Connect with us


Brasil

MCTI promove seminário Brasil-China sobre inovação para a agricultura familiar

Publicado em

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) promoveu, nesta terça-feira (27), o Seminário Brasil-China: Pesquisa, Desenvolvimento, Inovação e Mecanização Agrícola. Os participantes discutiram a cooperação tecnológica e de inovação, além de soluções em mecanização agrícola, com foco na produtividade, na sustentabilidade e no fortalecimento da agricultura familiar. O debate ocorreu em parceria com a embaixada chinesa. 

O evento se relaciona com o recém-lançado Laboratório Conjunto em Mecanização e Inteligência Artificial para Agricultura Familiar, localizado no Instituto Nacional do Semiárido (Insa), unidade de pesquisa vinculada ao MCTI. A iniciativa é fruto de uma parceria entre a pasta brasileira e Ministério da Ciência e Tecnologia da República Popular da China. 

Para a ministra Luciana Santos, o laboratório tem grande significado estratégico e demonstra a cooperação científica de alto nível mantida pelos países. “O Insa e a Universidade Agrícola da China trabalham conjuntamente para desenvolver, no Brasil, uma mecanização agrícola adaptada, da automação inteligente e da aplicação de inteligência artificial para aumento da produtividade, sustentabilidade ambiental e maior inclusão da agricultura familiar na cadeia produtiva brasileira”, disse. 

Leia mais:  MTE homenageia trabalhadores e destaca a importância do trabalho coletivo e inclusivo

Além de apresentar o desenvolvimento de pesquisas e inovações conjuntas voltadas à agricultura, o evento serviu como um momento para criar laços entre empresas chinesas e brasileiras. O encontro contou com a presença de líderes do setor agrário de ambos países e instituições de pesquisa. 

“Muito mais do que reunir instituições da área de inovação tecnológica, nós estamos unindo empresas brasileiras e chinesas para que elas possam se unir e competir para suprir essa necessidade que temos de inovar na área”, afirmou o secretário de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social (Sedes), Inácio Arruda. 

A ministra comemorou a realização do evento, que, segundo ela, se relaciona com as agendas do ministério e do Governo do Brasil. “A iniciativa dialoga diretamente com a agenda do Programa Nova Indústria Brasil, com as agendas de soberania tecnológica, desenvolvimento regional e fortalecimento da agricultura familiar, prioridades centrais do governo do presidente Lula”, disse a chefe da pasta. 

Em complemento à Luciana Santos, o embaixador chinês, Zhu Qingqiao, afirmou que é preciso aproveitar a compatibilidade entre os países, especialmente no atual momento internacional. “Qualquer cooperação entre a China e o Brasil é extremamente importante, não só para os dois países, mas também para o mundo inteiro”, finalizou. 

Leia mais:  Governo Federal inaugura Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

Comentários Facebook

Brasil

Brasil avança no desenvolvimento da primeira vacina do mundo contra malária vivax

Published

on

O Brasil avança no desenvolvimento da primeira vacina do mundo contra a malária causada pelo Plasmodium vivax, parasita responsável pela maioria dos casos da doença no país. Neste sábado (10), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou da apresentação do estudo, que recebeu autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para testes em humanos. O imunizante, chamado de Vivaxin, é fruto de pesquisas conduzidas pelo Centro de Tecnologia de Vacinas (CTVacinas) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A tecnologia é 100% nacional, com incentivo previsto de R$ 12 milhões do Ministério da Saúde para os ensaios clínicos de fases I, II e III.

“O país tem conseguido reduzir os casos e os óbitos por malária, mas a doença ainda é um problema importante para o país e para o mundo. O início do estudo clínico dessa vacina, desenvolvida integralmente em uma universidade pública brasileira, representa um avanço na busca por novas ferramentas de enfrentamento à doença e reforça a capacidade do Brasil de desenvolver soluções científicas próprias para ampliar a proteção da população”, destacou o ministro.

O estudo clínico de fase I avaliará a segurança da vacina, possíveis reações à aplicação e a capacidade de estimular uma resposta imunológica em 48 participantes sem infecção prévia, com idades entre 18 e 59 anos. O acompanhamento clínico será feito por 360 dias. O avanço na pesquisa da tecnologia representa um marco e abre a possibilidade de uma nova forma de prevenção contra a doença, que, em 2025, registrou 118.037 casos no território nacional. As duas vacinas contra malária recomendadas atualmente foram desenvolvidas para outra espécie do parasita, o Plasmodium falciparum, predominante na África. O P. vivax predomina nas Américas e na Ásia.

Leia mais:  Debate sobre o fim da escala 6x1 marca lançamento de livro na SRTE de Santa Catarina

O CTVacinas integra o Centro Nacional de Vacinas (CNVacinas), um complexo científico estratégico para ampliar a capacidade do país de desenvolver vacinas e outras tecnologias de saúde. A previsão de investimento do Ministério da Saúde é de R$ 161,5 milhões em projetos para o desenvolvimento de imunizantes e testes inovadores, liderados pela unidade ou em parceria, por meio do Programa de Desenvolvimento e Inovação Local (PDIL), sendo R$ 135,5 milhões destinados a projetos do próprio Centro.

vacina.png
Foto: Laudemiro Bezerra/MS

Além da vacina contra a malária, o CTVacinas atua em outros projetos: uma plataforma de testes rápidos para diagnóstico de emergências sanitárias e agravos críticos para o SUS e sua validação por meio da produção de um TR para hepatite delta; vacina terapêutica para doença de Chagas; desenvolvimento de testes diagnósticos para malária e leishmaniose tegumentar; vacina para MPox baseada no vírus MVA; e vacina nasal de nanopartículas, para o controle da covid-19.

A unidade também atua para ampliar a capacidade brasileira em tecnologias de RNA mensageiro, uma plataforma na qual as instruções utilizadas para estimular o sistema imunológico podem ser modificadas de acordo com o agente infeccioso ou a doença que se pretende combater. O CTVacinas foi aprovado como Centro de Competência em Terapias e Vacinas com RNA (CTV-RNA), em uma parceria entre o Ministério da Saúde e a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), com R$ 60 milhões para quatro anos.

FarmaVax

Durante a visita do ministro Alexandre Padilha, também foi firmado um acordo entre a Hemobrás, a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (EMBRAPII), a FarmaVax, unidade EMBRAPII de Inovação de Fármacos e Vacinas da UFMG – da qual o CTVacinas faz parte – e a Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (FUNDEP) para pesquisa, desenvolvimento e inovação. O projeto, com investimento de R$ 5 milhões e vigência de 12 meses, prevê o desenvolvimento de terapia genética para hemofilias A e B utilizando sistemas avançados de entrega por nanopartículas. Do total, R$ 2,6 milhões serão aportados pela Hemobrás, R$ 1,6 milhão pela EMBRAPII e R$ 694 mil pela UFMG/FarmaVax.

Leia mais:  Geoparque com fósseis marinhos na SNCT 2025 conta a pré-história do oceano

A iniciativa integra os esforços para fortalecer a capacidade nacional de desenvolver e produzir medicamentos biológicos estratégicos para o SUS. No caso do emicizumabe, medicamento biológico utilizado no tratamento da hemofilia A, está em avaliação uma proposta de armazenamento do Banco de Células Mestre na unidade da empresa na Basileia, na Suíça, com garantias de acesso e fornecimento para viabilizar a transferência de tecnologia e a produção nacional. O arranjo definitivo deverá assegurar a absorção tecnológica pela Hemobrás.

Hospital Santa Rita é referência em alta complexidade cardiovascular

Em Contagem (MG), o ministro visita a hemodinâmica do Hospital Santa Rita, referência regional no diagnóstico e tratamento de doenças cardiovasculares e vasculares de alta complexidade, com suporte cardiológico 24 horas. Entre os procedimentos ofertados estão cateterismos, angioplastias, ablação de arritmias e implantes de marcapasso.

Entre 2023 e 2026, a unidade registrou 20.778 atendimentos e internações pelo SUS, sendo 8.750 (42%) em 2026, ano em que iniciou a assistência de alta complexidade cardiovascular, após habilitação pelo Ministério da Saúde, em dezembro de 2025.

A estrutura conta com 163 leitos, dos quais 62 são destinados ao SUS. A oferta inclui leitos clínicos, cirúrgicos e de UTI para pacientes da rede pública.

Taís Nascimento
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262