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Paraná firma acordo com instituto Water For Food para gestão de recursos hídricos

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O governador Carlos Massa Ratinho Junior assinou nesta quarta-feira (21), nos EUA, um protocolo de intenções com o Daugherty Water For Food Global Institute que prevê a troca de experiências para a gestão de recursos hídricos no Paraná. A proposta é que o Governo do Estado replique experiências bem-sucedidas do órgão americano, que é vinculado à Universidade do Nebraska, estado americano que é referência em irrigação sustentável.

O documento, que foi assinado pelo governador e o diretor de Pesquisa do Instituto, Christopher Usher Neale, prevê que a parceria se dará por meio da troca de conhecimentos técnicos. Para isso, estão previstos intercâmbios de profissionais e estudantes, além de parcerias acadêmicas para fomentar a melhoria dos atuais métodos de gestão de recursos hídricos no Paraná, bem como a ampliação dos sistemas de irrigação no Estado.

“O Paraná já é uma referência em geração de energia elétrica a partir de fontes limpas e renováveis, sendo o maior fornecedor do Brasil, além de ser considerado o Estado mais sustentável do Brasil pelo Ranking de Competitividade dos Estados”, afirmou o governador.

“Ao buscarmos exemplos daquilo que dá certo, como o caso dos modernos sistemas de irrigação do Nebraska, queremos fazer com que o Paraná também seja exemplo neste segmento”, acrescentou Ratinho Junior. “Ao ampliar as áreas de cultivo irrigadas, podemos aumentar a produtividade dos agricultores ao mesmo tempo em preservamos a água, que é um recurso cada dia mais estratégico no mundo”.

A partir de agora, as tratativas com o órgão dos Estados Unidos serão conduzidas pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest). A pasta é responsável, entre outras atribuições, pelo gerenciamento de recursos hídricos, saneamento ambiental, resíduos sólidos e políticas mineral e geológica.

A articulação do Governo do Estado junto ao Instituto Water For Food está diretamente a outras agendas da comitiva paranaense no Nebraska. Entre elas, estão visitas às multinacionais Lindsay Corporation e à Valley Irrigation, que são referência no segmento, além de uma reunião com o governador do Nebraska, Jim Pillen.

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EXEMPLO – Com uma população de 1,9 milhão de pessoas, o Nebraska, localizado na região central dos Estados Unidos, investiu cerca de US$ 6,8 bilhões para a instalação de 96 mil poços utilizados nos atuais sistemas de irrigação. A medida foi necessária devido às grandes variações de precipitação de chuva e das diferenças de solo nas diferentes regiões do estado americano.

Apesar da irrigação, o aquífero do Nebraska é mais preservado do que o de outros estados americanos, como o Texas, por exemplo. Isso se deve justamente ao fato dos investimentos feitos nos atuais sistemas de irrigação, que utilizam os recursos hídricos de forma mais sustentável, reduzindo o impacto no meio ambiente.

Pesquisadores da Universidade de Nebraska que integram o Instituto apresentaram à comitiva, de maneira aprofundado, especificidades sobre o uso da irrigação no estado americano. Entre as iniciativas apresentadas, estão sistemas de canais para desvio de águas dos rios para irrigação por superfície, variabilidade no abastecimento de água e um plano de administração dos recursos naturais dos 23 distritos. Estado do Nebraska exige plano integrado de recursos hídricos. Informações importantes pra criar plano de irrigação no Paraná.

De acordo com Christopher Neale, o sucesso do Nebraska na gestão de recursos hídricos está ligado diretamente à governança e ao planejamento de longo prazo. “O Governo do Nebraska exige dos distritos a elaboração de um plano integrado de recursos naturais para comprovar que a água está sendo utilizada de maneira sustentável. Este planejamento é feito de forma local, pelos conselhos de cada distrito, que são formados pelos moradores, muitos deles fazendeiros que entendem de hidrologia. Eles se baseiam em dados de monitoramento sobre a vazão dos rios e da água subterrânea em cada região”, complementou. 

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Com uma estação de seca já identificada pelo governo federal dos Estados Unidos para os próximos meses, o governo estadual e os 23 distritos do Nebraska já trabalham em um plano de atuação antecipado com medidas que deverão ser tomadas para amenizar os impactos da estiagem.

WATER FOR FOOD – Fundado em 2010 na cidade de Lincoln, a segunda maior do Nebraska, o Instituto Water For Food tem como missão transformar a água em abundância para a alimentação através de atividades de pesquisa e desenvolvimento de inovações em irrigação e gestão da água.

Desde 2014, a organização atua no Brasil em parceria com instituições de pesquisa e universidades, como a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a Universidade Federal de Goiás e a Universidade Estadual Paulista. As principais áreas de atuação no País são atividades de pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias de irrigação mais eficientes e sustentáveis.

O instituto também oferece cursos e treinamentos para agricultores e técnicos sobre o uso eficiente da água na agricultura e a troca de conhecimento entre diferentes setores da sociedade sobre a importância da gestão da água para a segurança alimentar.

Entre os projetos em andamento em nível nacional, estão o “Mais Água, Mais Renda”, para aumento da produtividade da agricultura familiar no Nordeste; o “Irrigação Sustentável na Amazônia”, ligado à produção de cacau na região Norte; e o “Gestão da Água na Bacia do Paraná”, que busca soluções para a gestão integrada de um dos maiores mananciais hídricos da América do Sul.

Fonte: Governo PR

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Condomínio do Idoso em Jaguariaíva recebe projeto de extensão odontológico da UEPG

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O Condomínio do Idoso de Jaguariaíva, o primeiro entregue pelo Estado dentro do projeto Viver Mais Paraná, coordenado pela Cohapar, recebeu nessa semana a visita de estudantes da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). O projeto de extensão “Atenção Odontológica aos residentes do Condomínio do Idoso da Unidade Jaguariaíva”, ligado ao curso e ao Programa de Pós-Graduação em Odontologia, iniciou a 2ª edição de atendimentos às pessoas idosas.

O projeto alia extensão com pesquisa e planeja produzir 33 próteses buscais neste ano, além de realizar ações de atenção odontológica à população idosa do Condomínio.

Dona Vany Dias Santos recebeu a equipe de dois mestrandos, professora e doutoranda. Aos 65 anos, ela mora no condomínio e recebe atendimentos desde 1ª edição do projeto, em 2024. “Sempre marco e tenho atendimentos com eles, sou muito bem atendida”, conta. “Aqui, a gente nunca está sozinho, sempre temos projetos e sempre estamos juntos conversando entre os moradores”.

Para a professora coordenadora do projeto, Nara Hellen Bombarda, iniciar a 2ª edição é um retorno para casa. “A gente estabeleceu um vínculo de amizade, e é uma oportunidade nova de devolver uns sorrisos, devolver saúde para quem está na melhor idade”, diz. “É uma oportunidade de contribuir com os moradores e em paralelo ajudar na formação dos alunos. Eles têm uma formação mais humanizada, mais competente, desenvolvendo habilidades extras que podem ser desenvolvidas para além dos muros da universidade”.

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A equipe realiza atendimentos em três quartas-feiras do mês e chega com todos os equipamentos necessários, incluindo cadeira e motores móveis para avaliação. Antes dos atendimentos, o grupo foi para Jaguariaíva em março fazer os rastreio das necessidades e fichas dos pacientes. Nesta semana, a maioria fez raio-x digital e alguns receberam atendimento em periodontia, especialidade odontológica focada na prevenção, diagnóstico e tratamento de doenças que afetam gengivas e ligamentos da boca.

“Este é um projeto de extensão, mas que ao mesmo tempo oferta um campo para pesquisa, principalmente na área de prótese, porque boa parte dos indivíduos residentes no condomínio necessitam de novas próteses. Como nossa linha de pesquisa está associada à reabilitação oral, eles podem ser incluídos como sujeitos das nossas pesquisas”, acrescenta a professora.

A aluna do Doutorado em Odontologia Tatiane Oliveira participa do projeto desde o início. Como profissional bolsista na área de odontologia, ela presta atendimento odontológico e também realiza outras atividades, juntamente com demais profissionais.

“O projeto me ajuda muito na formação como profissional. Pelo contato com as pessoas idosas, acabamos criando um vínculo, e isso é muito bom, faz com que o atendimento tenha ainda mais sentido, porque conseguimos sentir que eles ficam felizes com nossa presença”, descreve. A pesquisa de Doutorado será realizada em grande parte com moradores. “Após a aprovação do Comitê de Ética, irei realizar prótese total da forma convencional e também prótese total impressa em impressora 3D. Os moradores serão beneficiados com materiais e próteses super modernas”, destaca.

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Atender pacientes também irá auxiliar na pesquisa do mestrando Alex Nunes de Lara. Ele pesquisa placa oclusal, um dispositivo para o tratamentos de dores musculares e articulares. “Temos a oportunidade de adquirir mais prática no atendimento, entender como funcionam os protocolos de pessoas que precisam de próteses, pois minha pesquisa também está integrada a materiais odontológicos, então entregar tratamento de qualidade é gratificante e ajuda muito no nosso crescimento”, diz.

Para João Pedro Plinta, também mestrando de odontologia, participar do projeto dá mais experiência com atendimentos a pessoas que utilizam próteses. “Consigo ver a importância disso, tanto para para a comunidade, tanto para os idosos, quanto para a gente, como pesquisador. Estamos contribuindo pra qualidade de vida, de forma gratuita para eles”. A área de pesquisa de João é sobre prótese fixa, “então a experiência que eu adquiri nesse projeto é muito valiosa”, diz.

Fonte: Governo PR

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