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Educação

Brasil e China intensificam parceria e mobilidade acadêmica

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A cooperação educacional entre Brasil e China foi tema de reunião realizada no Ministério da Educação (MEC) na quarta-feira, 11 de fevereiro, entre os dois países. O encontro reuniu representantes da pasta e, entre a delegação chinesa, o ministro conselheiro da Embaixada Chinesa no Brasil, Xing Wenju. Na ocasião, foi discutido um acordo entre a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), entidade vinculada ao MEC, e a Universidade de Beihang para impulsionar a mobilidade acadêmica. O convênio, assinado nesta quinta-feira (12), vai oferecer a 24 doutores e 160 mestrandos e doutorandos brasileiros a oportunidade de realizar estágios na China. 

Além disso, as partes dialogaram sobre o fortalecimento do ensino de seus idiomas. A China defendeu a disseminação do mandarim no Brasil, por meio da rede de Institutos Confúcio e de parcerias com os institutos federais, focando também nas ações de promoção da educação profissional e tecnológica. Em contrapartida, as autoridades debateram o reforço da Rede de Leitores Brasileiros na China, que atualmente possui três unidades em Pequim dedicadas ao ensino do português brasileiro. 

As delegações também ressaltaram o Ano Cultural Brasil-China em 2026 e se comprometeram a finalizar os textos de Memorandos de Entendimento que abrangem a cooperação educacional, a troca de boas práticas e, em particular, a aplicação de inteligência artificial na educação. Para dar seguimento à parceria, o MEC foi convidado a integrar uma missão internacional e realizar uma visita à China ainda neste ano, com encontros previstos entre ministros da Educação e outras autoridades dos dois países. 

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Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Assessoria Internacional 

Fonte: Ministério da Educação

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Educação

Sancionado piso salarial para professores da educação básica

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O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, sancionou a Lei nº 15.437/2026, que fixa em R$ 5.130,63 o piso salarial profissional nacional dos profissionais do magistério público da educação básica para a formação em nível médio, na modalidade normal. O texto foi publicado nesta sexta-feira, 19 de junho, no Diário Oficial da União e é assinado também pelo ministro da Educação, Leonardo Barchini, e pela ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck. 

O novo piso salarial representa um reajuste de 5,4% em relação ao valor vigente em 2025, de R$ 4.867,77, garantindo ganho real acima da inflação. O valor é válido para professores que atuam em jornada de 40 horas semanais, com efeitos financeiros retroativos a janeiro de 2026. As remunerações das demais jornadas devem ser proporcionais ao novo piso estabelecido. 

A legislação também amplia o alcance da política de valorização docente ao incluir entre os beneficiários do piso salarial nacional os profissionais do magistério da educação básica pública contratados temporariamente. 

A sanção da Lei consolida as mudanças introduzidas pela Medida Provisória nº 1.334/2026, editada pelo Governo do Brasil em janeiro deste ano e aprovada pelo Congresso Nacional em maio. A medida adequou a legislação do piso salarial aos fundamentos constitucionais estabelecidos pela Emenda Constitucional nº 108/2020 e às regras do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).  

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A MP determina que o percentual anual de atualização do piso salarial seja calculado pela soma da variação acumulada do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do ano anterior e de 50% da média do crescimento real das receitas do Fundeb nos cinco anos anteriores. Como forma de ampliar a transparência do processo, a Lei também prevê a publicação anual, em plataforma de dados abertos, da memória de cálculo utilizada para a atualização do piso salarial nacional do magistério. 

A norma estabelece ainda que o reajuste anual não poderá ser inferior à variação acumulada do INPC, garantindo a preservação do poder de compra dos profissionais da educação. A atualização produzirá efeitos a partir do mês de janeiro de cada ano. 

Contexto  A atualização da legislação do piso salarial foi construída a partir de diálogo conduzido pelo Ministério da Educação (MEC) com entidades representativas da educação pública, entre elas o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), além de entidades representativas dos municípios. 

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A medida está alinhada à Meta 17 do novo Plano Nacional de Educação (PNE), que prevê a valorização dos profissionais do magistério das redes públicas de educação básica, a fim de assegurar melhores condições de remuneração e fortalecimento da educação pública em todo o país. Com a nova sistemática de atualização, o piso salarial nacional do magistério passa a contar com um mecanismo permanente que busca não apenas preservar, mas também ampliar o poder de compra dos profissionais da educação ao longo do tempo. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Articulação Intersetorial e com os Sistemas de Ensino (Sase) 

Fonte: Ministério da Educação

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