Paraná
A partir de ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público do Paraná, Judiciário decreta liminarmente intervenção na Santa Casa de Londrina
A pedido do Ministério Público do Paraná, o Judiciário decretou liminarmente pelo prazo inicial de 180 dias intervenção judicial no Hospital Irmandade Santa Casa de Londrina, no Norte Central do estado. A decisão, expedida nesta terça-feira, 14 de julho, pela Vara da Fazenda Pública, decorre de ação civil pública ajuizada pela 24ª Promotoria de Justiça da comarca após apuração que demonstrou a ocorrência de diversas irregularidades na gestão da entidade, que possui natureza jurídica de instituição privada, mas é majoritariamente custeada por recursos do Sistema Único de Saúde (SUS).
Na ação civil, a Promotoria de Justiça elenca uma série de problemas enfrentados pela entidade, que possui papel relevante na rede pública de saúde de Londrina e presta serviços de média e alta complexidades pelo SUS. Além de dificuldades financeiras e problemas de gestão, as apurações demonstraram irregularidades assistenciais, sanitárias, contratuais, trabalhistas e financeiras, com atraso de pagamentos a médicos e fornecedores, ausência de escalas de especialistas, endividamento progressivo, falhas sanitárias e descumprimento de obrigações contratualizadas e de recomendações técnicas.
O pedido de intervenção judicial, com o afastamento liminar dos atuais gestores e nomeação de um interventor, visa à manutenção da continuidade, regularidade e segurança dos serviços públicos de saúde prestados à população pelo hospital, que atende, em grande medida, o segmento de baixa renda, especialmente crianças e adolescentes atendidos pelos serviços de UTI pediátrica e neonatal, cirurgia pediátrica e pediatria clínica.
Entre as determinações, a liminar veda de forma expressa a retirada, ocultação, modificação ou qualquer tipo de adulteração em arquivos, prontuários, relatórios e outros documentos do hospital. Em caso de descumprimento das medidas impostas, foi fixada multa diária no valor de R$ 20 mil, limitada a R$ 1,2 milhão.
Como interventor judicial, foi nomeado um atual diretor de outro hospital do município, que deverá, em até 30 dias, apresentar ao Juízo relatório completo sobre a situação atual do complexo hospitalar e, em 120 dias, cronograma de convocação de assembleia geral para eleição de nova diretoria.
Processo 0038869-61.2026.8.16.0014
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(41) 3250-4264
Fonte: Ministério Público PR
Paraná
Grupo reflexivo para pais de crianças vítimas de violência visa prevenir situações de risco
O fortalecimento dos vínculos familiares e a prevenção de situações de violência e risco envolvendo crianças e adolescentes são os principais objetivos do projeto “Fortalecendo Vínculos: Reconstruindo Laços”, criado pela Promotoria de Justiça da Comarca de Catanduvas em parceria com a Rede de Proteção da Criança e do Adolescente de Três Barras do Paraná e o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas).
O projeto consiste na criação de um grupo reflexivo destinado a pais e responsáveis por crianças e adolescentes acompanhados pela Rede de Proteção, encaminhados após a concessão de medidas protetivas de urgência (MPUs) requeridas pelo Ministério Público com fundamento na Lei 14.344/2022 (Lei Henry Borel).
A abertura oficial do grupo ocorreu nesta semana, com a participação de representantes do Ministério Público e da Rede de Proteção e palestra sobre direitos e deveres ministrada pelo advogado Charles Belin Brognoli.
“Com essa união de forças, buscamos proporcionar às famílias ferramentas para superar os desafios do dia a dia, prevenindo situações de risco e contribuindo para a construção de um ambiente seguro e acolhedor para o futuro de nossas crianças e adolescentes”, destaca a Promotora de Justiça Consuello Alcon Fadul Cerqueira.
Ao todo, serão realizadas dez oficinas socioeducativas, com encontros quinzenais, no Centro de Referência de Assistência Social (Cras) de Três Barras do Paraná. As atividades abordarão temas relacionados à convivência familiar, parentalidade, direitos e deveres e prevenção de situações de violência, buscando oferecer às famílias ferramentas para enfrentar os desafios do dia a dia e fortalecer sua capacidade de proteção.
Fonte: Ministério Público PR
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