Agro
Mercado de frango mantém margens positivas e segue em expansão, aponta Itaú BBA
Setor avícola mantém desempenho sólido apesar de custos mais altos
O Agro Mensal, relatório divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, apresentou uma análise detalhada sobre o mercado de frango, destacando um cenário de equilíbrio nos preços, margens favoráveis e expansão da produção.
Mesmo com custos de ração em alta e queda nas exportações, a rentabilidade do setor continua acima da média histórica, sustentando um desempenho sólido para o fechamento de 2025 e perspectivas positivas para 2026.
Exportações desaceleram, mas seguem diversificadas
As exportações brasileiras de carne de frango in natura registraram retração em novembro, passando de 435 mil toneladas em outubro para 395 mil toneladas, uma queda de 5,2% em relação a novembro de 2024.
No acumulado dos onze primeiros meses de 2025, o volume exportado recuou 7,8%, mas ao incluir os produtos industrializados, a redução total foi de apenas 1,5%.
Apesar do recente desbloqueio do mercado chinês, os embarques in natura para o país asiático continuam zerados. Ainda assim, o Brasil mantém uma ampla diversificação de destinos: os Emirados Árabes Unidos, principal comprador, respondem por apenas 10% do total exportado.
Custos de ração sobem, mas margens seguem acima da média
Os insumos da ração, como milho e farelo de soja, apresentaram aumento expressivo nos últimos meses. No Paraná, entre julho e novembro, os preços subiram 10% e 11%, respectivamente.
Segundo a Embrapa, esses custos ainda não foram totalmente repassados à cadeia produtiva, o que mantém o spread médio do frango abatido em torno de 41%, bem acima da média histórica de 35%.
Preços estáveis e leve tendência de alta no curto prazo
Os preços do frango permaneceram estáveis desde o início de novembro, após a recuperação registrada entre setembro e outubro. O frango inteiro congelado em São Paulo apresenta cotações similares às do final de 2024, com viés de alta no curto prazo, impulsionado pela maior demanda nas festas de fim de ano.
Dados do IBGE confirmam o crescimento do setor:
- Os abates aumentaram 2,9% no terceiro trimestre de 2025, em relação ao mesmo período de 2024;
- A produção de carne cresceu 3,1%;
- No acumulado até setembro, os abates subiram 2,2% e a produção 2,9%, reforçando a trajetória de expansão da avicultura brasileira.
Perspectivas positivas para 2026
O Itaú BBA projeta que o setor avícola encerrará 2025 com resultados sólidos, sustentados pela alta na produção e consumo interno, além da manutenção das margens.
Para 2026, a consultoria mantém otimismo com o desempenho do setor, apoiada na continuidade da expansão produtiva e em um cenário de preços firmes para as proteínas animais.
No entanto, o relatório alerta para riscos relacionados à segunda safra de milho, que podem pressionar os custos de ração. Mesmo assim, estoques adequados e a perspectiva de uma boa safra reforçam o viés positivo para o próximo ano.
“Esperamos que as margens da avicultura permaneçam favoráveis, sustentando o crescimento tanto da produção quanto das exportações em 2026”, destaca o relatório.
Carne de frango deve se manter competitiva frente à bovina
Para o próximo ano, o Itaú BBA também destaca que a menor oferta de gado para abate e os preços firmes da carne bovina devem sustentar a competitividade da carne de frango no mercado interno e externo.
Contudo, no curto prazo, o setor deve observar a sazonalidade da pecuária de corte, marcada por maior oferta de fêmeas e melhores condições de pastagem, fatores que podem influenciar a formação de preços das proteínas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Etanol gera economia bilionária e reduz impacto da alta da gasolina no Brasil
O etanol voltou a desempenhar papel estratégico no mercado de combustíveis brasileiro em março de 2026, ajudando a conter os efeitos da alta da gasolina. Em um cenário de volatilidade no mercado internacional de petróleo, o biocombustível se manteve estável nas bombas, gerando uma economia superior a R$ 2,5 bilhões para os consumidores e para o país.
Etanol segura preços enquanto gasolina avança
Durante o mês de março, a gasolina registrou alta significativa, acompanhando a valorização do petróleo no mercado internacional. O preço médio passou de R$ 6,30 para R$ 6,78 por litro.
Em contraste, o etanol hidratado apresentou variação muito mais moderada, saindo de R$ 4,61 para R$ 4,70 por litro no mesmo período. Esse comportamento garantiu maior competitividade ao biocombustível frente à gasolina.
Na primeira semana de abril, a paridade entre os combustíveis ficou em 69,3%, abaixo do limite técnico de 73%, considerado o ponto de equilíbrio para vantagem econômica do etanol, reforçando sua atratividade para o consumidor.
Fatores estruturais explicam diferença de comportamento
A diferença no desempenho dos preços entre gasolina e etanol está ligada a fatores estruturais do mercado.
Enquanto a gasolina foi pressionada por custos ao longo da cadeia, mesmo sem reajustes nas refinarias, o etanol permaneceu sustentado pela oferta doméstica e pelas expectativas de uma safra recorde em 2026.
No nível do produtor, o preço do etanol apresentou leve recuo ao longo de março, passando de R$ 2,94 para R$ 2,89 por litro em São Paulo, contribuindo para a estabilidade nas bombas.
Redução das importações reforça impacto econômico
Além de aliviar os preços ao consumidor, o etanol também teve papel relevante na balança energética do país.
Sem a oferta do biocombustível, o Brasil teria necessidade de importar aproximadamente 2,3 bilhões de litros de gasolina apenas em março. Esse volume representaria um custo adicional superior a R$ 2,2 bilhões.
Ao somar a economia direta nas bombas com o custo evitado das importações, o impacto total positivo ultrapassa R$ 2,5 bilhões no mês.
Políticas públicas fortalecem o setor de biocombustíveis
O desempenho do etanol é resultado de uma estratégia de longo prazo no setor energético brasileiro. Segundo a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (UNICA), políticas públicas adotadas ao longo das últimas décadas foram fundamentais para garantir a competitividade do biocombustível.
Entre as iniciativas destacadas estão:
- Ampliação da mistura obrigatória de etanol na gasolina;
- Programa Combustível do Futuro;
- Programa MOVER;
- Fortalecimento do RenovaBio.
Essas medidas contribuíram para o aumento da capacidade produtiva e para a consolidação de uma cadeia robusta no país.
Setor chega a 2026 com safra recorde e maior resiliência
De acordo com a avaliação da UNICA, o Brasil alcança 2026 com uma estrutura produtiva mais sólida e preparada para enfrentar cenários de instabilidade internacional.
O presidente-executivo da entidade, Evandro Gussi, destaca que a proteção ao consumidor é fruto de decisões estratégicas adotadas ao longo do tempo.
Segundo ele, a estabilidade do etanol frente à alta da gasolina demonstra a importância de políticas consistentes e de uma cadeia produtiva fortalecida, capaz de responder rapidamente a choques externos.
Etanol se consolida como aliado do consumidor e da economia
O desempenho do etanol em março reforça seu papel como um dos principais instrumentos de equilíbrio no mercado de combustíveis brasileiro.
Além de oferecer alternativa mais econômica ao consumidor, o biocombustível contribui para reduzir a dependência de importações e mitigar os impactos da volatilidade do petróleo, consolidando-se como elemento-chave na estratégia energética nacional.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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