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Conseleite reduz projeção do leite em maio para R$ 2,4478 e setor alerta para impacto das importações

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O mercado de leite no Rio Grande do Sul entrou em sinal de alerta após o Conseleite/RS projetar queda no valor de referência do produto em maio. O indicador foi estimado em R$ 2,4478 por litro, representando retração de 3,38% em relação à projeção de abril, quando o valor havia sido calculado em R$ 2,5333.

A redução interrompe uma sequência de altas observadas nos últimos meses e acompanha um movimento de desaceleração já percebido em outras regiões do país. Segundo o coordenador do Conseleite/RS, Kaliton Prestes, o cenário exige atenção da cadeia produtiva, especialmente em um momento de recuperação parcial das perdas acumuladas pelo setor leiteiro.

De acordo com Prestes, a retração já vinha sendo percebida nas negociações recentes e ganha força diante do aumento das importações de produtos lácteos vindos da Argentina e do Uruguai. O dirigente destacou que o ingresso elevado de leite em pó e queijos do Mercosul ocorre em um momento delicado para os produtores brasileiros.

Setor pressiona governo por medidas antidumping

A preocupação com o avanço das importações levou o Conseleite/RS a intensificar a pressão sobre o governo federal. Em maio, o colegiado encaminhou ofícios ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), ao Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), alertando sobre os impactos do aumento da entrada de lácteos estrangeiros no mercado brasileiro.

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Além disso, entidades ligadas ao conselho elaboram um dossiê técnico com informações sobre os desequilíbrios comerciais enfrentados pela cadeia produtiva do leite. O objetivo é encaminhar um novo documento à Câmara de Comércio Exterior (Camex) e à Presidência da República defendendo a adoção de medidas antidumping para conter a pressão sobre os preços internos.

O setor argumenta que a concorrência com produtos importados em condições consideradas desiguais compromete a rentabilidade dos produtores nacionais e aumenta a fragilidade econômica das propriedades leiteiras.

Frio no Sul também preocupa produção de leite

Outro fator que preocupa a cadeia leiteira gaúcha é o impacto climático previsto para as próximas semanas. A expectativa de frio mais intenso no Rio Grande do Sul pode reduzir a qualidade das pastagens e diminuir a produtividade dos animais no campo.

Historicamente, períodos de temperaturas mais baixas afetam a captação de leite por vaca, especialmente em sistemas de produção dependentes de pastagens naturais. O mercado acompanha com atenção os possíveis reflexos climáticos sobre a oferta interna durante o inverno.

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Valor consolidado de abril teve alta superior a 8%

Apesar da projeção de queda para maio, o Conseleite/RS confirmou valorização expressiva no fechamento de abril. O valor consolidado do leite ficou em R$ 2,5664 por litro, alta de 8,19% em comparação ao valor final de março, que havia sido de R$ 2,3721.

Os números divulgados pelo Conseleite são elaborados pela Universidade de Passo Fundo (UPF), com base em dados repassados pelas indústrias de laticínios e considerando a movimentação dos primeiros 20 dias de cada mês.

O comportamento do mercado nas próximas semanas deve continuar condicionado pelo avanço das importações, pelas condições climáticas no Sul do país e pelo ritmo de consumo dos derivados lácteos no mercado interno.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Confiança da indústria brasileira sobe em maio e atinge maior nível em um ano, aponta FGV

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A confiança da indústria brasileira voltou a avançar em maio e alcançou o maior nível dos últimos 12 meses, segundo dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas nesta quarta-feira. O resultado reflete a melhora da percepção dos empresários sobre o cenário atual da atividade industrial, embora ainda exista cautela em relação aos próximos meses.

O Índice de Confiança da Indústria (ICI) subiu 1,1 ponto em comparação com abril, chegando a 97,1 pontos, o melhor desempenho desde maio de 2025.

O avanço foi puxado principalmente pelo Índice de Situação Atual (ISA), que mede a avaliação dos empresários sobre o momento presente da indústria. O indicador avançou 2,2 pontos e atingiu 98,7 pontos, também no maior patamar em um ano.

Demanda melhora e estoques voltam à normalidade

De acordo com o economista Stéfano Pacini, do FGV IBRE, a recuperação observada em maio está relacionada à melhora gradual da demanda e à reorganização dos estoques industriais após os impactos iniciais das tensões geopolíticas no Oriente Médio.

Segundo a análise da FGV, diversos segmentos da indústria perceberam uma normalização das operações após um período de maior instabilidade causado pela alta volatilidade no mercado internacional de energia e logística.

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O movimento é acompanhado de perto pelo agronegócio e pela indústria de alimentos e bebidas, setores diretamente ligados ao comportamento do consumo interno, custos de produção e transporte.

Expectativas ainda mostram cautela no setor industrial

Apesar da melhora no cenário atual, o Índice de Expectativas (IE), que mede a percepção sobre os próximos meses, avançou apenas 0,1 ponto, chegando a 95,6 pontos.

A leitura indica que o setor industrial ainda mantém postura conservadora diante das incertezas econômicas globais e dos possíveis reflexos sobre a atividade produtiva brasileira.

Segundo Pacini, os empresários continuam atentos aos impactos das tensões no Oriente Médio, especialmente sobre os preços do petróleo e possíveis desarranjos nas cadeias globais de suprimentos.

Os segmentos ligados aos bens de consumo não duráveis aparecem entre os mais sensíveis ao cenário externo, devido à dependência de custos logísticos, energia e matérias-primas.

Petróleo, juros e política monetária seguem no radar da indústria

A preocupação do setor industrial também envolve o comportamento da política monetária brasileira. O ambiente internacional mais instável pode dificultar novos cortes na taxa básica de juros.

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Recentemente, o Banco Central do Brasil reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,50% ao ano, mas sinalizou cautela em relação aos próximos movimentos.

Para a indústria, juros elevados continuam sendo um fator de pressão sobre investimentos, consumo e expansão da atividade econômica.

No agronegócio, o cenário impacta diretamente setores ligados à industrialização de alimentos, produção de insumos, máquinas agrícolas, logística e transporte, que dependem de crédito mais acessível para ampliar operações e investimentos.

Cenário externo continua influenciando indústria brasileira

A avaliação da FGV mostra que o ambiente internacional seguirá como um dos principais fatores de influência sobre a indústria nacional nos próximos meses.

A volatilidade do petróleo, os riscos geopolíticos e os custos financeiros elevados permanecem no centro das atenções dos empresários, especialmente em cadeias produtivas ligadas ao agronegócio, alimentos, combustíveis e bens de consumo.

Mesmo com a melhora registrada em maio, o setor industrial ainda opera em um ambiente de incerteza, acompanhando de perto os desdobramentos econômicos globais e os efeitos sobre produção, demanda e investimentos no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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