Brasil
Ministério da Saúde mobiliza sociedade na elaboração de propostas para a Agenda 2030 da ONU
O Ministério da Saúde realiza, neste mês de maio, em parceria com movimentos sociais e instituições, Conferências Livres, uma das etapas preparatórias para a 1ª Conferência Nacional dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que ocorrerá entre os dias 29 de junho e 2 de julho, em Brasília. Nos encontros, serão elaboradas propostas que vão contribuir com as recomendações do Brasil para a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, um compromisso firmado pelos 193 Estados-membros da Organização das Nações Unidas (ONU), que estabelece um plano de ação estruturado em 18 ODS para enfrentar os desafios globais.
As Conferências Livres organizadas pelo Ministério da Saúde e parceiros focados no ODS 3 – Saúde e Bem-Estar são direcionados a estratégias públicas, com destaque para dois grupos sociais: o Grupo da Terra e o Grupo Periferia, Favelas e Comunidades Urbanas, além de movimentos sociais históricos:
- 14 de maio (9h às 17h) – Conferência Livre com o Grupo da Terra, em formato virtual com inscrições abertas até 12 de maio mediante preenchimento do formulário.
- 20 de maio (9h às 17h) – Conferência Livre voltada às Periferias, Favelas e Comunidades Urbanas, em formato virtual, com inscrições abertas até 17 de maio mediante preenchimento do formulário de inscrição.
Podem participar gestores públicos, organizações da sociedade civil, representantes de movimentos sociais, coletivos periféricos, universidades, estudantes, usuários e trabalhadores do Sistema Único de Saúde (SUS) e demais interessados na Agenda 2030. A mobilização conta com a parceria de instituições como o Conselho Nacional de Saúde (CNS), o Centro Brasileiro de Estudos em Saúde (Cebes), o Mapa dos Movimentos Sociais, a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) e a Frente pela Vida.
Os debates nas Conferências Livres serão orientados por seis eixos estruturantes dos ODS, fundamentais para orientar os debates, ações e propostas: democracia e instituições fortes; sustentabilidade ambiental; promoção da inclusão social e combate às desigualdades; inovação tecnológica para o desenvolvimento sustentável; governança participativa; colaboração multissetorial; e financiamento da Agenda 2030.
Para o diretor do Departamento de Gestão Interfederativa e Participativa (DGIP) do Ministério da Saúde, André Bonifácio de Carvalho, a participação social é indispensável à construção de políticas públicas. “Os marcos dos ODS, construídos coletivamente com a sociedade, vêm sendo progressivamente incorporados às estratégias nacionais de desenvolvimento do país, nas quais estamos obtendo grandes resultados. Nesse contexto, a realização da 1ª Conferência Nacional é estratégica para o fortalecimento da mobilização social, da governança e da construção participativa de propostas para o país”, afirmou.
Próximas etapas
A etapa das Conferências Livres ocorre em todo o Brasil, organizada por diversas instituições envolvidas com a pauta dos ODS. Como resultado, todas as conferências poderão elaborar de uma a seis propostas, alinhadas aos eixos estruturantes e eleger um delegado para cada 60 participantes, que representará sua região na Etapa Nacional e participará diretamente da elaboração das propostas do Brasil para a Agenda 2030.
As conferências constituem uma etapa preparatória central para a Conferência Nacional dos ODS, caracterizando-se como espaços abertos, plurais e descentralizados de mobilização social e de promoção do debate público sobre os ODS. Seus principais objetivos incluem: ampliar a participação social na Agenda 2030; sensibilizar diferentes segmentos sociais; identificar propostas a partir dos territórios; fortalecer a articulação entre governo, sociedade civil e instituições para a elaboração das propostas.
Objetivos da Agenda 2030
A Agenda 2030 está estruturada em 17 ODS e 169 metas, além disso, em 2023 o Brasil propôs à ONU a criação do ODS 18 – Promoção à Igualdade Étnico Racial. Entre os objetivos específicos dos ODS no Brasil estão: mobilizar diferentes segmentos sociais e institucionais para o engajamento com os ODS; avaliar a implementação da Agenda 2030 nos territórios brasileiros; identificar propostas e boas práticas já em curso no país; fortalecer a articulação entre governo, sociedade civil e setor privado; promover a institucionalização da Agenda 2030 nas políticas públicas; difundir experiências exitosas e estimular estratégias para o futuro do desenvolvimento sustentável no Brasil.
Jaciara França
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
Brasil
MMA e prefeitos debatem adaptação climática e fortalecem cooperação federativa para enfrentar eventos extremos
O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) recebeu, na quinta-feira (18/6), representantes da Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP) e gestores municipais para discutir o fortalecimento da cooperação entre União, estados e municípios na implementação de ações de adaptação e resiliência climática.
A agenda reuniu o deputado federal Leonardo Prates, presidente da Comissão Especial de Prevenção e Auxílio a Desastres e Calamidades Naturais da Câmara dos Deputados, além de prefeitas e prefeitos de municípios como Juiz de Fora (MG), Angra dos Reis (RJ), Betim (MG), Montes Claros (MG), Maringá (PR), São José dos Pinhais (PR) e Santa Bárbara do Tugúrio (MG).
O encontro ocorreu em um contexto de preparação diante das previsões de formação do fenômeno El Niño no segundo semestre de 2026, cujos impactos podem agravar a ocorrência de eventos climáticos extremos, como enchentes, deslizamentos, secas e incêndios florestais em diferentes regiões do país.
Na ocasião, o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, destacou as medidas adotadas pelo Governo do Brasil para enfrentar os impactos previstos e reforçou a importância da cooperação entre União, estados e municípios para reduzir riscos e fortalecer a capacidade de resposta a eventos climáticos extremos.
“Estamos trabalhando de forma integrada e antecipada para enfrentar os desafios que se apresentam. A participação dos municípios é fundamental para que possamos avançar em ações de prevenção, adaptação e resposta aos eventos extremos”, afirmou.
Ao apresentar o conjunto de ações em andamento, Capobianco informou que o Governo do Brasil mantém salas de situação coordenadas pela Casa Civil para monitorar riscos relacionados a incêndios florestais, estiagens, isolamento de comunidades e eventos decorrentes do excesso de chuvas, permitindo respostas mais rápidas e articuladas diante de cenários de emergência.
Durante o encontro, prefeitas e prefeitos apresentaram desafios enfrentados pelos municípios diante do aumento da frequência e da intensidade dos eventos climáticos extremos, além de propostas para ampliar a cooperação federativa, fortalecer mecanismos de financiamento e simplificar o acesso a recursos destinados à prevenção e adaptação.
O presidente da FNP e prefeito de Porto Alegre (RS), Sebastião Melo, ressaltou a importância da integração entre os diferentes níveis de governo. “Se nós, os entes federados, estados, União e municípios, ficarmos juntos sobre esse tema, já é difícil. Se estivermos separados, será pior. A cooperação precisa ser intensa”, afirmou.
Federalismo climático e cidades resilientes
Entre os destaques da reunião esteve a apresentação do programa AdaptaCidades, iniciativa do MMA que apoia os municípios na elaboração de estratégias de adaptação climática, planejamento territorial e gestão de riscos. O programa oferece capacitação técnica e ferramentas para que as cidades possam identificar vulnerabilidades, estruturar projetos de prevenção de desastres e fortalecer a resiliência urbana diante dos impactos das mudanças do clima.
Capobianco destacou que os municípios desempenham papel central na implementação das políticas climáticas e que o ministério pretende ampliar o diálogo com os gestores locais.
Também foi apresentada a Câmara de Articulação Interfederativa (CAI), instância consultiva vinculada ao Comitê Interministerial sobre Mudança do Clima (CIM). A iniciativa tem como objetivo ampliar a participação de estados, Distrito Federal e municípios na formulação, implementação e avaliação das políticas públicas de mitigação e adaptação às mudanças do clima, fortalecendo o diálogo federativo e incorporando as realidades locais ao processo decisório.
A reunião também foi marcada pela apresentação do programa Cidades Verdes Resilientes. Coordenado pelo MMA, a iniciativa reúne ações voltadas à arborização urbana, soluções baseadas na natureza, gestão de resíduos, economia circular e construção sustentável, apoiando os municípios na redução de vulnerabilidades climáticas e na melhoria da qualidade de vida da população.
O secretário nacional de Meio Ambiente Urbano, Recursos Hídricos e Qualidade Ambiental do MMA, Adalberto Maluf, apresentou iniciativas em andamento para ampliar a adaptação das cidades brasileiras aos efeitos da mudança do clima, incluindo o Plano Nacional de Arborização Urbana, o Plano Nacional de Resfriamento das Cidades e mecanismos de apoio à elaboração de projetos aptos a acessar linhas de financiamento.
Financiamento e apoio aos municípios
Durante o encontro, também foram apresentados instrumentos financeiros disponíveis para estados e municípios, incluindo recursos do Fundo Clima e do Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA), além de medidas recentemente adotadas para simplificar o repasse de recursos destinados à prevenção e ao combate aos incêndios florestais.
Uma das iniciativas estabelece regras para transferências mais ágeis de recursos do FNMA a estados e municípios, dispensando a celebração de convênios. A medida, instituída pelo Decreto n° 13.013/2026, busca conferir maior celeridade e efetividade à descentralização dos recursos, fortalecendo a capacidade local de resposta aos incêndios florestais e às demandas relacionadas à proteção animal. Como contrapartida, os entes federativos deverão elaborar seus planos de combate a incêndios no prazo de até 18 meses.
Ao final da reunião, representantes do MMA e da FNP concordaram em fortalecer o diálogo institucional e estabelecer uma agenda permanente de cooperação voltada à implementação de ações de adaptação climática, prevenção de desastres e promoção do desenvolvimento urbano resiliente.
“O federalismo climático e a integração federativa são fundamentais. Precisamos fortalecer essa parceria para capacitar os municípios, melhorar o planejamento e preparar as cidades para enfrentar os desafios da emergência climática”, concluiu Capobianco.
Também participaram da agenda a secretária-executiva do MMA, Anna Flávia Franco; o secretário-executivo adjunto da pasta, Guilherme Checco; o secretário extraordinário de Controle do Desmatamento e Ordenamento Ambiental Territorial, André Lima; e a secretária substituta de Mudança do Clima, Lidiane Melo.
Pela FNP, participaram Sebastião Melo, prefeito de Porto Alegre (RS) e presidente da entidade; Nina Singer, prefeita de São José dos Pinhais (PR); Donatinho, prefeito de Santa Bárbara do Tugúrio (MG); Guilherme Guimarães, prefeito de Montes Claros (MG); Cláudio Ferretti, prefeito de Angra dos Reis (RJ); e Silvio Barros, prefeito de Maringá (PR).
Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
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