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Assistência remota revoluciona manutenção de máquinas agrícolas e reduz tempo de reparo pela metade

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A Octágora, em parceria com óculos inteligentes RealWear, smartphones e tablets, desenvolveu uma plataforma de assistência remota que tem transformado o suporte técnico de máquinas agrícolas. Segundo a empresa, o tempo médio de reparo caiu entre 40% e 50%, enquanto os custos por atendimento podem ser reduzidos em até R$ 8 mil.

Problemas que antes paralisavam equipamentos por dias, como falhas elétricas em tratores, agora podem ser solucionados em poucas horas, garantindo menor perda de produtividade e segurança da janela de plantio ou colheita.

Funcionamento intuitivo e rastreabilidade do serviço

O operador no campo inicia o atendimento escaneando um QR Code fixado na cabine da máquina. A câmera do dispositivo abre conexão com um especialista remoto, que visualiza em primeira pessoa os componentes internos e orienta o reparo com instruções visuais sobrepostas à imagem.

Todos os atendimentos são gravados e armazenados na plataforma, criando uma base de conhecimento que serve para treinamento de novos técnicos e replicação de soluções em futuros chamados.

“Um ponto-chave é a gestão do conhecimento. O vídeo de uma manutenção bem-sucedida se torna material de capacitação e evita reincidência de falhas, criando um ciclo virtuoso de eficiência”, explica Daniel Cussi, cofundador e CTO da Octágora.

Superando os desafios do suporte tradicional

Tradicionalmente, a manutenção de máquinas agrícolas enfrenta três obstáculos principais:

  • Distância — fazendas afastadas dependem de deslocamentos demorados;
  • Complexidade técnica — equipamentos modernos exigem técnicos altamente especializados;
  • Sazonalidade — atrasos durante plantio ou colheita geram perdas significativas.
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A solução remota da Octágora mitiga esses problemas, permitindo diagnósticos rápidos, redução de custos de garantia e ampliação da cobertura técnica sem aumento de equipe.

Benefícios para produtores e fabricantes

Para os agricultores, a tecnologia significa menos paralisações, mais produtividade e confiança na marca do equipamento. Para fabricantes e concessionárias, a assistência remota se torna diferencial competitivo, agregando valor ao pós-venda e fortalecendo a fidelização.

“Não se trata apenas de resolver falhas mais rápido, mas de garantir suporte imediato, esteja o cliente onde estiver. Essa proximidade virtual transforma o produto, que deixa de ser apenas a máquina e passa a incluir a inteligência no atendimento”, reforça Cussi.

Apesar de barreiras culturais em um setor tradicionalmente conservador, a adoção da tecnologia cresce rapidamente. Técnicos e operadores perceberam que a assistência remota amplia suas capacidades, funcionando como um “superpoder” no campo.

“A percepção muda quando o mecânico entende que a tecnologia não o substitui, mas o conecta a um especialista que o ajuda a resolver problemas mais complexos”, conclui Cussi.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro

Café brasileiro terá que comprovar origem e rastreabilidade para manter espaço no mercado europeu

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O avanço do acordo entre Mercosul e União Europeia pode ampliar oportunidades comerciais para o café brasileiro, mas também inaugura uma nova etapa de exigências para exportadores e produtores nacionais.

Mais do que qualidade, produtividade e competitividade, o mercado europeu deve passar a exigir comprovação detalhada da origem do café, rastreabilidade completa da cadeia produtiva e evidências concretas de conformidade socioambiental.

O alerta é da especialista em ESG e vice-presidente da Sustentalli, Eliana Camejo, que aponta uma mudança estrutural na forma como compradores europeus irão avaliar fornecedores brasileiros.

ESG deixa de ser diferencial e passa a ser requisito comercial

Segundo Eliana Camejo, parte da cadeia cafeeira ainda pode estar subestimando o impacto das novas regras europeias sobre exportações agrícolas.

Na avaliação da especialista, ESG não deve mais ser tratado apenas como pauta reputacional ou ferramenta institucional. Para o setor cafeeiro, a agenda passa a representar condição estratégica para manutenção de mercados, mitigação de riscos comerciais e agregação de valor ao produto.

A tendência é que compradores europeus exijam informações cada vez mais detalhadas sobre a produção, incluindo localização da área produtiva, regularidade ambiental, histórico de desmatamento, segregação de lotes, documentação comprobatória e governança dos dados.

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Mesmo empresas já consolidadas no comércio internacional podem precisar ampliar seus sistemas de controle e monitoramento para atender ao novo padrão regulatório europeu.

EUDR aumenta exigências para café exportado à Europa

A pressão sobre a cadeia produtiva tem como base o Comissão Europeia Regulamento Europeu Antidesmatamento, conhecido como EUDR.

A legislação inclui o café entre os produtos sujeitos às novas exigências de rastreabilidade e comprovação de que não possuem relação com áreas desmatadas após o marco regulatório estabelecido pela União Europeia.

Pelas regras divulgadas pela Comissão Europeia, a aplicação ocorrerá em duas etapas:

  • 30 de dezembro de 2026 para grandes e médios operadores;
  • 30 de junho de 2027 para micro e pequenos operadores.

Na prática, importadores europeus passarão a responder legalmente pela chamada diligência devida, exigindo de fornecedores brasileiros informações robustas sobre toda a cadeia produtiva.

Isso deve impactar diretamente produtores rurais, cooperativas, armazéns, exportadores, transportadoras, beneficiadores e indústrias ligadas ao café.

Cadeia cafeeira precisará investir em governança e rastreabilidade

De acordo com Eliana Camejo, o diferencial competitivo do café brasileiro tende a migrar da qualidade isolada do produto para a capacidade de comprovação das práticas adotadas ao longo da cadeia.

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Segundo ela, empresas que conseguirem demonstrar origem, rastreabilidade, regularidade ambiental e governança terão vantagem na manutenção de contratos e no fortalecimento da confiança junto ao mercado europeu.

Por outro lado, agentes que mantiverem estruturas frágeis de controle documental e gestão socioambiental podem enfrentar perda de valor comercial justamente em um momento de maior abertura internacional.

O cenário reforça a necessidade de modernização da cadeia cafeeira brasileira, especialmente em sistemas de monitoramento, integração de dados, compliance ambiental e transparência das operações voltadas à exportação.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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