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Agro

Balança comercial tem superávit de US$ 5,8 bilhões em novembro, impulsionada por soja e minério de ferro

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Saldo positivo reforça estabilidade do comércio exterior

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 5,8 bilhões em novembro de 2025, em linha com a projeção do RaboResearch (Rabobank). O resultado ficou ligeiramente acima da estimativa de mercado, de US$ 5,6 bilhões, mas abaixo do superávit de US$ 6,6 bilhões observado em outubro.

As exportações totalizaram US$ 28,5 bilhões, enquanto as importações somaram US$ 22,7 bilhões. No acumulado de 12 meses, o país mantém um saldo positivo de US$ 62,5 bilhões, o que reflete a resiliência das vendas externas, mesmo com o cenário global de desaceleração econômica.

Agronegócio lidera crescimento das exportações

De acordo com o relatório, as exportações foram impulsionadas pelo desempenho da soja e do minério de ferro, dois produtos que seguem com forte demanda internacional.

  • Soja: +64,6% na comparação anual
  • Minério de ferro: +10,5%
  • Carne bovina: +57,9%

Esses aumentos compensaram a queda nas vendas de petróleo bruto (-21,3%), que puxaram o desempenho negativo do setor de energia. A China permanece como o principal destino das exportações brasileiras, respondendo por mais de 30% do total vendido ao exterior.

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Importações crescem com destaque para combustíveis

As importações subiram 7,4% em relação ao mesmo mês de 2024, puxadas por produtos ligados à indústria e à energia. O relatório destaca altas expressivas em:

  • Óleos combustíveis de petróleo: +63,7%
  • Motores e geradores industriais: +46,4%

Por outro lado, houve queda na compra de adubos e fertilizantes químicos (-10,3%), reflexo do menor volume de produção agrícola no período pós-safra.

As principais origens das importações continuam sendo China (+3,1%), Estados Unidos (+23,8%) e Europa (+17,0%).

Comércio exterior mostra sinais de moderação

Embora o superávit siga robusto, o Rabobank observa uma desaceleração gradual nas importações, coerente com a perda de ritmo da economia doméstica. A combinação de juros altos e consumo mais contido deve continuar limitando a demanda por bens importados no curto prazo.

Por outro lado, o relatório aponta que avanços nas negociações bilaterais com os Estados Unidos têm reduzido a incerteza sobre tarifas comerciais, o que pode contribuir para estabilizar as exportações brasileiras em 2026.

Resumo da balança comercial (novembro/2025)
  • Exportações: US$ 28,5 bilhões
  • Importações: US$ 22,7 bilhões
  • Saldo: US$ 5,8 bilhões
  • Superávit acumulado em 12 meses: US$ 62,5 bilhões
  • Principais destaques: soja, minério de ferro e carne bovina
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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Conseleite reduz projeção do leite em maio para R$ 2,4478 e setor alerta para impacto das importações

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O mercado de leite no Rio Grande do Sul entrou em sinal de alerta após o Conseleite/RS projetar queda no valor de referência do produto em maio. O indicador foi estimado em R$ 2,4478 por litro, representando retração de 3,38% em relação à projeção de abril, quando o valor havia sido calculado em R$ 2,5333.

A redução interrompe uma sequência de altas observadas nos últimos meses e acompanha um movimento de desaceleração já percebido em outras regiões do país. Segundo o coordenador do Conseleite/RS, Kaliton Prestes, o cenário exige atenção da cadeia produtiva, especialmente em um momento de recuperação parcial das perdas acumuladas pelo setor leiteiro.

De acordo com Prestes, a retração já vinha sendo percebida nas negociações recentes e ganha força diante do aumento das importações de produtos lácteos vindos da Argentina e do Uruguai. O dirigente destacou que o ingresso elevado de leite em pó e queijos do Mercosul ocorre em um momento delicado para os produtores brasileiros.

Setor pressiona governo por medidas antidumping

A preocupação com o avanço das importações levou o Conseleite/RS a intensificar a pressão sobre o governo federal. Em maio, o colegiado encaminhou ofícios ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), ao Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), alertando sobre os impactos do aumento da entrada de lácteos estrangeiros no mercado brasileiro.

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Além disso, entidades ligadas ao conselho elaboram um dossiê técnico com informações sobre os desequilíbrios comerciais enfrentados pela cadeia produtiva do leite. O objetivo é encaminhar um novo documento à Câmara de Comércio Exterior (Camex) e à Presidência da República defendendo a adoção de medidas antidumping para conter a pressão sobre os preços internos.

O setor argumenta que a concorrência com produtos importados em condições consideradas desiguais compromete a rentabilidade dos produtores nacionais e aumenta a fragilidade econômica das propriedades leiteiras.

Frio no Sul também preocupa produção de leite

Outro fator que preocupa a cadeia leiteira gaúcha é o impacto climático previsto para as próximas semanas. A expectativa de frio mais intenso no Rio Grande do Sul pode reduzir a qualidade das pastagens e diminuir a produtividade dos animais no campo.

Historicamente, períodos de temperaturas mais baixas afetam a captação de leite por vaca, especialmente em sistemas de produção dependentes de pastagens naturais. O mercado acompanha com atenção os possíveis reflexos climáticos sobre a oferta interna durante o inverno.

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Valor consolidado de abril teve alta superior a 8%

Apesar da projeção de queda para maio, o Conseleite/RS confirmou valorização expressiva no fechamento de abril. O valor consolidado do leite ficou em R$ 2,5664 por litro, alta de 8,19% em comparação ao valor final de março, que havia sido de R$ 2,3721.

Os números divulgados pelo Conseleite são elaborados pela Universidade de Passo Fundo (UPF), com base em dados repassados pelas indústrias de laticínios e considerando a movimentação dos primeiros 20 dias de cada mês.

O comportamento do mercado nas próximas semanas deve continuar condicionado pelo avanço das importações, pelas condições climáticas no Sul do país e pelo ritmo de consumo dos derivados lácteos no mercado interno.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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