Brasil
Rede EaD Senasp celebra 20 anos com legado de formação e democratização do conhecimento para integrantes da segurança pública
Brasília, 14/11/2025 – Nesta sexta-feira (14), a Rede Nacional de Educação a Distância em Segurança Pública (Rede EaD Senasp) completa 20 anos dedicados à formação, à qualificação e à valorização dos profissionais da segurança pública em todo o País. Criada em 2005, a iniciativa ampliou o acesso ao conhecimento e se consolidou como um dos principais instrumentos de capacitação do Sistema Único de Segurança Pública (Susp).
Ao longo de duas décadas, a plataforma formou mais de 800 mil alunos, totalizando 4,5 milhões de capacitações realizadas, beneficiando integrantes das Polícias Civil e Militar, dos Corpos de Bombeiros, Guardas Municipais, Polícias Científicas e demais órgãos da segurança pública e defesa social.
Para quem atua em regiões distantes, a natureza remota da capacitação é reconhecida por profissionais como elemento essencial no avanço da qualificação. No Pará, o coronel da Polícia Militar do estado Ariel Sampaio comenta sobre o impacto da iniciativa.
“Mais de 4 mil policiais militares foram capacitados pela Rede EaD Senasp nos cursos de formação dos últimos cinco anos. Ela garante o contínuo aperfeiçoamento e supera barreiras geográficas e logísticas que o ensino presencial impõe”, comenta.
Para a sargento do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais Joselayne Pessoa, a Rede proporciona acesso a temas contemporâneos fundamentais para o exercício da atividade policial.
“A Rede Senasp dá continuidade à nossa formação com temas relevantes relacionados aos direitos humanos, à mediação de conflitos, e a questões raciais. O fato de ter um acesso virtual democratiza esse conhecimento e permite adequar o estudo à rotina, sem prejuízo no trabalho ou na vida pessoal.”
O secretário nacional de Segurança Pública, Mario Sarrubbo, destaca o alcance da plataforma e o investimento do Governo Federal na qualificação dos profissionais.
“Considerando apenas os últimos três anos, cerca de 620 mil capacitações foram concluídas nos cursos oferecidos pela Rede. Mais de R$ 170 milhões foram investidos na oferta do Ensino a Distância, tanto na elaboração das formações quanto no pagamento de bolsas dentro do projeto Bolsa-Formação, iniciativa que integra o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), demonstrando forte compromisso e investimento no treinamento e na valorização dos profissionais do Susp”, frisa Sarrubbo.
Atualmente, a Rede oferece 43 cursos e continua crescendo. Desde 2023, novas formações foram criadas ou atualizadas, incluindo 17 cursos lançados só neste ano. A previsão é disponibilizar mais 30 novos cursos em 2026. A diretora de Ensino e Pesquisa da Senasp, Michele dos Ramos, ressalta o processo contínuo de atualização e a construção colaborativa dos conteúdos.
“Os cursos são elaborados em parceria com diferentes profissionais dos órgãos do Susp, pesquisadores e especialistas de diversas áreas do conhecimento. Nosso objetivo é contar com múltiplos olhares, metodologias e abordagens para os temas prioritários da segurança pública desse Brasil tão diverso e com tantos desafios”, diz.
Democratização do conhecimento
Desde a sua criação, a Rede evoluiu o modelo baseado em telecentros e transmissões via satélite para uma plataforma totalmente digital, gratuita e acessível, que oferece trilhas de aprendizagem, especializações e formação continuada. Essa transformação ampliou o alcance do ensino e levou capacitação até mesmo a regiões remotas, contribuindo para atuação mais qualificada das forças de segurança.
O cabo Leonardo Guedes da Polícia Militar da Paraíba destaca o benefício da autonomia nos estudos. “A Rede leva conhecimento para todo o País. Essa autonomia é o principal benefício, porque podemos estudar conforme nossa rotina e aplicar o que aprendemos no dia a dia para melhorar o atendimento à população”, enfatiza Guedes.
Já para a Policial Civil do estado de Goiás, Vanessa Teles a plataforma tem feito diferença não apenas em sua formação profissional, mas na segurança pública do país como um todo:
“Eu acho uma ferramenta incrível que permite que profissionais de todo o país tenham acesso a cursos de qualidade, refletindo em um serviço policial mais técnico e eficiente. O acesso remoto permite que a gente concilie a rotina intensa do trabalho policial com o aprendizado contínuo”, afirmou.
Entre 2023 e 2025, quase 100 conteudistas e revisores participaram do desenvolvimento dos cursos da Rede, que integra o Sistema Integrado de Educação e Valorização Profissional (Sievap), previsto na Lei nº 13.675/2018.
Com foco na inovação, na expansão e na valorização dos agentes de segurança, os 20 anos da Rede EaD Senasp marcam um ciclo de consolidação e de projeção de novas frentes de atuação — reforçando o papel da educação como ferramenta fundamental para o aprimoramento da política de segurança pública no País.
Brasil
Operação Brasil Contra o Crime Organizado prende 76 pessoas e provoca prejuízo superior a R$ 45 milhões às facções
Brasília, 22/5/2026 – A Operação Brasil Contra o Crime Organizado, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), divulgou, nesta sexta-feira (22), o balanço operacional consolidado das atividades realizadas entre 17 e 22 de maio nas regiões de fronteira e divisas do País. O prejuízo estimado ao crime organizado ultrapassa R$ 45,7 milhões.
As ações foram coordenadas pela Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi), por meio da Coordenação-Geral de Fronteiras e Amazônia (CGFRON), e ocorreram de forma integrada nas 27 unidades da Federação. A iniciativa ampliou significativamente o alcance da operação em relação a 2025, quando as atividades foram realizadas em sete estados.
Balanço parcial da semana
• 76 prisões e apreensões, sendo 51 prisões em flagrante, 19 por mandado judicial e 6 apreensões de adolescentes;
• cumprimento de 8 mandados de busca e apreensão;
• instauração de 12 inquéritos e conclusão de 2;
• realização de 32 operações com resultado de inteligência;
• realização de 70 bloqueios, barreiras e blitz policiais.
As operações também impactaram a logística do crime organizado, principalmente no tráfico de drogas, armas e contrabando. Entre os materiais apreendidos no período, estão:
• 8,3 toneladas de maconha;
• mais de 613 kg de cocaína e pasta base;
• 373 kg de skunk;
• 2 metralhadoras, 3 fuzis, 14 espingardas, 4 pistolas e 3 revólveres;
• mais de 89 mil munições;
• cigarros contrabandeados, agrotóxicos ilegais e veículos utilizados pelas organizações criminosas.

- Operação Brasil Contra o Crime Organizado prende 76 pessoas e provoca prejuízo superior a R$ 45 milhões às facções. foto: Divulgação
Os resultados consolidados entre 11 e 22 de maio demonstram o impacto da atuação integrada das forças de segurança pública em todo o Brasil, com prejuízo superior a R$ 213 milhões ao crime organizado. Até o momento, as ações contabilizam 242 prisões, mais de 60 toneladas de drogas apreendidas, armamentos de grosso calibre — incluindo fuzis e metralhadoras — e mais de 89 mil munições retiradas de circulação.
Segundo o diretor de Operações Integradas e de Inteligência da Senasp, Anchieta Nery, a ampliação nacional da operação fortalece o enfrentamento qualificado às organizações criminosas. “A expansão da operação para todas as unidades federativas representa um avanço importante na integração das forças de segurança pública. Estamos ampliando o compartilhamento de inteligência, fortalecendo a atuação nas fronteiras e atingindo diretamente a estrutura financeira e logística das facções criminosas em todo o território nacional”, afirmou.
Além das medidas repressivas, a operação também intensificou a presença do Estado em áreas estratégicas de fronteira e divisas, com fiscalizações, visitas preventivas e abordagens policiais. Durante a semana, mais de 2,4 mil pessoas e mais de mil veículos foram abordados pelas equipes policiais.
A Operação Brasil Contra o Crime Organizado integra a estratégia nacional do Governo Federal voltada ao enfrentamento qualificado das organizações criminosas, ao combate aos crimes transfronteiriços e à descapitalização financeira das facções.
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