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Tecnologia com Inteligência Artificial ajuda produtores a combater ferrugem asiática da soja

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Ferrugem asiática: ameaça que desafia o campo e impulsiona a inovação

Considerada uma das doenças mais severas da cultura da soja, a ferrugem asiática continua sendo um dos principais desafios enfrentados pelos produtores brasileiros. Causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, a enfermidade pode causar perdas de até 80% na lavoura, segundo dados da Embrapa, além de gerar custos de controle que ultrapassam US$ 2 bilhões por safra.

Diante desse cenário, cientistas brasileiros desenvolveram uma plataforma digital baseada em inteligência artificial (IA) para o diagnóstico e monitoramento da ferrugem asiática da soja. O sistema combina dados climáticos, agronômicos e imagens digitais das folhas, permitindo gerar relatórios de risco e recomendações técnicas de manejo em tempo real.

Plataforma combina dados climáticos e imagens para prever a doença

A ferramenta, hospedada em nuvem, foi desenvolvida dentro do projeto “Ferramenta Digital Avançada para o Gerenciamento de Riscos Agrícolas”, financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). O trabalho fez parte do doutorado do cientista da computação Ricardo Alexandre Neves, na UFSCar, sob orientação do pesquisador Paulo Cruvinel, da Embrapa Instrumentação.

A pesquisa, publicada no periódico internacional AgriEngineering em julho de 2025, apresentou o estudo “A Cloud-Based Intelligence System for Asian Rust Risk Analysis in Soybean Crops”.

O sistema integra sensores ambientais, parâmetros de cultivo (como variedade, espaçamento e época de plantio) e imagens digitais das folhas. Os dados são exibidos em um painel on-line interativo, que permite acompanhar séries históricas e monitorar o avanço da doença.

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Diagnóstico de risco com precisão e eficiência

A tecnologia foi desenvolvida por meio de pesquisa a campo (on-farm research), diretamente em áreas produtivas. O modelo classifica o risco da doença em três níveis – baixo, médio e alto –, com base em variáveis climáticas e biológicas.

Segundo Neves, o sistema usa inferência estatística para cruzar dados como umidade relativa acima de 90%, temperaturas entre 15°C e 28°C e tempo de molhamento foliar, fatores determinantes para o desenvolvimento do fungo. A análise combina ainda padrões de cor das folhas (verde, amarelo, marrom) para indicar o estágio de evolução da doença.

O modelo adota o método de Cadeias Ocultas de Markov, que apresentou 100% de acerto nos testes realizados, superando metodologias anteriores, como a lógica difusa (Fuzzy).

“O modelo criado permite estruturar uma base completa de regras, considerando diferentes condições em que a doença pode surgir, oferecendo suporte preciso à tomada de decisão no campo”, explica o pesquisador Paulo Cruvinel.

Aplicação prática e benefícios ambientais

Durante os quatro anos de testes, os cientistas usaram a cultivar BRS 536, da Embrapa Soja, em áreas georreferenciadas na região de Poxoréu. Foram processados mais de 2 gigabytes de dados por ciclo produtivo, reunindo informações climáticas e imagens capturadas sob condições controladas de iluminação.

O sistema permite ao produtor monitorar a presença e o estágio da ferrugem asiática, oferecendo recomendações agronômicas personalizadas. Os relatórios ficam disponíveis na aba “Recomendações Agrícolas” do painel e incluem um link direto para o AGROFIT, ferramenta oficial do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), que reúne informações sobre defensivos registrados no país.

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Segundo os pesquisadores, a tecnologia reduz o uso excessivo de fungicidas, evita diagnósticos falso-positivos e promove uso mais racional de defensivos agrícolas, diminuindo impactos ambientais e custos de produção.

Sistema validado por especialistas da Embrapa Meio Ambiente

O modelo foi validado por especialistas da Embrapa Meio Ambiente, como os fitopatologistas Bernardo Halfeld-Vieira e Katia Nechet, que destacaram a precisão das previsões climáticas e agronômicas.

“Na prática, o método permite que o produtor adote medidas de controle antes que a doença atinja alta severidade, escolhendo o momento ideal para a aplicação de fungicidas”, ressaltam os pesquisadores.

Formação acadêmica e impacto na educação

Além do impacto direto no campo, o projeto também vem sendo aplicado no ensino técnico e superior. O professor Ricardo Neves, atualmente no Instituto Federal de São Paulo (IFSP), utiliza o sistema como caso prático em sala de aula, demonstrando como a computação pode resolver desafios reais da agricultura.

Segundo o pesquisador, essa integração entre ciência da computação e agronomia contribui para formar profissionais com visão interdisciplinar, preparados para enfrentar os desafios da agricultura digital e sustentável.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mapa publica editais para credenciamento de laboratórios

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou os Editais SDA/Mapa nº 16/2026 e nº 17/2026, que abrem processo de credenciamento de laboratórios para atuação em diferentes áreas analíticas no âmbito da defesa agropecuária.

O Edital SDA/Mapa nº 16/2026 destina-se ao credenciamento de laboratórios nas áreas de Físico-Química de Produtos de Origem Animal, Físico-Química de Produtos de Origem Vegetal, Microbiologia de Alimentos e Água, Resíduos e Contaminantes em Alimentos, Físico-Química de Alimentos para Animais e Físico-Química de Vinhos, Bebidas e Fermentados Acéticos.

Já o Edital SDA/Mapa nº 17/2026 contempla o credenciamento de laboratórios na área de Qualidade do Leite.

Os credenciamentos serão realizados conforme as disposições da Lei nº 14.515, de 29 de dezembro de 2022, da Lei nº 8.171, de 17 de janeiro de 1991, do Decreto nº 5.741, de 30 de março de 2006, da Portaria Mapa nº 747, de 23 de dezembro de 2024, e das demais normas aplicáveis.

Os requisitos para participação, a documentação exigida, o cronograma, os prazos de inscrição e de apresentação da documentação, bem como as orientações para envio das propostas e os canais para esclarecimento de dúvidas, constam dos respectivos editais. Os interessados devem consultar atentamente o documento correspondente antes de realizar a inscrição.

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Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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