Paraná
Projeto da Copel para troca de geladeiras já entregou 16 mil unidades
O projeto “Trocou, Economizou”, que incentiva o uso eficiente da energia elétrica, já visitou mais de 16 mil lares paranaenses para fazer a troca da geladeira adquirida pelos clientes. Por meio do programa, a Copel oferece desconto na compra de novos refrigeradores, com o objetivo de promover a substituição de equipamentos antigos que consomem uma quantidade maior de energia. Junto com a troca da geladeira, quatro lâmpadas são substituídas por tecnologia LED, mais econômica.
Uma das casas já visitadas é a da Maria Alves Feitosa de Alencar, moradora da zona norte de Londrina, no Norte do Estado. De acordo com ela, que tem 91 anos e é empreendedora aposentada, a compra da geladeira nova com o incentivo da Copel foi feita por sugestão do filho. O modelo entrou no lugar de um equipamento que já acumulava 22 anos de uso. Agora, a expectativa da moradora é que o equipamento tenha menor consumo.
“A Copel está de parabéns. Gostei bastante do atendimento, e agora se a energia diminuir vai ser uma ajuda ótima”, afirma. A geladeira nova da cliente Maria Alves Feitosa de Alencar foi entregue pela equipe da rede varejista Colombo, que executa toda a parte operacional de vendas e logística.
O supervisor do Programa de Eficiência Energética (PEE) da Copel, José Arthuro Teodoro, destaca que, além do resultado individual para cada família, o projeto tem um efeito positivo para toda a sociedade. O consumo médio das residências paranaenses, nos últimos 12 meses, foi de 191kWh. Estima-se que o consumo das geladeiras responda por uma parcela entre 8% e 31% deste montante, dependendo da configuração de eletrodomésticos presentes no domicílio e do uso feito pelo cliente.
“Quando renovamos essa quantidade de eletrodomésticos, estamos ajudando a promover um uso mais eficiente da energia elétrica, com reflexos positivos para todo o sistema”, explica.
A geladeira a ser trocada deve ter ao menos cinco anos de uso e precisa estar em funcionamento. Ela é entregue no ato do recebimento da nova geladeira adquirida, para encaminhamento ao descarte ambientalmente correto, em um processo de logística reversa que permite o aproveitamento dos resíduos. Na ocasião de recebimento do novo eletrodoméstico, o consumidor deve entregar quatro lâmpadas incandescentes ou fluorescentes de no mínimo 16 watts, que são trocadas por lâmpadas de LED, mais eficientes e econômicas.
PROGRAMA DE EFICIÊNCIA ENERGÉTICA – O desconto é um bônus custeado pela Copel sob a condição de entrega do equipamento antigo, a fim de retirar de circulação eletrodomésticos que consomem mais energia elétrica do que os modelos atuais.
A ação é realizada pelo Programa de Eficiência Energética da Copel, que atua sob regulação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) no combate ao desperdício de energia, através do financiamento para a renovação de equipamentos em prédios públicos, entidades beneficentes, comércio e indústrias, além da promoção de atividades educativas e de conscientização da população.
SERVIÇO – De um total de 20 mil geladeiras disponibilizadas pelo projeto, 2 mil unidades estão em tramitação de entrega, enquanto cerca de 1,7 mil peças seguem disponíveis aos clientes.
A compra pode ser feita presencialmente em uma unidade das Lojas Colombo no Paraná, ou pelo televendas 0800 642 4242. Cada cliente pode comprar apenas uma geladeira. Para participar, é preciso ser titular da unidade consumidora residencial de energia e estar com as contas de luz em dia.
Fonte: Governo PR
Paraná
Paraná ganha espaço na indústria brasileira desde 2018 e produção chega a R$ 184 bilhões
A indústria do Paraná ampliou sua relevância no cenário nacional nos últimos anos. Dados da Pesquisa Industrial Anual (PIA), divulgados nesta quarta-feira (24) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e analisados pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), mostram que o Estado elevou sua participação no Valor da Transformação Industrial (VTI) brasileiro de 6,89%, em 2018, para 7,22% em 2024.
O indicador mede a riqueza efetivamente agregada pelo setor manufatureiro e é uma das principais referências para avaliar a importância da indústria de transformação na economia. Em valores absolutos, o VTI paranaense praticamente dobrou no intervalo de seis anos, saltando de R$ 91 bilhões, em 2018, para R$ 184 bilhões em 2024.
O desempenho reforça a posição do Paraná entre os principais polos industriais do País e reflete a expansão e diversificação da base produtiva estadual em seis anos, impulsionada por novos investimentos privados e pela ampliação da capacidade produtiva em diferentes segmentos.
A indústria de transformação responde pela maior parte da atividade industrial brasileira, concentrando a geração de empregos e renda no setor. No Paraná, este fortalecimento da atividade industrial contribuiu para que o Estado alcançasse, ao final do quarto trimestre de 2025, a menor taxa de desemprego da sua história, de 3,2%, segundo o próprio IBGE.
O fortalecimento da cadeia produtiva industrial também contribuiu para que o total de salários e rendas pagos aos trabalhadores paranaenses crescesse 40,9% em termos reais entre 2018 e o primeiro trimestre de 2026, passando de R$ 18,4 bilhões para R$ 25,9 bilhões mensais, de acordo com dados da PNAD Contínua.
DESTAQUES INDUSTRIAIS – Entre os segmentos industriais, o maior avanço foi registrado na fabricação de bebidas. O Paraná passou de uma participação de 5,16% no VTI nacional do setor, em 2018, para 11,02% em 2024, mais que dobrando sua representatividade no período.
Também cresceram de forma significativa, entre 2018 e 2024, a participação da indústria química, que avançou de 4,83% para 6,78%, e da fabricação de artefatos de couro, cuja fatia nacional passou de 2,62% para 3,64%.
Outros setores que ganharam espaço no mesmo intervalo foram a indústria farmacêutica, que elevou sua participação de 2,99% para 3,99%, e a indústria têxtil, que avançou de 4,22% para 5,51%.
Segundo o diretor-presidente do Ipardes, Jorge Callado, o crescimento é ainda mais expressivo porque o Paraná não possui participação relevante na indústria extrativa, como ocorre em estados produtores de petróleo e minério de ferro.
“O caso da fabricação de bebidas é emblemático, tendo em vista que os resultados da pesquisa comprovam os retornos gerados pelos investimentos no setor, principalmente na região dos Campos Gerais”, afirmou.
INVESTIMENTOS – Nos últimos anos, com o apoio direto do Estado, os Campos Gerais receberam uma série de empreendimentos voltados à cadeia de bebidas. Entre eles está a Maltaria Campos Gerais, inaugurada em Ponta Grossa em 2024 com investimento de R$ 1,6 bilhão e considerada a maior fábrica de malte da América Latina, além da expansão da unidade da Heineken no município, concluída no mesmo ano após aporte de R$ 1,5 bilhão.
Outro exemplo é o investimento de R$ 1 bilhão anunciado pela Ambev em Carambeí para concentrar no Paraná a produção nacional de garrafas retornáveis sustentáveis. Os empreendimentos reforçam o avanço da participação do Estado no segmento entre 2018 e 2024, período em que a fatia paranaense no VTI nacional de bebidas mais do que dobrou, passando de 5,16% para 11,02%.
Os empreendimentos reforçam o avanço da participação do Estado no segmento entre 2018 e 2024, período em que a fatia paranaense no VTI nacional de bebidas mais do que dobrou, passando de 5,16% para 11,02%.
Para Callado, a evolução do Paraná está diretamente associada aos investimentos realizados na indústria de transformação, segmento responsável por agregar valor à produção e ampliar a competitividade da economia estadual.
PESQUISA – A Pesquisa Industrial Anual (PIA) do IBGE reúne informações econômicas das empresas industriais brasileiras, contemplando variáveis como receita, emprego, salários e valor da transformação industrial. Os resultados permitem acompanhar a evolução estrutural da indústria nacional e a participação dos estados nos diferentes segmentos produtivos.
Fonte: Governo PR
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