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Brasil

Senasp abre inscrições para pós-graduação em inteligência e Inovação no enfrentamento ao crime organizado

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Brasília, 29/01/2026 – A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), por meio da parceria com a Diretoria de Ensino e Pesquisa (DEP) da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), abriu as inscrições para a segunda edição da Especialização em Inteligência e Inovação Aplicadas no Enfrentamento ao Crime Organizado. O curso é voltado à qualificação de profissionais que atuam no Sistema Único de Segurança Pública (Susp). O início das aulas está previsto para março de 2026.

Ao todo, são oferecidas 270 vagas para profissionais da Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Técnico-Científica, Corpo de Bombeiros, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Federal, Polícia Penal Estadual e Polícia Penal Federal de todo o Brasil, conforme os critérios estabelecidos em edital.

As inscrições seguem abertas até 22 de fevereiro deste ano e devem ser feitas exclusivamente pelo portal da UFSC, no endereço:
https://inteligenciaeinovacao.paginas.ufsc.br/edital/

A especialização foi estruturada para responder aos desafios contemporâneos do enfrentamento ao crime organizado, com foco no uso estratégico da inteligência e da inovação tecnológica. A proposta pedagógica prevê a aplicação de ferramentas como big data, inteligência artificial, análise de dados e geoprocessamento, aliadas a metodologias tradicionais de investigação e análise criminal.

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Segundo o Secretário Nacional de Segurança Pública, Mario Sarrubbo, o investimento em formação qualificada é um dos pilares da política nacional de segurança pública. “O enfrentamento ao crime organizado exige capacidade técnica, integração entre instituições e domínio de ferramentas modernas de inteligência. Essa especialização fortalece a atuação dos profissionais do Susp e consolida uma estratégia nacional baseada em conhecimento, inovação e cooperação federativa”, afirma.

A formação adota uma abordagem multidisciplinar, com a incorporação de dimensões legais, econômicas, tecnológicas e sociais do fenômeno criminal. Também estimula o trabalho colaborativo entre diferentes órgãos de segurança pública.

Formação estratégica e inovação aplicada

A diretora de Ensino e Pesquisa do MJSP, Michele dos Ramos, ressalta que a iniciativa reafirma o compromisso da Senasp com a qualificação permanente dos profissionais da área. “A pós-graduação em Inteligência e Inovação foi concebida para articular teoria e prática, promovendo uma formação avançada que dialogue com a complexidade dos territórios e com as novas dinâmicas do crime organizado. Trata-se de uma política estruturante, que valoriza o conhecimento como ferramenta essencial para a segurança pública”, destaca.

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A especialização integra o conjunto de ações desenvolvidas pela Senasp no âmbito da Rede Nacional de Altos Estudos em Segurança Pública (Renaesp), rede que articula instituições de ensino superior e órgãos de segurança pública em todo o Brasil, com foco na produção de conhecimento aplicado e na formação de alto nível para o Susp.

Com a abertura da segunda turma, o MJSP amplia o alcance de uma iniciativa que busca consolidar práticas inovadoras, promover a integração institucional e qualificar a atuação dos profissionais responsáveis pela prevenção e repressão ao crime organizado em âmbito nacional.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Ministro Luiz Marinho recebe proposta tripartite para regulamentação do trabalho no comércio aos feriados

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O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, recebeu nesta quinta-feira (25) o relatório final do Grupo de Trabalho Tripartite do Comércio Varejista. O colegiado foi instituído em fevereiro deste ano com o objetivo de aprimorar a Portaria MTE nº 3.665/2023, que trata do trabalho em dias de feriado. As entidades representativas dos trabalhadores e dos empregadores entregaram uma proposta de minuta, que segue agora para parecer jurídico do Ministério antes de ser formalmente assinada.

Na proposta, as bancadas pedem que seja concedida, em caráter permanente, autorização para o trabalho aos feriados em algumas atividades específicas do setor de comércio, bens, serviços e turismo. A Portaria MTE nº 3.665/2023 entrou em vigor no dia 27 de maio de 2026. O texto estabeleceu que o trabalho no comércio em geral nos feriados fica condicionado à autorização por Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), firmada entre os sindicatos de trabalhadores e de empregadores. Com isso, a medida restabeleceu a legalidade da Lei nº 10.101/2000, que já previa a exigência de convenção coletiva para essas atividades.

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Ao receber o documento, Luiz Marinho agradeceu o esforço da bancada dos trabalhadores e dos empregadores, destacando a importância do diálogo permanente entre as partes envolvidas. Ele reiterou que o Ministério está sempre aberto ao diálogo, mesmo em temas complexos. “Às vezes, dá mais trabalho conversar, mas também dá mais efetividade. É possível fazer a canetada em menos tempo, mas nós não acreditamos nesse processo. Acreditamos, valorizamos e estimulamos o diálogo. Costumo dizer que, se as duas bancadas estão de acordo na mesa, é desnecessário que o governo interfira. O papel do governo é coordenar, estimular e, muitas vezes, provocar o diálogo entre as partes”, ressaltou o ministro.

O vice-presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC), Guiomar Vidor, avaliou o processo de negociação de forma positiva e afirmou que o diálogo entre as bancadas foi maduro, sempre buscando atender às demandas apresentadas. Segundo ele, a proposta entregue ao MTE contempla atividades consideradas essenciais para o setor de comércio, bens, serviços e turismo, permitindo a utilização da mão de obra nos feriados de acordo com as especificidades do setor, mas atendendo aos requisitos da legislação. “São atividades em que as empresas não podem ter sua atividade suspensa. Foi nesse sentido que construímos a proposta”, explicou Vidor.

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O presidente da Fecomércio São Paulo e diretor da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), Ivo Dall’Acqua Junior, elogiou a posição do ministro Luiz Marinho em relação ao processo de negociação e à autonomia coletiva privada. “O ministro disse que não iria ‘canetar’, que teríamos que decidir por sermos os operadores. Isso foi magnífico e merece ser realçado. Essa atitude atende ao espírito do tripartismo, em que o Estado atua como mediador e encaminhador das soluções dos conflitos”, declarou Dall’Acqua.

 

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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