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Queda no preço do café desacelera em setembro, mas pressão do mercado internacional pode impactar consumidor

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Preço do café no varejo cai pelo terceiro mês seguido

O preço do café para o consumidor brasileiro registrou queda em setembro, marcando o terceiro mês consecutivo de retração, conforme dados do IPCA divulgados pelo IBGE nesta quinta-feira.

A variação do preço no varejo foi de -0,06% em setembro, desacelerando em relação à redução de -2,17% em agosto e -1,01% em julho. Segundo o gerente do IPCA, Fernando Gonçalves, a queda começa a perder força devido a aumentos que já começam a ser observados no mercado de produtores.

“O que se vê é uma perda de força por conta de um aumento que já começa a se ver entre produtores, e isso pode chegar mais dia, menos dia, ao consumidor”, afirmou Gonçalves.

Pressão do mercado internacional e tarifas dos EUA elevam preços

O mercado internacional exerce pressão sobre os preços no Brasil. Algumas torrefadoras anunciaram aumentos para varejistas, refletindo a alta das cotações do café verde em Nova York, impulsionadas por fatores como:

  • Safra brasileira menor do que o esperado
  • Tarifas impostas pelo governo dos EUA
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Desde agosto, o café brasileiro entrou na lista de produtos sujeitos a uma taxa de 50% para acessar o mercado norte-americano, provocando alta em Nova York e preocupações com a escassez do produto.

Preços acumulados no ano e em 12 meses

Apesar da desaceleração recente, os preços do café ainda acumulam altas expressivas. Em 12 meses, o produto registra uma variação positiva de 54,55%, enquanto entre janeiro e setembro de 2025, o aumento foi de 38,30% no varejo brasileiro.

O IBGE destaca que, embora a tendência de queda no varejo tenha se mantido nos últimos meses, a influência de fatores externos e reajustes por parte dos produtores pode reverter a tendência nos próximos meses, impactando diretamente o bolso do consumidor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Conseleite reduz projeção do leite em maio para R$ 2,4478 e setor alerta para impacto das importações

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O mercado de leite no Rio Grande do Sul entrou em sinal de alerta após o Conseleite/RS projetar queda no valor de referência do produto em maio. O indicador foi estimado em R$ 2,4478 por litro, representando retração de 3,38% em relação à projeção de abril, quando o valor havia sido calculado em R$ 2,5333.

A redução interrompe uma sequência de altas observadas nos últimos meses e acompanha um movimento de desaceleração já percebido em outras regiões do país. Segundo o coordenador do Conseleite/RS, Kaliton Prestes, o cenário exige atenção da cadeia produtiva, especialmente em um momento de recuperação parcial das perdas acumuladas pelo setor leiteiro.

De acordo com Prestes, a retração já vinha sendo percebida nas negociações recentes e ganha força diante do aumento das importações de produtos lácteos vindos da Argentina e do Uruguai. O dirigente destacou que o ingresso elevado de leite em pó e queijos do Mercosul ocorre em um momento delicado para os produtores brasileiros.

Setor pressiona governo por medidas antidumping

A preocupação com o avanço das importações levou o Conseleite/RS a intensificar a pressão sobre o governo federal. Em maio, o colegiado encaminhou ofícios ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), ao Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), alertando sobre os impactos do aumento da entrada de lácteos estrangeiros no mercado brasileiro.

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Além disso, entidades ligadas ao conselho elaboram um dossiê técnico com informações sobre os desequilíbrios comerciais enfrentados pela cadeia produtiva do leite. O objetivo é encaminhar um novo documento à Câmara de Comércio Exterior (Camex) e à Presidência da República defendendo a adoção de medidas antidumping para conter a pressão sobre os preços internos.

O setor argumenta que a concorrência com produtos importados em condições consideradas desiguais compromete a rentabilidade dos produtores nacionais e aumenta a fragilidade econômica das propriedades leiteiras.

Frio no Sul também preocupa produção de leite

Outro fator que preocupa a cadeia leiteira gaúcha é o impacto climático previsto para as próximas semanas. A expectativa de frio mais intenso no Rio Grande do Sul pode reduzir a qualidade das pastagens e diminuir a produtividade dos animais no campo.

Historicamente, períodos de temperaturas mais baixas afetam a captação de leite por vaca, especialmente em sistemas de produção dependentes de pastagens naturais. O mercado acompanha com atenção os possíveis reflexos climáticos sobre a oferta interna durante o inverno.

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Valor consolidado de abril teve alta superior a 8%

Apesar da projeção de queda para maio, o Conseleite/RS confirmou valorização expressiva no fechamento de abril. O valor consolidado do leite ficou em R$ 2,5664 por litro, alta de 8,19% em comparação ao valor final de março, que havia sido de R$ 2,3721.

Os números divulgados pelo Conseleite são elaborados pela Universidade de Passo Fundo (UPF), com base em dados repassados pelas indústrias de laticínios e considerando a movimentação dos primeiros 20 dias de cada mês.

O comportamento do mercado nas próximas semanas deve continuar condicionado pelo avanço das importações, pelas condições climáticas no Sul do país e pelo ritmo de consumo dos derivados lácteos no mercado interno.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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