Agro
Clima e custos pressionam safra de algodão 2025/26 em Mato Grosso
Área cultivada com algodão recua em Mato Grosso
O Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou, nesta segunda-feira (1º), sua mais recente análise sobre a safra de algodão 2025/26 no estado. De acordo com o relatório, a área destinada ao cultivo deve somar 1,43 milhão de hectares, representando uma redução de 1,74% em relação ao mês anterior e queda de 7,28% na comparação com o ciclo passado.
O Imea atribui parte desse recuo ao aumento dos custos de produção e à desvalorização dos preços da pluma, fatores que têm levado produtores a reavaliar o plantio da cultura.
Condições climáticas também influenciam decisões dos produtores
Além dos custos e da rentabilidade, as condições climáticas irregulares observadas durante o cultivo da soja também afetam o planejamento do algodão. Segundo o Instituto, a soja de primeira safra enfrentou dificuldades em algumas regiões do estado, o que pode comprometer o cronograma e o desempenho do algodão de segunda safra.
Produtividade tem queda expressiva
O levantamento do Imea manteve a metodologia de cálculo da produtividade com base na média ponderada das últimas safras. A estimativa atual indica 290,74 arrobas por hectare, número 7,34% inferior ao observado na temporada 2024/25.
Essa redução na produtividade, somada à diminuição da área plantada, impactou diretamente o volume total projetado para o estado.
Produção total deve cair mais de 14%
Com os ajustes, a nova previsão aponta que a produção de algodão em caroço deve alcançar 6,26 milhões de toneladas, representando queda de 14,46% em relação à safra anterior. Desse total, 2,58 milhões de toneladas correspondem à pluma, principal produto destinado à exportação e à indústria têxtil.
O cenário reforça a preocupação do setor com o equilíbrio entre custos, preços e produtividade, que devem determinar o desempenho da cultura em 2025.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
1º Buffalo Day reúne cadeia produtiva e destaca avanços da bubalinocultura em Botucatu (SP)
O 1º Buffalo Day reuniu produtores rurais, técnicos, estudantes e representantes de empresas do setor neste sábado (11), no Centro de Pesquisas Tropicais em Bubalinos (CPTB), vinculado à Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ) da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Botucatu (SP). O evento teve como foco a apresentação de pesquisas, tecnologias e práticas voltadas ao desenvolvimento da bubalinocultura.
Evento integra pesquisa, produção e inovação no setor de búfalos
A iniciativa foi promovida pela Fundação de Estudos e Pesquisas Agrícolas e Florestais (Fepaf), em parceria com a Associação Brasileira de Criadores de Búfalos (ABCB). Também participaram instituições como Fatec Botucatu, Boi 777, Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta), Instituto de Zootecnia (IZ) e a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.
O encontro reuniu diferentes elos da cadeia produtiva com o objetivo de aproximar ciência, tecnologia e aplicação prática no campo.
Programação aborda eficiência produtiva e bem-estar animal
Ao longo da manhã, a programação contou com palestras técnicas, visitas às instalações do CPTB e momentos de interação entre pesquisadores, produtores e empresas do setor.
Entre os principais temas discutidos estiveram eficiência produtiva, nutrição e bem-estar animal, com foco na aplicação dos conhecimentos no manejo diário das propriedades.
Pesquisa destaca avanço em eficiência alimentar de bubalinos
A pesquisadora do CPTB, Caroline Francisco, destacou a apresentação de uma nova etapa de estudos voltados à eficiência alimentar dos bubalinos, incluindo a futura prova experimental prevista para maio.
Segundo ela, será a primeira avaliação desse tipo realizada no centro com a espécie. A proposta é incluir a eficiência alimentar como critério adicional nos programas de melhoramento genético.
A pesquisadora também ressaltou a importância da participação dos produtores no processo. A expectativa é ampliar o envolvimento dos criadores para fortalecer o desenvolvimento técnico da atividade e contribuir para o crescimento da bubalinocultura.
Integração entre ciência e setor produtivo é destaque do evento
O coordenador do CPTB e um dos organizadores do Buffalo Day, André Jorge, avaliou que o evento cumpriu seu objetivo ao promover a integração entre produtores, academia e pesquisadores, além de apresentar resultados de estudos desenvolvidos no centro.
Segundo ele, a presença de empresas parceiras também contribuiu para a troca de informações e fortalecimento do ambiente de inovação.
ABCB destaca participação e troca de conhecimento
O presidente da Associação Brasileira de Criadores de Búfalos (ABCB), Simon Riess, ressaltou a boa participação do público e o formato dinâmico da programação.
De acordo com ele, o evento reuniu criadores, estudantes e pesquisadores em atividades que incluíram palestras sobre inovação e visitas a estandes, promovendo a troca de conhecimento entre os diferentes segmentos da cadeia produtiva.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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