitárias e eventos relacionados ao clima integrou a programação. No Brasil, o AdaptaSUS reúne ações relacionadas à antecipação, preparação, resposta e recuperação diante de riscos climáticos à saúde, considerando as características e vulnerabilidades dos territórios.

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Medicamentos e tecnologias

A aquisição e a incorporação de medicamentos, vacinas e outras tecnologias também fizeram parte das discussões.

No SUS, a incorporação de tecnologias envolve etapas de avaliação, negociação de preços, planejamento das aquisições, logística, disponibilização e acompanhamento. Entre os instrumentos utilizados estão negociação de preços, aquisições com organismos internacionais, compras parceladas e importação direta em situações previstas.

O encontro abordou ainda as possibilidades de cooperação entre os países da América Latina e do Caribe em temas relacionados à aquisição e ao acesso a tecnologias em saúde.

Cooperação regional

Ao final da apresentação, Massuda ressaltou que as experiências dos diferentes países podem contribuir para a discussão sobre a organização dos sistemas de saúde na região.

Segundo o secretário-executivo, características e soluções adotadas em cada país devem ser consideradas de acordo com seus respectivos contextos institucionais, sociais e econômicos. O intercâmbio de informações e experiências integra a agenda de cooperação regional em saúde.

“O financiamento em saúde é central para a organização dos nossos sistemas de saúde. A cooperação entre os países da América Latina e do Caribe é fundamental para compartilharmos experiências nacionais e discutirmos caminhos para sistemas universais, integrados, equitativos e resilientes”, afirmou.

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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