Agro
Brasil encerra 2025 com safra recorde de algodão e projeta leve recuo em 2026, mas mantém competitividade global
A safra 2024/2025 de algodão no Brasil registrou um marco histórico para o setor, alcançando 4,076 milhões de toneladas de pluma, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume representa crescimento de 10% em relação ao ciclo anterior e reflete o avanço tanto na área cultivada quanto na produtividade das lavouras.
Especialistas atribuem o desempenho recorde à qualidade da fibra, ao manejo eficiente e às condições climáticas favoráveis, especialmente nas principais regiões produtoras do país.
Expectativas para 2026 apontam leve ajuste na produção
Para o ciclo 2025/2026, as projeções iniciais indicam uma redução moderada na produção, estimada em 3,8 milhões de toneladas, de acordo com a Conab.
Segundo Manoel Álvares, gerente de inteligência da ORÍGEO – joint venture entre Bunge e UPL –, o recuo esperado se deve a uma produtividade e área plantada ligeiramente menores, com base em modelos mais conservadores.
“As estimativas mostram um cenário um pouco mais moderado após a safra recorde de 2025. Ainda assim, o Brasil deve manter uma posição de destaque no mercado internacional, com foco em sustentabilidade e qualidade da fibra”, destaca Álvares.
Mato Grosso e Bahia lideram produção com clima e manejo favoráveis
O excelente resultado de 2025 foi impulsionado pelo desempenho dos principais estados produtores.
Em Mato Grosso, o clima seco e o bom manejo fitossanitário garantiram regularidade nas operações e fibra de alta qualidade.
Na Bahia, a colheita das lavouras de sequeiro surpreendeu positivamente pela uniformidade e padrão técnico elevado.
Estados como Maranhão, Piauí, Pará, Rondônia e Tocantins também contribuíram para o avanço do setor, beneficiados por áreas irrigadas e condições climáticas ideais.
Brasil mantém liderança mundial com foco em qualidade e sustentabilidade
Mesmo diante da expectativa de leve recuo em 2026, o Brasil deve seguir entre os maiores produtores e exportadores de algodão do mundo.
A manutenção da demanda externa, aliada ao uso de tecnologias sustentáveis e ao rigor no manejo fitossanitário, tende a preservar a competitividade do produto brasileiro no mercado global.
“O Brasil continuará se destacando pela qualidade e pela capacidade de atender às exigências internacionais, mesmo que os números não repitam o recorde de 2025”, reforça Álvares.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Oferta recorde de soja no Brasil e nos EUA pressiona preços globais na safra 2026/27
A perspectiva de uma oferta global abundante de soja na safra 2026/27 mantém a pressão sobre os preços internacionais da commodity. A avaliação faz parte do relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, que destaca a possibilidade de colheitas recordes no Brasil e nos Estados Unidos como principal fator de risco para as cotações nos próximos meses.
De acordo com as estimativas divulgadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em junho, a produção brasileira deverá alcançar 186 milhões de toneladas na temporada 2026/27. Já a safra norte-americana está projetada em 121 milhões de toneladas, crescimento de 4% em relação ao ciclo anterior.
O cenário reforça a expectativa de ampla disponibilidade da oleaginosa no mercado global, o que tende a limitar movimentos de alta nos preços, especialmente na Bolsa de Chicago (CBOT).
Esmagamento recorde ajuda a sustentar demanda
Apesar do aumento expressivo da oferta, a demanda por processamento da soja segue aquecida. O USDA estima um esmagamento recorde nos Estados Unidos, alcançando 74,8 milhões de toneladas.
O avanço é impulsionado principalmente pela crescente demanda por óleo de soja destinado à produção de biocombustíveis, segmento que vem ganhando relevância na matriz energética global.
No cenário mundial, o esmagamento deve superar em aproximadamente 14 milhões de toneladas o volume registrado na safra 2025/26. Esse crescimento contribui para manter a valorização relativa dos derivados, especialmente farelo e óleo, em comparação ao grão.
China continua no centro das atenções do mercado
Segundo Francisco Queiroz, especialista da Consultoria Agro do Itaú BBA, a principal incógnita para o mercado permanece sendo a capacidade da China de absorver simultaneamente os grandes volumes ofertados por Brasil e Estados Unidos.
“O acordo firmado em maio amplia o potencial de demanda pela soja norte-americana, mas o impacto efetivo ainda depende da confirmação das compras chinesas e do comportamento do mercado nos próximos meses”, avalia o especialista.
Como maior importadora mundial da commodity, a China continua exercendo influência decisiva sobre o equilíbrio global entre oferta e demanda.
Risco baixista ainda predomina para os preços
Na avaliação do Itaú BBA, o viés para os preços segue predominantemente baixista para a temporada 2026/27. A combinação entre uma possível safra recorde no Brasil e uma produção elevada nos Estados Unidos pode ampliar os estoques globais e limitar a recuperação das cotações.
Para que ocorra uma valorização mais consistente na CBOT, seria necessário algum fator capaz de reduzir significativamente a oferta mundial.
Entre os principais elementos monitorados pelo mercado estão eventuais problemas climáticos durante o desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos ou na América do Sul.
El Niño pode alterar cenário da soja
Um dos fatores que merece atenção é a possibilidade de fortalecimento do fenômeno El Niño nos próximos meses. Caso o evento climático ganhe intensidade, poderão ocorrer impactos negativos sobre a produtividade das lavouras sul-americanas, especialmente em importantes regiões produtoras.
Segundo o relatório, esse risco ainda não está totalmente precificado pelo mercado e poderia alterar significativamente as projeções atuais de oferta global.
Além disso, novas compras de soja norte-americana por parte da China também poderiam oferecer suporte às cotações internacionais, reduzindo parte da pressão gerada pelo cenário de ampla produção.
Mercado seguirá atento ao clima e à demanda
Embora a expectativa de produção recorde mantenha o mercado sob pressão, o comportamento do clima e o ritmo das importações chinesas continuarão sendo os principais direcionadores dos preços da soja na safra 2026/27.
Diante desse cenário, produtores, exportadores e agentes do mercado permanecem atentos aos desdobramentos climáticos e comerciais que poderão redefinir o equilíbrio global da commodity nos próximos meses.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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