Brasil
Plano de Ar Limpo e Clima entra em processo participativo com recebimento de contribuições até 6 de março
O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) abriu a coleta de contribuições para a elaboração do Plano de Ação Nacional de Ar Limpo e Clima para a Redução de Poluentes Climáticos de Vida Curta (PCVC). O processo, anunciado durante webinar informativo na última terça-feira (3/2), recebe subsídios da sociedade civil, governo, academia, setor privado e de demais interessados até o dia 6 de março, por meio do formulário eletrônico disponível aqui ou por e-mail: [email protected].
Assista o webinar informativo aqui.
O processo de coleta de subsídios objetiva orientar a elaboração de um plano de ação nacional que integre ciência, governança e medidas setoriais para a redução de poluentes climáticos de vida curta no Brasil.
Os PCVCs — metano (CH₄), carbono negro, ozônio troposférico e hidrofluorcarbonos (HFCs) — têm alto potencial de aquecimento global e permanecem menos tempo na atmosfera do que o dióxido de carbono (CO₂), com impactos na qualidade do ar, saúde humana, ecossistemas e na produtividade agrícola.
O plano propõe ações que enfrentem simultaneamente a mudança do clima e a poluição atmosférica, além de prever mecanismos de governança, monitoramento e avaliação para assegurar a implementação coordenada das medidas. A iniciativa integra políticas de clima e de qualidade do ar, mirando na redução desses poluentes e na geração de benefícios concretos para a saúde da população, bem como do desenvolvimento sustentável.
Para o secretário nacional de Meio Ambiente Urbano, Recursos Hídricos e Qualidade Ambiental do MMA, Adalberto Maluf, o plano representa um avanço na integração entre as políticas climáticas e a gestão da qualidade do ar no país.
“É nessa perspectiva que o MMA busca elaborar um plano de ação capaz de integrar os esforços já desenvolvidos por diferentes atores e ministérios. A proposta envolve não apenas uma governança multinível e multissetorial, mas também a construção de uma estratégia comum para articular e potencializar as experiências já em curso no governo. Esse plano só será efetivo se for construído de maneira colaborativa e participativa”, afirmou.
Adalberto explicou, ainda, que a proposta surge como um passo complementar ao Plano Clima e à Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC, na sigla em inglês), ao detalhar estratégias, medidas e a articulação intersetorial que deve ser realizada.
“O tema dos poluentes climáticos não–CO₂ já foi incorporado ao Plano Clima, que conta com um anexo específico sobre o assunto, mas é importante avançar na definição das ações e na estruturação de uma governança capaz de implementar um plano que integre as agendas de ar limpo e clima”, enfatizou o secretário.
Durante o evento, foram apresentados a estrutura, os eixos prioritários e o cronograma do plano, além das orientações para participação e envio de contribuições no processo de tomada de subsídios para a elaboração do documento.
A estratégia tem foco na redução desses poluentes em setores estratégicos, como agricultura e pecuária, cidades, energia, indústria, resíduos e transportes. Além das ações setoriais, o plano propõe o fortalecimento da governança, da capacitação técnica e do monitoramento.
Marina Bortoletti, representante do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), destacou que a redução de poluentes climáticos de vida curta é uma medida fundamental e estratégica, pois pode atuar como um freio climático. Segundo ela, por terem curta permanência na atmosfera e potencial de aquecimento muito superior ao do CO₂, a mitigação desses poluentes pode gerar benefícios rápidos para o clima, a qualidade do ar e a saúde pública.
“Por isso, planos como esses, que o Brasil e outros países estão desenvolvendo, são essenciais para fomentar uma governança integrada dessas agendas, que são profundamente conectadas às suas fontes de emissão, e para alinhar ações de mitigação desses poluentes em setores-chave”, enfatizou.
A iniciativa conta com o apoio do Pnuma, por meio da Coalizão Clima e Ar Limpo (CCAC) e do Instituto Ambiental de Estocolmo (SEI).
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Brasil
Retomada histórica da participação social no setor da Aquicultura e Pesca no Distrito Federal
O ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, esteve presente nesta sexta-feira (19), na etapa brasiliense da 4ª Conferência Nacional de Aquicultura e Pesca (CNAP), realizada em Brasília, no auditório da Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Distrito Federal (Sema-DF). A conferência contou com as presenças de representantes dos setores da Pesca e Aquicultura, de órgãos públicos, empresários e pescadores artesanais.
Em seu discurso, o ministro Edipo Araujo destacou a pluralidade de atores sociais envolvidos nas discussões sobre a Pesca e Aquicultura no Distrito Federal. “Os temas apresentados na conferência são necessários para o Distrito Federal e para o país. O Governo do Brasil e o MPA não se distanciaram dos pescadores e aquicultores da região, e investimos mais de R$ 2 milhões para fortalecer empreendimentos, com assistência técnica, parcerias com o SENAR, o curso de multiplicadores aquícolas, entre outras ações”, afirmou.
O representante dos aquicultores, Ivan Engler, salientou o desafio da organização da cadeia produtiva na região. “Precisamos discutir neste espaço o avanço de políticas públicas que consigam atingir diretamente a aquicultura e a economia dos produtores, em especial a produção de tilápias”, frisou.
A pescadora do Lago Paranoá, Sebastiana de Almeida, apresentou a realidade da pesca artesanal. “Enfrentamos desafios na pesca no lago e estamos aqui para entender e contribuir para a preservação da pesca artesanal no Paranoá”, disse.
A 4ª Conferência Nacional da Aquicultura e Pesca (CNAP) representa uma retomada histórica, uma vez que a última edição ocorreu em 2009. A realização da CNAP reforça a importância da participação social no setor de Pesca e Aquicultura, colocando em prática o parágrafo único do artigo 193 da Constituição Federal: “O Estado exercerá a função de planejamento das políticas sociais, assegurada, na forma da lei, a participação da sociedade nos processos de formulação, monitoramento, controle e avaliação dessas políticas”.
A etapa nacional acontecerá de 11 a 13 de novembro de 2026, em Brasília (DF), e tem como tema: “De política de governo a política de Estado: sustentabilidade, participação social e continuidade institucional”. Com a realização das conferências, o Governo do Brasil reafirma o compromisso com a participação social para a melhoria do setor aquícola e pesqueiro.
ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura
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