Paraná
Bombeiros do Paraná consolidam atuação aérea com formação de novos pilotos
O Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) realizou nesta quinta-feira (18), no Aeroporto do Bacacheri, em Curitiba, a cerimônia de entrega dos certificados de conclusão do curso de Piloto Privado de Helicóptero aos quatro oficiais que reforçarão o Grupo de Resgate Aéreo (GRAER) da corporação.
Participaram da cerimônia o subcomandante-geral do CBMPR, coronel Jonas Emmanuel Benghi Pinto; o Chefe do Estado-Maior, coronel Fábio Roberto de Azevedo Thereza; o comandante do 1º Batalhão de Bombeiro Militar, tenente-coronel Marcelo Silva; o comandante do GRAER, major Alexandre Creplive Zem; entre outros bombeiros, policiais militares e familiares dos novos pilotos.
Esta primeira fase da formação marca mais um passo no fortalecimento da capacidade operacional da unidade aérea dos bombeiros paranaenses. Os novos pilotos foram selecionados em concurso interno realizado em 2025 e agora avançam para a fase de treinamento específica das operações aéreas do CBMPR. Quando concluírem todas as etapas previstas, estarão aptos a atuar como copilotos em missões de resgate, salvamento, remoção aeromédica e apoio operacional em todo o Paraná.
Segundo o comandante do GRAER, major Alexandre Creplive Zem, a formação representa um marco importante para o futuro da unidade. “Essa conclusão representa a renovação das gerações de pilotos do Corpo de Bombeiros e o aumento de nossa capacidade operacional. Com a formação desses novos profissionais, ampliamos nossa disponibilidade de tripulações e fortalecemos a estrutura necessária para atender à população com ainda mais eficiência”, afirma.
OPERAÇÕES AÉREAS – Embora a habilitação recém-concluída seja a mesma exigida para pilotos civis, a preparação para atuar no GRAER envolve uma série de treinamentos adicionais voltados especificamente às missões desempenhadas pelo Corpo de Bombeiros. Agora, os futuros pilotos participarão do Curso de Coordenador de Operações Aéreas, com aulas teóricas, exercícios práticos no helicóptero da corporação e estágio operacional supervisionado.
“Nas missões do GRAER não existe apenas o piloto. Atuamos ao lado de médicos, enfermeiros e operadores aerotáticos que desempenham funções essenciais para o sucesso da operação. Aprender a trabalhar de forma integrada com toda a equipe será um dos grandes desafios dessa próxima fase”, ressalta o tenente Marxoel Ferreira de Almeida, um dos novos pilotos certificados.
“A atividade aérea é algo bem complexo e as missões do Corpo de Bombeiros acrescentam desafios ainda maiores. Muitas vezes atuamos em áreas de montanha, locais de difícil acesso ou cenários de salvamento com espaço restrito para a aeronave. É uma atividade extremamente especializada e que exige treinamento constante. Poder participar desse momento de consolidação do GRAER e da estruturação da aviação própria dos bombeiros é motivo de muito orgulho”, complementa seu colega de formação, tenente William Steffen Risardi.
MISSÕES – Embora os bombeiros militares do Paraná atuem há anos nas operações aéreas da segurança pública estadual, a atividade ganhou novo impulso com a criação do Grupo de Resgate Aéreo (GRAER) e a incorporação do helicóptero Arcanjo 01, primeira aeronave dedicada exclusivamente às missões do CBMPR.
Os novos pilotos compartilham o desafio de se preparar para uma atividade que exige alto nível técnico e tem impacto direto no atendimento à população. “Durante as ocorrências eu acompanhava a atuação das aeronaves em acidentes, buscas e resgates e percebia a importância desse recurso para reduzir o tempo de resposta e ampliar as chances de sobrevida das vítimas. Poder participar agora da construção dessa nova fase do GRAER é uma honra e uma grande responsabilidade”, afirma o tenente Gabriel Vinícius Medeiros Oliveira, um dos novos pilotos.
Completando a nova equipe de pilotos certificados, o tenente Gabriel Scardua Dias ressalta a relevância do serviço aéreo para a população. “A aviação da segurança pública tem um valor inestimável para os bombeiros, policiais e para a saúde pública. Quem já precisou ser resgatado por uma aeronave sabe muito bem a dimensão desse trabalho. Nossa expectativa é contribuir para o fortalecimento dessa atividade e ampliar ainda mais a capacidade de salvar vidas”, destaca.
Após a conclusão das próximas etapas de formação, os quatro oficiais passarão a integrar as tripulações do GRAER, reforçando a capacidade operacional do CBMPR em missões de resgate, salvamento e atendimento aeromédico em diferentes regiões do Paraná.
Fonte: Governo PR
Paraná
Ministério Público do Paraná participa de audiência pública promovida pelo Supremo Tribunal Federal em Brasília para debater aspectos da Lei Antifacção
O Ministério Público do Paraná participou nesta semana, em Brasília (DF), de audiência pública promovida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para discutir aspectos da Lei 15.358/2026, a chamada “Lei Antifacção”. Nos dias 24 e 25 de agosto, 17 expositores, entre autoridades, especialistas, integrantes do sistema de Justiça e representantes da sociedade civil, participaram dos debates com contribuições que serão consideradas pelo STF no julgamento de Ações Diretas de Inconstitucionalidade que questionam a Lei. O MPPR esteve representado no primeiro dia de exposições pelo Procurador de Justiça Rodrigo Régnier Chemim Guimarães, coordenador-geral do Centro de Apoio Operacional das Promotorias Criminais, do Júri e de Execuções Penais e coordenador da Coordenadoria de Recursos Criminais do MPPR.
Convocada pelo ministro Alexandre de Moraes, a audiência pública busca ouvir diferentes posições sobre os efeitos da legislação no combate ao crime organizado e na preservação de direitos e garantias constitucionais.
Constitucionalidade – Em sua fala, Chemim defendeu a constitucionalidade de dois dispositivos questionados nas ações: a causa de aumento de pena de 2/3 ao dobro para as lideranças de facções criminosas e a vedação do livramento condicional nesses casos.
Um dos principais argumentos apresentados foi o de que as novas regras não produzem a chamada “perpetuidade branca”, apontada nas ações como possível consequência da legislação. Segundo o Procurador de Justiça, a progressão de regime para líderes de facções permanece possível, sendo aplicável o percentual de 75% da pena, e não de 85%, como sustentado nas ações. Além disso, o cálculo do tempo necessário à progressão deve considerar as hipóteses de remição da pena por trabalho, estudo e leitura, que são cumuláveis e, em premissas conservadoras apresentadas na audiência, podem alcançar 214 dias de remição por ano.
Chemim demonstrou que, mesmo em cenários de penas elevadas, a conjugação entre progressão e remição permite que o condenado alcance o requisito temporal dentro do limite máximo de 40 anos de cumprimento da pena estabelecido pelo Código Penal. Em um dos exemplos apresentados, para uma pena de 60 anos, os 75% exigidos para a progressão correspondem a 45 anos de pena cumprida, marco que, consideradas as possibilidades de remição, poderia ser alcançado com aproximadamente 28 anos e 4 meses de efetiva custódia. “Não há impossibilidade matemática. Não há ‘perpetuidade branca’. O que há é um cálculo equivocado feito sem as variáveis que a própria lei preservou”, afirmou.
Em relação à vedação do livramento condicional, o Procurador de Justiça sustentou que o instituto não constitui garantia constitucional e que sua restrição já é prevista pelo ordenamento jurídico em outras hipóteses. Ressaltou ainda que a função ressocializadora da pena permanece preservada, uma vez que a progressão de regime não foi eliminada. Assim, diferentemente de um regime integralmente fechado, o condenado mantém mecanismos concretos para avançar no cumprimento da pena.
Ao comentar dados constantes de pesquisa Datafolha realizada a pedido do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Chemim lembrou que, para 42,2 milhões de brasileiros, as organizações criminosas chegam a impor regras de convivência, afetando a rotina diária de expressiva parcela da população. “Trata-se da liberdade de ir e vir cotidianamente suprimida por particulares armados, que ocupam espaços nos quais a proteção estatal se mostra insuficiente. Essa realidade exige respostas normativas mais rigorosas e eficazes, especialmente em relação às lideranças das facções criminosas”.
Destacando a importância da preservação dos direitos das vítimas, o Procurador de Justiça completou: “Se há um ‘direito à esperança’ a ser preservado, ele também deve ser reconhecido às vítimas cotidianas dessas organizações: a esperança de viverem livres do medo, da coerção e do domínio territorial exercido pelo crime”.
As contribuições apresentadas ao longo dos dois dias serão consideradas no julgamento das Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs 7952, 7956, 7957 e 7958) que questionam a Lei 15.358/2026, que instituiu o Marco Legal do Combate ao Crime Organizado. Relatadas pelo ministro Alexandre de Moraes, as ações discutem, entre outros pontos, regras sobre prisão, execução penal, comunicação entre advogados e presos e perda de bens.
Assessoria de Comunicação
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(41) 3250-4264
Fonte: Ministério Público PR
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