Agro
Exportação de frango pode atingir recorde em 2025, mesmo com caso de gripe aviária
Pesquisas do Cepea indicam que o volume de carne de frango exportada pelo Brasil pode bater novo recorde em 2025, caso o atual ritmo de embarques se mantenha nas próximas semanas. Esse desempenho ocorre mesmo após o registro de um caso de gripe aviária em maio, em uma granja comercial do Rio Grande do Sul.
Setembro registra maior volume de exportações em 11 meses
Segundo dados da Secex, a quantidade de frango exportada em setembro foi a maior dos últimos 11 meses. Até a primeira quinzena de outubro, o ritmo diário de embarques está 9,6% acima de setembro de 2025 e 16% superior ao mesmo período de 2024, indicando continuidade na expansão das vendas externas.
União Europeia impulsiona retomada das exportações
Pesquisadores do Cepea destacam que a recuperação do mercado externo é impulsionada pela retomada das compras da União Europeia, que ajuda a consolidar os níveis de exportação anteriores ao surto de gripe aviária.
No entanto, as vendas para a China permanecem suspensas. Um eventual retorno do país asiático como comprador poderia gerar incremento significativo nas exportações totais, afirmam os especialistas.
Perspectivas de recorde dependem da ausência de novos surtos
Apesar do otimismo, o Cepea ressalta que a manutenção do desempenho recorde em 2025 depende da não ocorrência de novos casos de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (H5N1 ou IAAP) em granjas comerciais, assim como da ausência de outros tipos de influenza que possam afetar a produção.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Expocitros encerra debates sobre greening, clima e sustentabilidade
Responsável por liderar a produção e as exportações globais de suco de laranja, a citricultura brasileira encerrou na última semana um de seus principais fóruns de discussão em meio a desafios que vão do avanço do greening às mudanças climáticas e à necessidade de ampliar a sustentabilidade da produção.
Realizadas entre os dias 26 e 29 de maio, em Cordeirópolis (376 km da capital, São Paulo), a 51ª Expocitros e a 47ª Semana da Citricultura reuniram cerca de 12 mil participantes entre produtores, pesquisadores, consultores, empresas, cooperativas, estudantes e lideranças do agronegócio.
O encontro ocorreu em um momento estratégico para o setor. Apesar de manter a posição de maior produtor e exportador mundial de suco de laranja, a citricultura brasileira convive com pressões sanitárias e climáticas que têm impactado diretamente a produtividade dos pomares.
A safra 2025/26 do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro foi encerrada em 292,9 milhões de caixas, volume 26,9% superior ao ciclo anterior, mas ainda afetado pelos efeitos do déficit hídrico e da elevada incidência de greening.
Considerada atualmente a principal ameaça à citricultura mundial, a doença já atinge 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola brasileiro, segundo levantamento do Fundecitrus. Embora o ritmo de crescimento tenha desacelerado nos últimos dois anos, pesquisadores alertam que o avanço do greening continua pressionando a produção e elevando os custos de manejo das propriedades.
Foi justamente diante desse cenário que a programação técnica da Semana da Citricultura concentrou debates sobre sanidade vegetal, irrigação, fertilidade do solo, bioinsumos, manejo fitossanitário, sustentabilidade, mercado internacional e novas tecnologias voltadas ao aumento da eficiência produtiva. O objetivo foi discutir estratégias capazes de aumentar a resiliência dos pomares diante dos desafios sanitários e climáticos que afetam a atividade.
Segundo avaliação do Centro de Citricultura Sylvio Moreira/IAC, a edição de 2026 reforçou a importância da integração entre pesquisa, empresas e produtores para garantir a competitividade do setor nos próximos anos. “Encerramos esta edição com a certeza de que a citricultura brasileira segue forte, conectada à pesquisa, à inovação e às demandas globais”, afirmou.
Outro destaque da edição foi a manutenção do selo de Evento Carbono Neutro, refletindo uma tendência cada vez mais presente na cadeia citrícola. A agenda ambiental ganhou espaço entre produtores e empresas diante das exigências dos mercados internacionais e da crescente demanda por sistemas produtivos alinhados a critérios de sustentabilidade.
Com mais de cinco décadas de história, a Expocitros e a Semana da Citricultura seguem como os principais espaços de discussão técnica e estratégica da cadeia citrícola brasileira. Em um cenário de transformações sanitárias, climáticas e econômicas, os eventos reforçaram a necessidade de inovação, pesquisa e planejamento como pilares para sustentar a liderança do Brasil no mercado global de citros.
Fonte: Pensar Agro
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