Brasil
MMA e Itaipu Binacional firmam acordo para fortalecer políticas públicas de educação ambiental
O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) firmou, na última quinta-feira (13/11), durante a COP30, na capital paraense, acordo de cooperação técnica (ACT) com a Itaipu Binacional para fortalecer a incidência das políticas públicas de educação ambiental. O ato ocorreu no Pavilhão Brasil, na Zona Verde, com a presença do secretário-executivo da pasta, João Paulo Capobianco.
“Falamos sempre que ‘precisamos proteger e recuperar a cobertura vegetal nativa’, o que é importante, mas também é essencial ir além disso. É preciso formar cidadãos. Precisamos garantir que a sociedade se mobilize em torno do tema, e isso exige educação”, afirmou João Paulo Capobianco. A iniciativa, segundo ele, “é essencial para ampliar a educação e tornar a sociedade mais eficaz no enfrentamento das mudanças climáticas”.
A medida amplia a capacidade de incidência das políticas públicas de educação e de cooperação socioambiental, além de incentivar a adesão de instituições públicas e privadas ao Programa Nacional de Centros de Educação Ambiental, instituído pela Portaria GM/MMA nº 1.506/2025, publicada no Diário Oficial da União da última terça-feira (11/11).
A educação ambiental como instrumento para preparar a sociedade para enfrentar os desafios da mudança do clima foi defendida pelo diretor do Departamento de Educação Ambiental e Cidadania do MMA, Marcos Sorrentino. “A educação ambiental precisa envolver toda a sociedade, não apenas crianças. É fundamental oferecer subsídios para que todos compreendam a importância do que fazemos”, frisou.
“Não vamos criar uma sociedade comprometida com o meio ambiente se não construirmos uma cultura da defesa ambiental”, ressaltou o diretor-geral da Itaipu Binacional, Enio Verri.
A iniciativa também prevê a realização de campanhas de comunicação e a promoção dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU).
Educação ambiental vira o jogo
O evento também marcou o lançamento da campanha “Educação ambiental vira o jogo”, que mobiliza pessoas, instituições e territórios para reconhecer a educação ambiental como uma estratégia essencial no enfrentamento da crise climática. A estratégia assinala a primeira ação do acordo firmado e integra as iniciativas da 3ª Jornada de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global. Saiba mais aqui.
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Brasil
Parteiras e parteiros indígenas de todo o Brasil se reúnem em encontro nacional
Entre os dias 08 e 11 de junho, a capital de Rondônia será palco de um movimento histórico: o primeiro Encontro Nacional de Parteiras e Parteiros Indígenas. Organizado pela Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) do Ministério da Saúde, o evento não é apenas uma reunião técnica, mas um gesto de reconhecimento ao protagonismo de mulheres e homens que, há gerações, protegem os ciclos da vida e a sobrevivência física e cultural de seus povos.
O encontro responde a um chamado das próprias comunidades e busca reconhecer as “tecnologias da floresta”, à luz do Sistema Único de Saúde (SUS). Durante três dias, representantes dos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI), além de especialistas da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), mergulharão em uma jornada de escuta sensível e troca de experiências.
Reconhecidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como figuras cruciais para a saúde materna, as parteiras tradicionais desenvolvem um saber construído na prática e na transmissão oral. Esse conhecimento acumulado será o centro das atenções em Porto Velho. A programação prevê diálogos sobre o preparo do corpo para a gestação, o uso de ervas medicinais e o cuidado com as adolescentes desde a primeira menstruação.
“Este encontro representa um passo importante no reconhecimento das parteiras e parteiros indígenas como guardiões de conhecimentos ancestrais”, destaca a secretária de Saúde Indígena, Lucinha Tremembé. Segundo ela, a iniciativa visa construir caminhos para que esses saberes sejam respeitados e integrados às políticas públicas de saúde.
Tecendo o futuro da saúde indígena
A metodologia do evento foi desenhada para ser tão profunda quanto os temas tratados. Atividades como a dinâmica “Tecendo Conhecimentos” e a construção da “Árvore do Conhecimento” permitirão que os participantes sistematizem suas práticas de forma coletiva.
O encontro ainda prevê a elaboração de dois documentos orientadores: o Guia de Parteira para Parteira, focado em boas práticas, rituais e o uso de kits de cuidado; e o Guia para Profissionais de Saúde, uma bússola para que as equipes de saúde saibam como acolher e articular as práticas tradicionais com a medicina biomédica de forma culturalmente sensível.
Ao promover esse diálogo intercultural, o Ministério da Saúde reafirma que a equidade e a integralidade do SUS só são plenamente alcançadas quando a espiritualidade e a autonomia dos povos indígenas são levadas em conta no ato de cuidar. O evento que se inicia em 9 de junho promete ser um marco onde a tradição e a modernidade se encontram para garantir que o nascimento em territórios indígenas continue sendo um ato de celebração da vida.
Leidiane Souza
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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