Brasil
Como limpar peixe Bacu: passo a passo prático sem erro
O processo de limpeza do peixe é o início da preparação dos pratos. Com algumas técnicas, é possível preparar um prato delicioso para o almoço ou jantar. O bacu também é chamado de bacu-pedra. Pertence à família dos Doradidae principalmente as espécies Lithodoras dorsalis e Acanthodoras cataphractus .
PROTEÇÃO
Use luvas grossas e faca bem afiada. O bacu tem ferrões duros nas nadadeiras e escamas resistentes nas laterais, que podem ferir as mãos.
Trabalhe sobre uma tábua firme, com o peixe bem apoiado para evitar escorregões.
LIMPEZA INICIAL E DESODORIZAÇÃO
Lave o peixe inteiro em água corrente para remover lama e muco.
Esfregue suco de limão por toda a pele e dentro da boca; deixe agir de 5 a 10 minutos e enxágue. Isso ajuda a domar o cheiro e a gordura.
REMOÇÃO DE ESCAMAS E FERRÕES
Com a faca em ângulo, raspe as escamas no sentido do rabo para a cabeça, focando nas laterais e barriga (onde são mais resistentes).
Corte as nadadeiras e retire os ferrões com golpes firmes, sempre afastando a mão da lâmina.
ABERTURA E EVISCERAÇÃO
Faça um corte do ventre em direção à cabeça e abra o peixe ao meio.
Retire as vísceras por completo. O bacu é onívoro (come frutas, peixes e plantas como aninga) e costuma ter muita tripa e sangue. Descarte tudo e lave a cavidade com água corrente.
A região da guelra e da boca é muito dura; quebre o osso com cuidado ou peça esse corte na peixaria.
LAVAGEM FINAL E CORTE CONFORME O PREPARO
Enxágue novamente. Se o odor persistir, passe mais limão rapidamente e torne a lavar.
Para cozidos: corte em postas. A carne fica mais macia ao cozinhar.
Para assar na brasa: deixe inteiro ou abra “borboleta” (sobretudo em peças de 2 a 3 kg).
Para fritar: retire apenas os filés, removendo totalmente pele e escamas — a carne é firme e a pele, muito resistente.
TEMPEROS QUE FUNCIONAM
Base amazônica: jambu e tucupi, chicória (coentro-da-amazônia) e alfavaca.
Complementos: cebola, alho e cominho realçam o sabor sem “brigar” com a gordura natural.
Dica: em dias de inverno amazônico, o bacu tende a ser mais gordo. Ajuste o sal e a acidez (limão/tucupi) para equilibrar.
COZIDO, ASSADO OU FRITO: PONTOS DE ATENÇÃO
Cozido: fogo médio, caldo encorpado e finalização com folhas frescas. A textura fica macia.
Assado na brasa: grelha limpa e quente; pincele óleo para não grudar. A carne ganha resistência e sabor defumado.
Frito: filés sem pele, bem secos; óleo quente para vedar e manter suculência.
CHEIRO FORTE E GORDURA: COMO LIDAR
Limão antes e depois da lavagem ajuda. Tucupi e ervas frescas cortam a gordura.
Retire coágulos e lave bem a coluna de sangue. Bacu e bagre sangram bastante.
CULTURA E CUIDADO À MESA
O caldo é visto como fortificante por moradores do Espírito Santo do Tauá (Santo Antônio do Tauá, no Pará).
Entre saberes populares, é considerado peixe “remoso” (gorduroso e potencialmente indigesto para alguns). Se houver sensibilidade, consuma com moderação.
SEGURANÇA NA PESCA E NO MANUSEIO
Captura típica: linha/espinhel e tapagem em igarapés (cursos de água amazônicos estreitos e pouco profundos), tanto de dia quanto à noite.
Ao tratar em casa, mantenha ferramentas afiadas e distância das mãos ao cortar ferrões e os ossos da cabeça.
DICAS FINAIS
Frio é aliado: peixe bem refrigerado facilita o corte e reduz o odor.
Organização conta: separe área limpa (pós-lavagem) da área suja (evisceração).
Respeite o calendário: no verão, a carne tende a ser mais magra; no inverno, mais gorda — ajuste técnica e tempero ao perfil da peça.
Matéria construída com auxílio da pescadora paraense, Adenilse Borralhos.
Élen Gorski
Ministério da Pesca e Aquicultura
[email protected]
Brasil
Brasil envia 4,9 toneladas de insumos para apoio humanitário à Venezuela
O Brasil enviou, nesta sexta-feira (10), uma nova remessa de aproximadamente 4,9 toneladas de insumos hospitalares para apoiar a resposta à emergência em saúde decorrente dos terremotos que atingiram a Venezuela em 24 de junho.
A carga, doada pelo Hospital Geral de Bonsucesso, administrado pelo Grupo Hospitalar Conceição (GHC), reúne mais de 363 mil itens, entre os quais estão materiais para sutura, agulhas, cateteres, seringas, máscaras, gazes, ataduras, sondas, fios cirúrgicos e insumos destinados ao atendimento pediátrico.
O transporte foi realizado em um voo humanitário disponibilizado pela Qatar Airways, com a intermediação da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), vinculada ao Ministério das Relações Exteriores (MRE).
Com esse novo envio, o volume total encaminhado à Venezuela chega a cerca de 12 toneladas de medicamentos e insumos estratégicos, que incluem antibióticos, analgésicos, anti-inflamatórios, soluções injetáveis, seringas, luvas, máscaras, gazes, ataduras e dispositivos para infusão. Também foram enviadas 350 mil doses de vacinas, sendo 100 mil contra a febre amarela e 250 mil doses da vacina antirrábica de uso veterinário, destinadas às ações de controle de doenças em situações de emergência. Os insumos e as vacinas enviadas não impactam o abastecimento no SUS.
Fonte: Ministério da Saúde
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