Agro
Exportações do agronegócio brasileiro somam US$ 14,29 bilhões em agosto e seguem em alta
As exportações do agronegócio brasileiro alcançaram US$ 14,29 bilhões em agosto de 2025, registrando alta de 1,5% em relação ao mesmo mês do ano passado. O crescimento foi impulsionado pelo aumento de 5,1% no volume embarcado, que compensou a queda de 3,4% nos preços médios internacionais.
Entre os principais produtos responsáveis pelo desempenho, destacam-se:
- Soja em grãos: 9,3 milhões de toneladas exportadas (+16,2%), gerando US$ 3,88 bilhões (+11%).
- Carne bovina in natura: 268 mil toneladas (+23,5%), movimentando US$ 1,5 bilhão (+56%).
- Milho: 6,8 milhões de toneladas (+12,9%), com receita de US$ 1,36 bilhão (+17%).
Produtos fora do eixo tradicional batem recordes
Além das commodities clássicas, alguns itens alcançaram patamares históricos em agosto, resultado da estratégia de diversificação da pauta exportadora:
- Sebo bovino: 64,7 mil toneladas (+17,2%), faturando US$ 74,1 milhões (+36,4%).
- Sementes de oleaginosas (excluindo soja): 68,5 mil toneladas (+10%), com receita de US$ 71,3 milhões (+16,5%).
- Feijões: 58,4 mil toneladas (+29%), movimentando US$ 49,5 milhões (+27,5%).
- Rações para animais domésticos: US$ 35,9 milhões (+22,6%).
- Óleo de amendoim: 13,3 mil toneladas (+358%), com receita de US$ 20 milhões (+573,4%).
Esses números evidenciam o esforço do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) em ampliar mercados e agregar valor às exportações brasileiras.
China e União Europeia lideram compras do agronegócio brasileiro
No cenário internacional, a China segue como principal destino, comprando US$ 5,12 bilhões em produtos agropecuários (+32,9%), representando 35,8% da pauta. A União Europeia aparece em seguida, com US$ 1,9 bilhão.
Entre os mercados em expansão, destacam-se:
- México: US$ 339 milhões (+91,9%), impulsionado pelas carnes.
- Egito: US$ 342 milhões (+14%), com destaque para o milho.
- Índia: +37,3% nas compras.
- Tailândia: +9,5% nas importações.
Diversificação de mercados é estratégia do Mapa
Os resultados de agosto refletem a política de abertura e diversificação de mercados conduzida pelo Mapa. Somente no mês, foram 22 novos mercados abertos, e desde agosto de 2024, o número de destinos habilitados passou de 58 para 72.
Esse avanço é fruto das 55 missões internacionais de negociação e promoção comercial realizadas em 2025, que ampliam o acesso para diferentes cadeias produtivas e fortalecem a presença brasileira no comércio global.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Produção avança no Maranhão e Piauí e reforça expansão agrícola do Matopiba
A produção de grãos continua ganhando espaço no Matopiba. Maranhão e Piauí acrescentaram cerca de 43 mil hectares ao cultivo de soja na safra 2025/26 e já somam aproximadamente 2,72 milhões de hectares plantados com a oleaginosa. O avanço ocorre junto com o crescimento do milho de primeira safra, cuja área aumentou perto de 23% nos dois Estados.
Os dados são da terceira edição da série Mapas Agro, levantamento da Serasa Experian que compara as safras 2024/25 e 2025/26. Os números mostram que a expansão agrícola permanece concentrada em importantes polos de produção do Matopiba, região formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.
O Piauí apresentou o maior crescimento da soja entre os Estados analisados. A área chegou a aproximadamente 1,1 milhão de hectares, 32 mil hectares a mais que no ciclo anterior.
O avanço fica ainda mais evidente quando observado em um período maior. Desde 2020/21, o cultivo de soja no Piauí cresceu 40,2%, com a incorporação de aproximadamente 320 mil hectares. Santa Filomena e Currais lideraram a expansão mais recente, com acréscimos de 8,6 mil e 8,3 mil hectares, respectivamente.
No Maranhão, a soja ocupa cerca de 1,62 milhão de hectares, aumento de aproximadamente 11 mil hectares em uma safra. Em seis ciclos, porém, a expansão acumulada chega a 51,2%, equivalente a cerca de 550 mil novos hectares. Mirador apresentou o maior avanço municipal na temporada, com aproximadamente 5,9 mil hectares adicionais.
Somada à Bahia, onde levantamento anterior identificou 2,27 milhões de hectares, a soja cultivada nos três Estados se aproxima de 5 milhões de hectares. Os números reforçam o peso crescente do Nordeste na produção brasileira da oleaginosa.
O milho também acompanha esse movimento. Maranhão e Piauí alcançaram juntos 322.842 hectares de milho de primeira safra em 2025/26, crescimento próximo de 23% em relação ao ciclo anterior. O Piauí responde por 166.243 hectares e o Maranhão, por 156.599 hectares.
Municípios como Uruçuí e Baixa Grande do Ribeiro, no Piauí, e Balsas e Bom Jesus das Selvas, no Maranhão, aparecem entre as áreas de expansão do cereal.
O crescimento ganha importância diante dos investimentos na cadeia de etanol de milho na região. A instalação e expansão de unidades industriais tende a criar demanda mais próxima das áreas produtoras, ampliar as alternativas de comercialização do cereal e estimular investimentos em armazenagem, transporte e outros serviços ligados à produção.
O levantamento também mostra que a expansão não ocorre de maneira uniforme no País. Acre e Amazonas, que possuem participação ainda pequena no cultivo nacional, reduziram conjuntamente a área de soja em cerca de 4 mil hectares, para aproximadamente 28 mil hectares. Mesmo assim, a área cultivada nos dois Estados ainda acumula crescimento de 232,6% desde 2020/21.
Além de medir a evolução das lavouras, o Mapas Agro cruza informações produtivas com indicadores territoriais e socioambientais. A presença de soja em imóveis com registros de desmatamento identificados pelo Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), também integra a análise.
O registro, por si só, não caracteriza desmatamento ilegal. A regularidade depende das condições e autorizações previstas na legislação ambiental, e a documentação é exigida nas operações sujeitas às regras do Manual de Crédito Rural.
Para o produtor, a consolidação de novas áreas de grãos tem efeitos que ultrapassam a porteira. O aumento da produção tende a elevar a demanda por armazenagem, transporte, insumos, crédito e seguro rural e, ao mesmo tempo, pode favorecer a chegada de indústrias consumidoras de soja e milho.
Os números de Maranhão e Piauí mostram, sobretudo, que o Matopiba continua ampliando sua participação no mapa agrícola brasileiro, com novos polos produtivos e maior diversificação das oportunidades de comercialização de grãos.
Fonte: Pensar Agro
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