Brasil
Saúde abre inscrições para formação de educadores populares para o cuidado a pessoas em situação de rua
O Ministério da Saúde, em parceria com o Instituto Aggeu Magalhães (IAM/Fiocruz Pernambuco), abriu inscrições para a seleção e a formação de educadores(as)/preceptores(as) do Curso de Aperfeiçoamento em Educação Popular em Saúde para o Cuidado à População em Situação de Rua (EdPopRUA). Os interessados podem se inscrever até 27 de maio.
A iniciativa é coordenada pela Secretaria de Atenção Primária à Saúde (Saps), em parceria com o Instituto Aggeu Magalhães (IAM/Fiocruz Pernambuco) e movimentos sociais ligados à população em situação de rua. Nesta etapa, a seleção contempla candidatos de Goiás, do Pará, do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul.
São ofertadas 98 vagas, distribuídas entre os quatro estados, sendo 38 vagas de ampla concorrência e 60 destinadas a ações afirmativas. Na etapa anterior já foram contemplados os estados de Pernambuco (para os municípios de Recife, Garanhuns, Petrolina e Vitória de Santo Antão) e São Paulo (Campinas, Ribeirão Preto, São Bernardo do Campo e São Paulo). Em todo o País, o EdPopRua pretende formar 5 mil profissionais.
O edital é direcionado a quem tem experiência em educação popular em saúde para atuar no processo formativo do curso. Esses profissionais serão responsáveis por conduzir a formação de trabalhadores e gestores do SUS que atuam no cuidado à população em situação de rua.
O público-alvo inclui equipes de Consultório na Rua, de Saúde da Família, de Atenção Primária, de Saúde Bucal, equipes Multiprofissionais na APS, além de pessoas que trabalham na gestão e lideranças sociais. O objetivo é fortalecer práticas de cuidado baseadas no território, no trabalho interprofissional e na educação popular em saúde, promovendo a garantia do direito à saúde para a população em situação de rua.
A inscrição deve ser realizada de forma online, mediante preenchimento de formulário e envio da documentação exigida no edital.
Plano Ruas Visíveis
O EdPopRUA integra o Plano de Ação e Monitoramento para Efetivação da Política Nacional para a População em Situação de Rua, conhecido como Plano Ruas Visíveis, lançado em 2023. A estratégia reúne ações intersetoriais organizadas em alguns eixos, incluindo saúde, assistência social, educação, habitação e trabalho.
No âmbito da saúde, a formação de profissionais é uma das principais medidas para qualificar o atendimento e ampliar o acesso dessa população aos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS).
Camila Rocha
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
Brasil
Brasil reforça compromisso com pesca e aquicultura sustentáveis e segurança alimentar na FAO
O Brasil reforçou o compromisso com a pesca sustentável, a aquicultura responsável e a segurança alimentar durante a 37ª Sessão do Comitê de Pesca da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em Roma, na Itália. A participação ministerial marca o retorno do Brasil ao principal fórum internacional de discussão sobre pesca e aquicultura após 14 anos.
Em seu discurso inaugural, o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, destacou a recriação do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), em 2023, e a importância do setor para a segurança alimentar e nutricional. O ministro também ressaltou que o Brasil deixou o Mapa da Fome da FAO em 2025.
“Temos a convicção de que a pesca e a aquicultura são fundamentais para sistemas alimentares mais sustentáveis, resilientes e diversificados”, afirmou.
Ciência e sustentabilidade
Entre os avanços apresentados está a reconstrução da série histórica da pesca marinha brasileira, de 1950 a 2025, e o desenvolvimento de uma plataforma para ampliar o acesso e a transparência dos dados pesqueiros. O Brasil também restabeleceu o Grupo Técnico Interministerial para prevenção e combate à pesca ilegal, não declarada e não regulamentada (INDNR) e vem preparando suas equipes para a implementação do Acordo sobre Medidas do Estado do Porto. Com cerca de 1,7 milhão de pescadores e pescadoras, o país defende uma gestão pesqueira baseada em ciência e evidências, aliada à conservação dos ecossistemas aquáticos.
Aquicultura e mudanças climáticas
Na aquicultura, o Brasil está construindo o Plano Nacional da Aquicultura, com diretrizes para os próximos dez anos e foco em investimentos, inovação, sustentabilidade e agregação de valor. O país também trabalha para ampliar a resiliência das comunidades pesqueiras e aquícolas diante das mudanças climáticas, por meio do Plano Clima, além de fortalecer a assistência técnica, a extensão e o acesso ao crédito. Outra prioridade é ampliar o consumo de pescado e sua presença nos programas de alimentação escolar, contribuindo para a segurança alimentar e fortalecendo a cadeia produtiva.
Valorização da pesca artesanal
O ministro destacou ainda a realização da Cúpula da Pesca de Pequena Escala, realizada em Roma, e reforçou a importância da participação dos pescadores na construção das políticas públicas. No Brasil, esse compromisso está refletido na construção do Plano Nacional da Pesca Artesanal, voltado ao fortalecimento do setor e ao reconhecimento de sua importância para a segurança alimentar, a geração de renda e as economias locais. No cenário internacional, o Brasil também destacou a presença dos alimentos aquáticos nas discussões do G20, dos BRICS e da COP30 e COP15 da CMS.
Ao concluir, o ministro reafirmou que pesca sustentável, aquicultura responsável, segurança alimentar, geração de renda e conservação dos recursos aquáticos são agendas inseparáveis.“O Brasil reafirma seu compromisso com a cooperação internacional e com uma gestão pesqueira baseada na ciência, em dados de qualidade e na participação dos pescadores.”
ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura
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