Paraná
Hospital Regional do Sudoeste inicia testes da UTI Neonatal Neurológica, pioneira na rede
O Hospital Regional do Sudoeste Walter Alberto Pecóits (HRS), unidade da secretaria estadual da Saúde, localizado em Francisco Beltrão, no Sudoeste, iniciou uma nova etapa no cuidado neonatal ao implementar a primeira UTI Neonatal Neurológica da rede estadual. O projeto prevê o monitoramento em tempo real com câmeras e monitores por uma equipe especializada e é voltado para a assistência neonatal de alta complexidade, reforçando o compromisso do Governo do Estado em proteger vidas desde os primeiros instantes de vida.
O projeto foi desenvolvido em parceria com a empresa Protecting Brains & Saving Futures (PBSF), que é referência internacional na proteção e promoção da saúde cerebral de recém-nascidos de alto risco. A instituição atua com a missão de reduzir a zero as lesões cerebrais preveníveis, por meio de inovação em saúde, segurança e educação.
O HRS iniciou em setembro o projeto-piloto. Um dos leitos foi totalmente equipado com os equipamentos para que uma equipe da central especializada da empresa, localizada em São Paulo, faça o monitoramento do bebê 24 horas por dia.
“É uma iniciativa muito promissora”, afirma o secretário estadual da Saúde, Beto Preto. “Trata-se de um projeto piloto, desenvolvido em parceria com uma empresa especializada, implantado em 16 de setembro, quando capacitamos os profissionais da saúde que atuam nessa área em Francisco Beltrão. Desde então, já atendemos seis recém-nascidos”, informa. “O monitoramento neurológico permite preservar a saúde cerebral dessas crianças, utilizando níveis mínimos de sedação”, destaca o secretário.
O projeto prevê uma avaliação de 90 dias, com análise dos casos mais complexos, para identificar a possibilidade de manutenção e expansão do programa para outras unidades do Estado, conforme avaliação.
“A nova estrutura do leito neurológico da UTI Neonatal oferece recursos avançados de tecnologia e monitoramento contínuo, permitindo acompanhamento remoto 24 horas por especialistas altamente capacitados, monitorização multimodal para detecção precoce de alterações neurológicas” explicou o diretor-geral do hospital, Alessandro Perondi.
“A ideia é identificar precocemente crianças que, pela imaturidade cerebral, apresentem convulsões e possíveis complicações posteriores, como deficiências de desenvolvimento, dependendo da causa e do tratamento, podendo levar a desfechos neurológicos graves”, acrescentou.
UNIDADE ESPECIALIZADA – O HRS é referência para 27 municípios da 8ª Regional de Saúde do Estado, especialmente nas áreas de UTI Neonatal e UTI Pediátrica, além de oferecer atendimento em UTIs Adulto, Cirurgia Pediátrica, Cirurgia Vascular e Trauma/Ortopedia.
Fonte: Governo PR
Paraná
Condomínio do Idoso em Jaguariaíva recebe projeto de extensão odontológico da UEPG
O Condomínio do Idoso de Jaguariaíva, o primeiro entregue pelo Estado dentro do projeto Viver Mais Paraná, coordenado pela Cohapar, recebeu nessa semana a visita de estudantes da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). O projeto de extensão “Atenção Odontológica aos residentes do Condomínio do Idoso da Unidade Jaguariaíva”, ligado ao curso e ao Programa de Pós-Graduação em Odontologia, iniciou a 2ª edição de atendimentos às pessoas idosas.
O projeto alia extensão com pesquisa e planeja produzir 33 próteses buscais neste ano, além de realizar ações de atenção odontológica à população idosa do Condomínio.
Dona Vany Dias Santos recebeu a equipe de dois mestrandos, professora e doutoranda. Aos 65 anos, ela mora no condomínio e recebe atendimentos desde 1ª edição do projeto, em 2024. “Sempre marco e tenho atendimentos com eles, sou muito bem atendida”, conta. “Aqui, a gente nunca está sozinho, sempre temos projetos e sempre estamos juntos conversando entre os moradores”.
Para a professora coordenadora do projeto, Nara Hellen Bombarda, iniciar a 2ª edição é um retorno para casa. “A gente estabeleceu um vínculo de amizade, e é uma oportunidade nova de devolver uns sorrisos, devolver saúde para quem está na melhor idade”, diz. “É uma oportunidade de contribuir com os moradores e em paralelo ajudar na formação dos alunos. Eles têm uma formação mais humanizada, mais competente, desenvolvendo habilidades extras que podem ser desenvolvidas para além dos muros da universidade”.
A equipe realiza atendimentos em três quartas-feiras do mês e chega com todos os equipamentos necessários, incluindo cadeira e motores móveis para avaliação. Antes dos atendimentos, o grupo foi para Jaguariaíva em março fazer os rastreio das necessidades e fichas dos pacientes. Nesta semana, a maioria fez raio-x digital e alguns receberam atendimento em periodontia, especialidade odontológica focada na prevenção, diagnóstico e tratamento de doenças que afetam gengivas e ligamentos da boca.
“Este é um projeto de extensão, mas que ao mesmo tempo oferta um campo para pesquisa, principalmente na área de prótese, porque boa parte dos indivíduos residentes no condomínio necessitam de novas próteses. Como nossa linha de pesquisa está associada à reabilitação oral, eles podem ser incluídos como sujeitos das nossas pesquisas”, acrescenta a professora.
A aluna do Doutorado em Odontologia Tatiane Oliveira participa do projeto desde o início. Como profissional bolsista na área de odontologia, ela presta atendimento odontológico e também realiza outras atividades, juntamente com demais profissionais.
“O projeto me ajuda muito na formação como profissional. Pelo contato com as pessoas idosas, acabamos criando um vínculo, e isso é muito bom, faz com que o atendimento tenha ainda mais sentido, porque conseguimos sentir que eles ficam felizes com nossa presença”, descreve. A pesquisa de Doutorado será realizada em grande parte com moradores. “Após a aprovação do Comitê de Ética, irei realizar prótese total da forma convencional e também prótese total impressa em impressora 3D. Os moradores serão beneficiados com materiais e próteses super modernas”, destaca.
Atender pacientes também irá auxiliar na pesquisa do mestrando Alex Nunes de Lara. Ele pesquisa placa oclusal, um dispositivo para o tratamentos de dores musculares e articulares. “Temos a oportunidade de adquirir mais prática no atendimento, entender como funcionam os protocolos de pessoas que precisam de próteses, pois minha pesquisa também está integrada a materiais odontológicos, então entregar tratamento de qualidade é gratificante e ajuda muito no nosso crescimento”, diz.
Para João Pedro Plinta, também mestrando de odontologia, participar do projeto dá mais experiência com atendimentos a pessoas que utilizam próteses. “Consigo ver a importância disso, tanto para para a comunidade, tanto para os idosos, quanto para a gente, como pesquisador. Estamos contribuindo pra qualidade de vida, de forma gratuita para eles”. A área de pesquisa de João é sobre prótese fixa, “então a experiência que eu adquiri nesse projeto é muito valiosa”, diz.
Fonte: Governo PR
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