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Revista Paraná lança quadro permanente com nomes e fotos de pessoas desaparecidas no estado

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Iniciativa reforça o papel da comunicação na esperança de milhares de famílias paranaenses

A partir desta edição, a Revista Paraná passa a publicar nomes, fotos e informações sobre pessoas desaparecidas no estado. O objetivo é colaborar ativamente com a localização dessas pessoas e dar voz às famílias que vivem o drama do desaparecimento de um ente querido.

O diretor da revista, Otávio Alves Milani, destacou a importância da imprensa no enfrentamento desse problema tão delicado e frequente:

“Todos os dias, pessoas desaparecem aqui no Paraná. Muitos desses casos acabam esquecidos por falta de visibilidade. A comunicação tem o dever de ajudar — e a Revista Paraná está assumindo esse compromisso com responsabilidade e seriedade.”

A publicação contará com um espaço fixo — tanto na edição impressa quanto na versão online — com informações oficiais fornecidas pela Polícia Civil, Sicride (Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas) e familiares. As atualizações serão constantes, e os leitores também poderão contribuir com denúncias anônimas ou relatos de pessoas encontradas.


Números que preocupam

O desaparecimento de pessoas é uma realidade constante no estado. Em 2022, por exemplo, foram mais de 5.700 registros de desaparecimento no Paraná, segundo dados da segurança pública. Muitas dessas pessoas são crianças e adolescentes, e embora boa parte seja localizada, centenas seguem sem retorno para casa.

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Comunicação a serviço da esperança

A Revista Paraná acredita que a comunicação vai além da informação: ela pode salvar vidas. Ao dar visibilidade a casos esquecidos, fortalecer redes de apoio e incentivar denúncias, é possível reverter muitas histórias com finais ainda em aberto.

Otávio Milani finaliza com um recado direto aos leitores:

“Cada foto publicada pode ser o elo entre o desaparecido e o reencontro. E cada leitor pode ser parte dessa corrente de esperança.”


Como ajudar?

Se você conhece alguém desaparecido ou tem informações sobre algum caso, entre em contato com os canais oficiais:

📞 Disque Denúncia: 181 (anônimo)
📞 Polícia Civil do Paraná: 197
🌐 Catálogo de Desaparecidos: www.policiacivil.pr.gov.br

Envie seu caso para: [email protected] (com foto, nome completo, cidade e data do desaparecimento)


👉 Acompanhe o novo quadro nas próximas páginas e compartilhe. Sua atenção pode mudar uma história.

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Em Antonina, atuação do Ministério Público do Paraná resulta na exoneração de servidora e na alteração de lei municipal que permitiu licença irregular

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Em Antonina, no Litoral do estado, intervenção do Ministério Público do Paraná, por meio da 1ª Promotoria de Justiça da comarca, resultou em alteração do Estatuto dos Servidores Públicos Municipais e na exoneração voluntária de uma funcionária que havia sido beneficiada por uma mudança legislativa casuística. A medida buscou a moralização da legislação funcional do Município e a correção de irregularidades administrativas no quadro de servidores públicos locais.

Áudio do promotor de Justiça Alan Bolzan Witczak

A apuração teve início em inquérito civil que identificou manobra legislativa envolvendo o ex-prefeito e sua irmã, que tomou posse em fevereiro de 2023 em dois cargos efetivos no município (professora e cirurgiã-dentista). Pouco tempo após assumir, a servidora se licenciou, apesar de a legislação então vigente (Lei Municipal 033/1998) proibir expressamente a concessão de licença sem vencimentos para tratar de interesses particulares durante o estágio probatório.

Manobra – Para viabilizar o afastamento, o então prefeito encaminhou em regime de urgência um projeto de lei, aprovado como Lei Municipal 008/2023, autorizando a licença em estágio probatório. Apenas cinco dias após a sanção, a servidora obteve a licença sem vencimentos no cargo de professora (Portaria 096/2023) e foi nomeada pelo próprio irmão para o cargo em comissão de coordenadora geral de Odontologia. Investigação do MPPR comprovou que a servidora foi a única beneficiada pela mudança normativa.

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A Promotoria de Justiça havia expediu inicialmente recomendação administrativa buscando resolver extrajudicialmente a situação, sem resposta do chefe do Executivo. Por isso, acabou ajuizando ação civil pública apontando desvio de finalidade, violação aos princípios da impessoalidade e da moralidade administrativa e pedindo incidentalmente a inconstitucionalidade da norma flexibilizadora e a anulação da portaria de licença.

Reforma legislativa e exoneração – O ajuizamento da medida judicial levou à correção das irregularidades. A servidora requereu exoneração voluntária dos quadros do Município. Além disso, o Município de Antonina editou a Lei Municipal 015/2026, reestruturando o artigo 129 do Estatuto dos Servidores para proibir expressamente a concessão de licença para tratar de assuntos particulares a ocupantes de cargos efetivos que estejam em estágio probatório, vedando também a contagem do tempo de afastamento para qualquer efeito legal.

Diante da regularização da legislação e da exoneração voluntária da servidora envolvida, o MPPR manifestou-se pela extinção, sem resolução do mérito, da ação civil pública que questionava os atos irregulares.

Processo 0000384-02.2026.8.16.0043

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249

Fonte: Ministério Público PR

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