Paraná
MIS-PR inaugura museu satélite em Tunas do Paraná e descentraliza patrimônio cultural
O Museu da Imagem e do Som do Paraná (MIS-PR) inaugurou, nesta quinta-feira (18), seu primeiro satélite no município de Tunas do Paraná, na Região Metropolitana de Curitiba. A inauguração integra o projeto Museus Satélites, política pública inédita do Governo do Estado que leva unidades dos museus estaduais com seus acervos para diferentes regiões paranaenses. Esta foi a quinta entrega de oito unidades que serão inauguradas até o começo de julho.
A inauguração amplia o acesso a um dos maiores acervos culturais do país — com mais de 3 milhões de peças —, até então concentrado na Capital. A partir de 2026, esse patrimônio passa a circular e a se enraizar em diferentes territórios, aproximando-se da população e fortalecendo a relação entre cultura, identidade e pertencimento em todo o Estado.
Durante o evento, a secretária de Estado da Cultura, Luciana Casagrande Pereira, destacou o impacto do novo espaço na preservação da memória. “Nós queremos que as pessoas sintam orgulho de ser paranaenses, e encontrei em Tunas do Paraná um exemplo muito bonito disso. Em todos esses anos percorrendo o nosso Estado, poucas vezes vi uma comunidade com tanto orgulho da sua própria história e da sua terra”, declarou.
Segundo ela, a inauguração vai além da entrega de um equipamento cultural. “Hoje, viemos trazer um museu, mas também saímos daqui aprendendo com os tunenses sobre pertencimento e valorização da identidade local. O Museu da Imagem e do Som chega para ampliar o acesso à cultura e fortalecer esse sentimento de orgulho de ser paranaense”.
O prefeito da cidade, Marco Antônio Baldão, destacou a relevância do novo equipamento para a descentralização cultural e a valorização da identidade local. Segundo ele, a iniciativa consolida o papel do município no cenário estadual.
“Receber um museu satélite do Estado é um reconhecimento da importância da nossa história, da nossa cultura e da identidade do povo tunense. Esse espaço representa uma oportunidade única de aproximar a população da arte, da memória e do conhecimento, fortalecendo o sentimento de pertencimento e mostrando que municípios como Tunas do Paraná também têm muito a contribuir para a cultura do nosso Estado”, disse.
EXPOSIÇÃO – O MIS-PR Tunas do Paraná recebeu a exposição “Objetos da Memória: Tecnologias do Olhar e do Ouvir”, que representa um recorte do acervo tridimensional do museu com objetos que foram fundamentais para a história da fotografia, do som e do audiovisual no século XX. A mostra propõe uma reflexão sobre como a experiência de ver e ouvir foi moldada por meio de tecnologias que, hoje obsoletas, foram essenciais para a constituição da cultura visual e sonora no Brasil e no Paraná.
Câmeras, projetores, microfones, gravadores e aparelhos de reprodução doméstica — objetos antes comuns e funcionais — hoje se tornam vestígios de uma era analógica que formou hábitos, imaginários e modos de expressão. Mais do que ferramentas técnicas, esses equipamentos carregam histórias afetivas, educativas e profissionais, permitindo um mergulho nas práticas culturais de produção e fruição da imagem e do som.
A inauguração cativou professores e alunos. Romeu Gonçalves de Moraes, professor e atual diretor do Colégio Estadual São Francisco de Assis, destacou o impacto pedagógico de enriquecer a cultura dos municípios com novos espaços museais. Para ele, a iniciativa rompe a barreira do isolamento geográfico e fortalece o trabalho docente.
“Nós sabemos o quão bacana, o quão importante é o museu por causa da sua história, da arte, e tudo que podem proporcionar à população dos municípios, que muitas vezes não tem condições de ir até a Capital. Eu vejo que isso é um brilho para nossa cidade, receber o museu satélite e todo o benefício que ele vai trazer para a arte, para a cultura e para a educação, disse.
Para a estudante Pâmela dos Santos, 11 anos, conhecer televisões e rádios antigos é como abrir as portas para um mundo novo. “Eu nunca tinha ido a um museu e achei muito legal. Vou falar para os meus pais virem comigo da próxima vez, nunca tinha visto um rádio com porta, então quero mostrar pra eles”, contou Pâmela.
A empolgação para finalmente ver a exposição que estava sendo anunciada desde o começo do ano valeu a pena, diz Laura Prestes, 12 anos. “Eu queria muito ver o museu e agora chegou na minha cidade. Gostei muito e achei as televisões bem interessantes”.
MUSEUS SATÉLITES – Os Museus Satélites consolidam uma nova etapa da política de descentralização cultural do Paraná. Nos últimos anos, a Secretaria de Estado da Cultura já vinha ampliando a presença dos equipamentos estaduais fora da Capital com iniciativas como a unidade do Museu Oscar Niemeyer em Cascavel e o projeto MON Sem Paredes, no Parque Estadual de Vila Velha.
Agora, pela primeira vez, o Estado estrutura uma rede ampla de museus estaduais em diferentes regiões paranaenses, com programação contínua, ações educativas e circulação regular de acervos. Mais do que exposições itinerantes, os Museus Satélites representam uma transformação estrutural na presença da política cultural nos territórios.
Já foram inaugurados museus em Londrina e Pato Branco (Museu Paranaense), Maringá (Museu de Arte Contemporânea do Paraná), Paranaguá e Ponta Grossa (Museu Casa Alfredo Andersen). Além de Tunas do Paraná, o MIS-PR também irá para Guarapuava e Cascavel receberá a segunda unidade do MAC-PR.
Saiba mais sobre o projeto Museus Satélites AQUI.
Serviço:
Museu Satélite | MIS Tunas do Paraná
Horário: segunda a sexta, das 8h às 17h; sábado, das 9h às 18h
Endereço: Rua João dos Santos Costa, 161 – Tunas do Paraná
Entrada gratuita
Fonte: Governo PR
Paraná
Prazo para adesão a repasses para promoção da igualdade racial termina segunda-feira
O prazo para que os municípios paranaenses formalizem adesão aos repasses do Fundo Estadual de Promoção da Igualdade Racial (Fundeppir) termina nesta segunda-feira (22). Ao todo, o Governo do Estado, por meio da Secretaria da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa (Semipi), disponibiliza R$ 2,4 milhões para fortalecer políticas públicas voltadas à promoção da igualdade racial, ao enfrentamento do racismo e à valorização de povos e comunidades tradicionais.
Os recursos estão previstos em duas resoluções publicadas pela Semipi. A Resolução nº 124/2026 destina R$ 1,66 milhão a 23 municípios pré-habilitados para execução de ações voltadas à população negra, povos indígenas, povos ciganos, quilombolas e povos de terreiro. Já a Resolução nº 125/2026 disponibiliza R$ 740 mil para municípios que possuem Atestado de Regularidade de Conselho e Fundo (ARCF) válido, emitido entre 2025 e 2026, e que desenvolvem ações junto a povos indígenas, comunidades quilombolas, povos ciganos e comunidades tradicionais de matriz africana e de terreiro.
A adesão deve ser feita por meio do Sistema de Acompanhamento do Cofinanciamento Estadual Fundo a Fundo (SIFF), com a formalização do Termo de Adesão e do Plano de Ação aprovados pelos Conselhos Municipais de Promoção da Igualdade Racial. O prazo é improrrogável.
Segundo a secretária estadual da Semipi, Mariana Néris, o cofinanciamento representa um avanço na descentralização das políticas públicas de igualdade racial no Paraná. “Estamos fortalecendo a atuação dos municípios para que possam desenvolver ações concretas de enfrentamento ao racismo, valorização da diversidade e promoção dos direitos das populações historicamente racializadas. É um investimento que amplia a capacidade local de atendimento e garante que essas políticas cheguem de forma mais efetiva aos territórios”, afirma.
Os recursos poderão ser aplicados em ações de prevenção às violências raciais, campanhas de sensibilização, formação antirracista, programas de empregabilidade e empreendedorismo, fortalecimento dos organismos municipais de promoção da igualdade
De acordo com a diretora de Igualdade Racial, Povos e Comunidades Tradicionais da Semipi, Ivânia Ramos, o cofinanciamento reforça o protagonismo do Paraná na promoção da igualdade racial e oferece aos municípios condições para estruturar e ampliar políticas públicas voltadas às populações historicamente racializadas.
Segundo ela, o Paraná foi pioneiro ao instituir o repasse fundo a fundo para a política de igualdade racial. “Com esses recursos, os municípios podem fortalecer suas ações, ampliar o atendimento e desenvolver iniciativas que promovam direitos, enfrentem as desigualdades raciais e valorizem a diversidade presente em seus territórios”, disse.
Além do financiamento de ações, os municípios contemplados deverão participar de capacitações e atividades de acompanhamento promovidas pela Semipi e pelo Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial (Consepir), além de prestar contas da execução dos recursos por meio do sistema estadual de monitoramento.
PARANÁ É PIONEIRO – O modelo permite a transferência direta de recursos do Fundo Estadual de Promoção da Igualdade Racial (Fundeppir) para os fundos municipais, fortalecendo a execução de ações locais de enfrentamento ao racismo e valorização da diversidade étnico-racial.
Fonte: Governo PR
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