Brasil
Mês da Mulher: conheça roteiros nacionais de ecoturismo e aventura que tem despertado o interesse das viajantes
Momentos de lazer, independência e liberdade, anseio por autoconhecimento e compromissos profissionais. São essas as maiores motivações que fazem as mulheres no Brasil viajarem sozinhas, segundo um levantamento inédito do Ministério do Turismo presente no Guia para Mulheres que Viajam Sozinhas. Acesse AQUI.
Conforme a publicação, lançada no início deste mês, experiências culturais e contato com a natureza despontam como as principais atividades buscadas pelo público feminino que viaja sozinho. Entre as mulheres consultadas, 68,3% afirmam estar interessadas em atividades culturais, como visitas a museus e centros históricos, entre outros. O ecoturismo vem na sequência, com 64,2% as escolhas.
As turistas que procuram se desconectar sozinhas em meio a uma imersão completa na natureza, envolvendo experiências autênticas e até aventuras, têm um vasto cardápio de opções no Brasil. A plataforma de viagens de ecoturismo PlanetaEXO selecionou cinco destinos nacionais que combinam desafio físico, paisagens deslumbrantes e vivências em comunidades locais e que vêm cativando o desejo das viajantes. Confira:
Trekking no Vale do Pati (Chapada Diamantina-BA)
Considerado um dos trekkings (caminhadas de longa duração) mais cênicos do mundo, o Vale do Pati é um convite para se desligar das preocupações da rotina. Percorrer os imponentes planaltos e vales da Chapada Diamantina representa uma prova de força física e mental. O roteiro proporciona acolhimento nas casas dos nativos (“patizeiros”), garantindo rica imersão cultural e uma rede de apoio segura do primeiro ao último passo.
Amazônia (Amazonas)
Para aquelas que buscam total imersão na natureza sem renunciar ao conforto, a experiência em um “lodge” (acomodação em áreas naturais) no Estado do Amazonas permite o equilíbrio perfeito. As viajantes exploram trilhas e rios conduzidas por guias especializados, vivenciando a biodiversidade com tranquilidade e excelente estrutura.
Travessia dos Lençóis Maranhenses (Maranhão)
Caminhar por dunas brancas intermináveis e mergulhar em lagoas cristalinas permite uma experiência de pura liberdade. A travessia a pé pelo Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses fomenta um forte senso de irmandade entre as mulheres do grupo, que criam laços enquanto compartilham a imensidão de um cenário que purifica e renova as energias.
Monte Roraima (Fronteira Brasil/Venezuela)
Destino ideal para almas desbravadoras. A expedição ao topo deste imponente tepui (formação geológica milenar), conhecido como “Mundo Perdido”, constitui uma jornada de transformação. O roteiro permite que as mulheres conheçam não apenas um dos locais mais antigos do planeta, mas também seus próprios limites pessoais.
Jalapão e Serras Gerais (Tocantins)
Um convite ao autocuidado e à contemplação. Fugindo do ritmo frenético dos centros urbanos, esta rota combina a energia revitalizante dos fervedouros de águas azul-turquesa do Jalapão com o charme inexplorado das Serras Gerais. Ideal para mulheres que desejam desbravar o novo, flutuar em águas transparentes e celebrar a independência em um ambiente seguro e acolhedor.
O GUIA – A publicação reúne dados e orientações para promover um turismo mais seguro e inclusivo. Com 72 páginas, o guia foi elaborado a partir de uma pesquisa realizada entre agosto e setembro de 2025, com 2.712 mulheres de todas as regiões do país. Elas compartilharam percepções, motivações, receios e estratégias de viagem. O documento amplia o olhar sobre diferentes perfis, incluindo mães que viajam com filhos, mulheres maduras, profissionais em deslocamento a trabalho e entusiastas de nichos como ecoturismo, bem-estar e gastronomia.
Por Marco Guimarães
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
Brasil
Conama aprova nova resolução para licenciamento ambiental da aquicultura
O Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) aprovou, nesta quarta-feira (2), a nova resolução que estabelece regras para o licenciamento ambiental da atividade de aquicultura. A norma substituirá a Resolução Conama nº 413/2009 e atualiza os critérios de enquadramento dos empreendimentos, adequando o licenciamento às características atuais do setor.
Entre os principais avanços da nova resolução está a definição do porte dos empreendimentos com base na produção. A modalidade de licenciamento também passa a considerar o porte da atividade: empreendimentos de pequeno porte poderão ser enquadrados na Licença por Adesão e Compromisso (LAC); os de médio porte, na Licença Ambiental Única (LAU); e os de grande porte estarão sujeitos ao licenciamento ordinário, conforme o enquadramento.
A nova regra também estabelece que o cultivo de espécies exóticas não altera, por si só, a modalidade de licenciamento. Além disso, o monitoramento ambiental deverá ser adequado ao porte do empreendimento, permitindo maior proporcionalidade entre as exigências ambientais e a escala da atividade.
A resolução incorpora ainda conceitos relacionados à realidade atual da aquicultura, como boas práticas aquícolas, adensamento, escapes em massa, espécies ornamentais, sistemas de cultivo integrado ou consorciado e sistemas de produção fechados.
Construção da nova resolução
A revisão da Resolução Conama nº 413/2009 foi conduzida por um Grupo de Trabalho coordenado pelo Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) e contou com a participação de diferentes órgãos públicos, instituições de pesquisa, representantes do setor produtivo, entidades estaduais e municipais de meio ambiente, especialistas e sociedade civil.
O grupo realizou reuniões ordinárias e extraordinárias entre dezembro de 2024 e novembro de 2025, período em que foram discutidas e construídas as propostas de atualização da regulamentação.
Entre os temas analisados esteve a atualização dos conceitos utilizados na regulamentação, buscando incorporar a evolução dos sistemas e das práticas de produção aquícola. Também foi discutido um novo modelo de enquadramento dos empreendimentos, considerando porte e sistema de produção.
A proposta também retirou o chamado grau de severidade da espécie como critério. Para o cultivo de espécies exóticas, alóctones ou híbridas, permanecem previstas medidas específicas de prevenção e mitigação de potenciais impactos ambientais, incluindo ações para evitar escapes e mecanismos de biossegurança.
Com a aprovação da nova resolução pelo Conama, a Aquicultura ganha muito com critérios mais justos e respeito a cadeia.
ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura
[email protected]
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