Brasil
MMA debate desertificação e mudanças climáticas em conferência internacional sobre clima e desenvolvimento em regiões semiáridas
A secretária nacional de Povos e Comunidades Tradicionais e Desenvolvimento Rural Sustentável do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), Edel Moraes, participou na última segunda-feira (15/09) da abertura da 3ª Conferência Internacional sobre Clima e Desenvolvimento em Regiões Semiáridas (ICID III), em Fortaleza (CE). A iniciativa discutiu estratégias de adaptação às mudanças do clima em áreas semiáridas no contexto da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30).
Ao destacar a relevância do debate diante dos desafios enfrentados por territórios semiáridos em diferentes partes do mundo, a secretária defendeu que “estamos em um território estratégico, que tem muito a ensinar ao mundo sobre a convivência com seca e o processo de desertificação, pois há muito tempo vive em constante adaptação aos desafios da mudança do clima”.
Na ocasião, Edel Moraes ressaltou a importância de ampliar a capacidade de resposta a secas, fenômeno que tende a se tornar mais frequente e intenso em decorrência da emergência climática. “O MMA tem se empenhado em construir respostas adequadas, o que temos feito por meio da atualização do Plano de Ação Brasileiro de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca, que será publicado em breve, e é fruto de um processo de construção a partir dos territórios que já convivem com a seca”.
O encontro contou com a presença de representantes do secretariado da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD), além de autoridades nacionais, como o governador do Estado, Elmano de Freitas, e reuniu pesquisadores, gestores públicos, representantes de organismos internacionais, instituições acadêmicas, setor produtivo e organizações da sociedade civil com o objetivo de promover um espaço estratégico para o intercâmbio de experiências, formação de parcerias e a promoção de soluções sustentáveis para regiões vulneráveis à mudança do clima.
A programação incluiu plenárias, painéis temáticos e encontros paralelos, além de produzir contribuições relevantes para a COP30, que ocorrerá em novembro, em Belém (PA).
O evento contou com mais de 40 sessões temáticas sobre adaptação às mudanças do clima, gestão hídrica, educação climática, financiamento verde, tecnologias de monitoramento ambiental, cooperação internacional e políticas públicas para regiões vulneráveis. Durante a conferência, representantes do MMA participaram de sessões entre os dias 15 e 19 e setembro.
Combate à Desertificação
O diretor do Departamento de Combate à Desertificação da Secretaria Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais e Desenvolvimento Rural Sustentável (SNPCT), do MMA, Alexandre Pires, participou de sessões que discutiram políticas de combate à desertificação e a participação social nos processos de ciência, tecnologia e inovação.
No painel, os esforços do ministério para fortalecer a proteção do Semiárido, principalmente em função da emergência climática e do enfrentamento à desertificação, foram destacados.
Uma das ações pontuadas por Alexandre Pires foi a atualização do Plano de Ação Brasileiro de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca (PAB). O instrumento é o principal mecanismo de implantação da Política Nacional de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca. Com horizonte de 20 anos (2024-2043), suas ações buscam neutralizar a degradação da terra e mitigar os efeitos da seca, com reflexo na redução das vulnerabilidades ambientais e socioeconômicas das regiões mais afetadas do Brasil.
O diretor também enfatizou as ações de resiliência, adaptação e mitigação que, ao longo da história, foram construídas para enfrentar o processo de seca e reforçou a parceria entre governo e sociedade civil para construção de soluções para a emergência climática.
“Nós temos várias tecnologias e iniciativas que podem contribuir com esse processo de discussão de políticas públicas e de arranjos institucionais, entre sociedade e governo, para pensar a resiliência climática e o processo de combate à desertificação”, concluiu.
Ainda no evento, o coordenador de Ações Transversais da SNPCT /MMA, Flávio Rodrigues do Nascimento, conduziu a sessão dedicada ao debate sobre as contribuições da ciência para a formulação de políticas públicas e para o desenvolvimento de soluções práticas que fortaleçam a resiliência dos territórios mais vulneráveis à desertificação.
A conferência é uma iniciativa do Governo do Ceará em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), com o apoio da Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação (UNCCD), do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), da Embaixada da França no Brasil e da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA).
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Brasil
MME destaca avanços para ampliar a oferta e a competitividade de gás natural em evento do setor
O Ministério de Minas e Energia (MME) participou, nesta terça-feira (23/6), do evento “Cheio de Gás”, promovido pelo Brazil Journal, em São Paulo. Durante a abertura, o secretário Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, Renato Dutra, que representou o ministro Alexandre Silveira, apresentou os avanços das políticas públicas voltadas à ampliação da oferta, ao aumento da concorrência e à redução dos custos do gás natural para a indústria e os consumidores brasileiros, ancoradas sobre o Programa Gás para Empregar, criado em 2023 sob a chancela do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).
Durante o debate, Dutra destacou que o mercado de gás natural vive uma nova fase no país, impulsionada pelas ações do Governo do Brasil no âmbito do programa Gás para Empregar. Entre os principais avanços, ressaltou a modernização do marco regulatório, o fortalecimento da atuação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o aumento da oferta de gás da União e a ampliação da concorrência no setor. As discussões do evento abordaram temas como segurança energética, desafios regulatórios, expansão da infraestrutura e o papel do biometano na transição energética.
Em sua participação, o secretário destacou que o desenvolvimento do mercado de gás é estratégico para aumentar a competitividade da economia brasileira e impulsionar a reindustrialização do país. “Sob a liderança do presidente Lula e do ministro Alexandre Silveira, o mercado de gás deixou de ser uma promessa para se tornar um instrumento concreto de desenvolvimento. Estamos trabalhando para ampliar a oferta, aumentar a concorrência e garantir preços mais competitivos, sempre com segurança jurídica e previsibilidade para os investimentos”, afirmou.
Dutra também ressaltou as iniciativas voltadas à integração energética regional e ao aproveitamento do potencial do biometano, além dos novos projetos de infraestrutura previstos para os próximos anos. Segundo ele, o gás natural tem papel fundamental na segurança energética e na transição para uma economia de baixo carbono, contribuindo para a geração de empregos, a competitividade da indústria e a expansão de novos mercados.
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