Brasil
Atlas da Violência 2026 confirma redução de homicídios e comprova acertos do Governo no combate ao feminicídio e à violência
Os dados demonstram também a relevância de políticas paralelas executadas pelo Governo Federal para combater outros tipos de crime, como observa o ministro Wellington Lima. “O Pacto contra o Feminicídio, as políticas transversais de proteção aos jovens e adolescentes e o programa Brasil Contra o Crime Organizado são passos fundamentais para um futuro menos violento, sem descuidarmos do combate a outras formas comuns de criminalidade”.
De acordo com o Atlas, foram registrados 42.590 homicídios no Brasil em 2024, com 20,1 casos por 100 mil habitantes, uma redução de 7,4% na comparação com 2023. É o menor patamar da série histórica iniciada em 2014. Dados do Ministério da Justiça apontam que essa tendência de queda continuou nos primeiros trimestres de 2025 e 2026, segundo levantamento do Sistema Nacional de Informação de Segurança Pública (Sinesp), gerenciado pela pasta a partir de informações das secretarias estaduais de segurança pública.
Embora o Atlas e o Sinesp sigam metodologias diferentes, ambos os estudos apontam para a mesma tendência. Pelo Sinesp, houve uma queda de 27,6% no número de homicídios no Brasil de janeiro a março de 2026 (7.289 mortes), em relação ao mesmo período de 2025 (8.431 mortes). O número de latrocínios seguiu a mesma queda, de 27,6%, de 221 para 160 nos três meses comparados.
A distribuição regional, no entanto, aponta para as diferenças de realidades do país, que precisam ser trabalhadas de forma cada vez mais integrada entre os estados e o governo federal. Enquanto nos dados do Sinesp a redução foi acima da média no Nordeste, com 43,6% (de 78 para 44 latrocínios) e no Sudeste, com 32,1% (de 78 para 53), houve queda menor no Centro-Oeste, de 20% (10 para 8) e no Sul, de 7,4% (de 27 para 25). Já a região Norte foi na contramão, com crescimento de 7,1% nos latrocínios (de 28 para 30).
“A luta contra a violência no Brasil é um processo que não pode parar. Precisamos trabalhar cada vez mais de forma integrada, unindo esforços do governo federal, dos estados, dos municípios, da sociedade civil, para que os números caiam cada vez mais, a cada ano”, afirma o ministro Wellington Lima.
Aumentar esclarecimento de homicídios
O Atlas traz um alerta a todos os executores de políticas de segurança pública: o aumento do número de subnotificações de homicídios, devido à não apuração de parte das mortes violentas, classificados como Mortes Violentas por Causa Indeterminada (MVCI). O Atlas estimou quanto dessas mortes poderiam ser homicídio, e, nesse exercício, apurou que o índice de homicídios por 100 mil habitantes passa de 23,5 para 23,4, praticamente uma estabilidade.
Para combater essa realidade, no último dia 22 de maio, o MJSP regulamentou a Portaria nº 1.145/2026, criada em fevereiro deste ano. Ela adota critérios nacionais padronizados para os índices de elucidação, resolução e instauração de homicídios e feminicídios em todo o País. A medida surge antecipando a necessidade de aprimorar a qualidade, a transparência e a integração das estatísticas criminais brasileiras, especialmente diante dos desafios relacionados à subnotificação e aos chamados “homicídios ocultos”.
Com a regulamentação, o governo federal passa a estabelecer parâmetros técnicos unificados para acompanhamento das investigações conduzidas pelas polícias civis, fortalecendo a produção de dados baseados em evidências, a integração entre União e estados e a capacidade de identificar gargalos investigativos. A norma também prevê envio mensal obrigatório das informações ao Sinesp, definição nacional de conceitos operacionais e monitoramento permanente dos
indicadores, permitindo diagnósticos mais precisos e políticas públicas mais eficientes no enfrentamento à violência letal e aos feminicídios.
Em outra iniciativa, o governo federal está doando aos estados equipamentos no valor de R$ 201 milhões, com o objetivo de proporcionar um aumento na taxa de elucidação dos homicídios. O esforço é o eixo de “Investigação e esclarecimento de homicídios”, do programa Brasil Contra o Crime Organizado.
O trabalho consiste no fortalecimento das polícias científicas e dos Institutos Médico-Legais (IMLs), na expansão da Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos e na articulação do Sistema Nacional de Análise Balística. Serão doados kits para IMLs (com freezers científicos, mesas de necropsia e viaturas refrigeradas para transporte de corpos) kits de DNA e kits de comparação balística integrados ao sistema nacional.
A investigação de homicídios, de acordo com a Constituição, é atribuição das polícias civis estaduais. O Governo federal não invade essa competência, mas está oferecendo melhoria na estrutura, padronização, tecnologia e capacitação para que os estados elevem a taxa de esclarecimento.
O foco está, especialmente, nos homicídios cometidos no contexto de organizações criminosas, em que a impunidade hoje é maior. Uma nova estrutura técnica, por outro lado, traz efeitos positivos sobre todas as investigações, mesmo as de mortes não relacionadas à ação de facções.
Proteger os jovens
O impacto da criminalidade sobre a juventude brasileira, especialmente entre jovens negros e moradores de áreas vulneráveis, também é acompanhado de perto pelo Governo Federal. Uma das iniciativas mais bem sucedidas é Pronasci Juventude, da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad), que atua no enfrentamento das violências associadas aos mercados ilegais de drogas.
O programa integra políticas de segurança pública e inclusão social, buscando reduzir o aliciamento de adolescentes e jovens pelo crime organizado. Desenvolvido desde 2023, o projeto alcança regiões Norte, Nordeste, sudeste e Centro-Oeste, com meta de realizar ao menos 4 mil atendimentos até o fim da atual gestão.
Combate ao feminicídio
Na área de proteção às mulheres, o Governo também intensificou medidas após as estatísticas evidenciarem a permanência da violência de gênero e dos feminicídios no país. Entre as ações está o Pacto Brasil entre os Três Poderes para o Enfrentamento ao Feminicídio, que reúne Executivo, Legislativo e Judiciário em ações integradas de prevenção, proteção e responsabilização dos agressores. O programa já resultou na redução do tempo médio de análise de medidas protetivas de urgência, que caiu de 16 para cerca de três dias, além da ampliação do monitoramento eletrônico de agressores, da integração nacional de dados e da expansão da rede de atendimento às vítimas.
Brasil
Brasil e Suriname iniciam tratativas para acordo de cooperação no turismo
A ministra do Turismo substituta, Fernanda Norat, recebeu nesta terça-feira (26) o ministro do Transporte, Comunicação e Turismo da República do Suriname, Raymond Landveld.
Durante a visita, as autoridades deram início às tratativas para a elaboração de um Memorando de Entendimento com o objetivo de fortalecer a cooperação no turismo por meio da troca de experiências entre os dois países.
A reunião entre os ministérios antecede o encontro oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com a presidenta da República do Suriname, Jennifer Geerlings-Simons. A visita acontece nesta quinta-feira (28), no Palácio do Planalto.
“Estamos muito satisfeitos com esse encontro e com o avanço nas tratativas para o Memorando de Entendimento no turismo com a República do Suriname. É de suma importância estreitar os laços com os nossos vizinhos para o desenvolvimento e fortalecimento do setor”, afirmou Fernanda Norat.
Já o ministro Raymond Landveld celebrou a parceria. “Estamos à disposição para trabalhar o Memorando e promover um intercâmbio muito produtivo. As duas partes só têm a ganhar”, disse, ressaltando que os países têm mútuo interesse no ecoturismo.
O Brasil e o Suriname compartilham uma relação baseada na cooperação amazônica, dividindo o maior bioma tropical do mundo. Enquanto o Brasil abriga cerca de 60% da floresta, o Suriname é coberto em grande parte por ela. Ambos compartilham o clima equatorial, alta biodiversidade, bacias hidrográficas ricas e a presença de extensas áreas preservadas e terras indígenas.
Durante o encontro, Raymond Landveld demonstrou interesse em saber como funcionam os modelos de financiamento aplicados no Brasil para o desenvolvimento da cadeia turística nacional.
Na sequência, Fernanda Norat apresentou o Fundo Geral do Turismo (Fungetur), uma política pública do Ministério do Turismo destinada ao financiamento de projetos, obras, aquisição de equipamentos e capital de giro para empresas do setor.
Outra questão tratada na reunião foi a conectividade aérea entre os dois países e a possibilidade de aumento na frequência de voos semanais. A rota principal entre Brasil e República do Suriname, atualmente, liga Paramaribo, capital do país vizinho, e Belém (PA).
Aumento de visitantes
Os dados de chegadas de turistas do Suriname apontam para um crescimento nos primeiros quatro meses de 2026.
De janeiro a abril deste ano o Brasil registrou a entrada de 4.084 turistas do país vizinho, um aumento de 30,6% quando comparado aos 3.125 turistas que ingressaram no país no mesmo período de 2025.
Todos os meses analisados apresentaram crescimento, com destaque para o mês de janeiro, que registrou um aumento de 46%. A principal porta de entrada é estado do Pará, que concentra 92,4% das chegadas de turistas vindos do Suriname.
Por Marco Guimarães
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
-
Paraná5 dias agoPrograma de irrigação no Noroeste do Paraná avança com a compra de torres de fluxo
-
Agro6 dias agoEnologia de precisão ganha espaço no Brasil e impulsiona nova era da produção de vinhos
-
Esportes7 dias agoCruzeiro busca empate na Bombonera, segura o Boca e assume liderança do Grupo D
-
Política Nacional7 dias agoMinirreforma eleitoral permite programa de recuperação fiscal para partidos políticos
-
Política Nacional6 dias agoDeputados aprovam projeto que torna crime aumento abusivo de preços de combustíveis
-
Política Nacional6 dias agoMedida provisória libera financiamento para motoristas de aplicativo e taxistas
-
Educação7 dias agoCNE institui diretrizes para graduação em enfermagem
-
Polícial6 dias agoNovas viaturas e equipamentos reforçam atuação da PMPR na região oeste do Paraná
