Paraná
Paraná ganha espaço na indústria brasileira desde 2018 e produção chega a R$ 184 bilhões
A indústria do Paraná ampliou sua relevância no cenário nacional nos últimos anos. Dados da Pesquisa Industrial Anual (PIA), divulgados nesta quarta-feira (24) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e analisados pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), mostram que o Estado elevou sua participação no Valor da Transformação Industrial (VTI) brasileiro de 6,89%, em 2018, para 7,22% em 2024.
O indicador mede a riqueza efetivamente agregada pelo setor manufatureiro e é uma das principais referências para avaliar a importância da indústria de transformação na economia. Em valores absolutos, o VTI paranaense praticamente dobrou no intervalo de seis anos, saltando de R$ 91 bilhões, em 2018, para R$ 184 bilhões em 2024.
O desempenho reforça a posição do Paraná entre os principais polos industriais do País e reflete a expansão e diversificação da base produtiva estadual em seis anos, impulsionada por novos investimentos privados e pela ampliação da capacidade produtiva em diferentes segmentos.
A indústria de transformação responde pela maior parte da atividade industrial brasileira, concentrando a geração de empregos e renda no setor. No Paraná, este fortalecimento da atividade industrial contribuiu para que o Estado alcançasse, ao final do quarto trimestre de 2025, a menor taxa de desemprego da sua história, de 3,2%, segundo o próprio IBGE.
O fortalecimento da cadeia produtiva industrial também contribuiu para que o total de salários e rendas pagos aos trabalhadores paranaenses crescesse 40,9% em termos reais entre 2018 e o primeiro trimestre de 2026, passando de R$ 18,4 bilhões para R$ 25,9 bilhões mensais, de acordo com dados da PNAD Contínua.
DESTAQUES INDUSTRIAIS – Entre os segmentos industriais, o maior avanço foi registrado na fabricação de bebidas. O Paraná passou de uma participação de 5,16% no VTI nacional do setor, em 2018, para 11,02% em 2024, mais que dobrando sua representatividade no período.
Também cresceram de forma significativa, entre 2018 e 2024, a participação da indústria química, que avançou de 4,83% para 6,78%, e da fabricação de artefatos de couro, cuja fatia nacional passou de 2,62% para 3,64%.
Outros setores que ganharam espaço no mesmo intervalo foram a indústria farmacêutica, que elevou sua participação de 2,99% para 3,99%, e a indústria têxtil, que avançou de 4,22% para 5,51%.
Segundo o diretor-presidente do Ipardes, Jorge Callado, o crescimento é ainda mais expressivo porque o Paraná não possui participação relevante na indústria extrativa, como ocorre em estados produtores de petróleo e minério de ferro.
“O caso da fabricação de bebidas é emblemático, tendo em vista que os resultados da pesquisa comprovam os retornos gerados pelos investimentos no setor, principalmente na região dos Campos Gerais”, afirmou.
INVESTIMENTOS – Nos últimos anos, com o apoio direto do Estado, os Campos Gerais receberam uma série de empreendimentos voltados à cadeia de bebidas. Entre eles está a Maltaria Campos Gerais, inaugurada em Ponta Grossa em 2024 com investimento de R$ 1,6 bilhão e considerada a maior fábrica de malte da América Latina, além da expansão da unidade da Heineken no município, concluída no mesmo ano após aporte de R$ 1,5 bilhão.
Outro exemplo é o investimento de R$ 1 bilhão anunciado pela Ambev em Carambeí para concentrar no Paraná a produção nacional de garrafas retornáveis sustentáveis. Os empreendimentos reforçam o avanço da participação do Estado no segmento entre 2018 e 2024, período em que a fatia paranaense no VTI nacional de bebidas mais do que dobrou, passando de 5,16% para 11,02%.
Os empreendimentos reforçam o avanço da participação do Estado no segmento entre 2018 e 2024, período em que a fatia paranaense no VTI nacional de bebidas mais do que dobrou, passando de 5,16% para 11,02%.
Para Callado, a evolução do Paraná está diretamente associada aos investimentos realizados na indústria de transformação, segmento responsável por agregar valor à produção e ampliar a competitividade da economia estadual.
PESQUISA – A Pesquisa Industrial Anual (PIA) do IBGE reúne informações econômicas das empresas industriais brasileiras, contemplando variáveis como receita, emprego, salários e valor da transformação industrial. Os resultados permitem acompanhar a evolução estrutural da indústria nacional e a participação dos estados nos diferentes segmentos produtivos.
Fonte: Governo PR
Paraná
BRDE reforça atuação regional e atendimento a micro e pequenas empresas no Paraná
O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) avançou neste mês de junho em um conjunto de iniciativas voltadas a fortalecer a atuação regional e o atendimento a micro e pequenas empresas no Paraná. As medidas incluem mudanças organizacionais, reforço da atuação descentralizada e o desenvolvimento de uma esteira de crédito simplificada, em fase piloto, para operações de menor valor.
A agenda integra as diretrizes do Planejamento Estratégico 2025-2030 do banco e segue orientação do governador Carlos Massa Ratinho Junior para que o BRDE amplie sua presença junto aos setores produtivos do Estado, aproxime-se de clientes e parceiros e amplie a capilaridade das contratações no Paraná. Como integrante do Sistema Paranaense de Fomento, o banco busca ampliar a oferta de crédito para o desenvolvimento, com atendimento mais próximo de empresas, produtores, cooperativas, municípios e parceiros operacionais.
No Paraná, a estratégia de regionalização prevê um fortalecimento gradativo da atuação do banco, de leste para oeste. Nesta primeira etapa, a atenção está voltada ao Litoral e à Região Metropolitana de Curitiba, que hoje respondem por 15,7% do valor contratado pelo BRDE no Estado, e aos Campos Gerais, com participação de 8,6%. São regiões em que o banco identifica espaço para crescimento da oferta de crédito, observadas as características produtivas, o perfil econômico e as demandas de cada território.
O movimento também inclui um olhar específico para regiões economicamente mais deprimidas, como o Vale do Ribeira, o Norte Pioneiro e a região do Arenito Caiuá, no Noroeste do Estado. Tal atenção reforça a missão de desenvolvimento do BRDE, que combina o apoio a polos produtivos consolidados com a ampliação do acesso ao crédito em áreas que enfrentam desafios estruturais ou menor presença de financiamento de longo prazo.
No Litoral, a ampliação da atuação do banco é complementar à estratégia do Governo do Paraná de estimular o desenvolvimento regional por meio de investimentos em infraestrutura, mobilidade, requalificação urbana e valorização turística. A oferta de crédito pode contribuir para potencializar os efeitos de grandes intervenções como a Ponte da Vitória, em Guaratuba, e a requalificação de orlas sobre a atividade econômica, a geração de renda e empregos e a fixação de pessoas nos municípios litorâneos, apoiando empreendimentos capazes de responder ao novo ciclo de investimentos públicos na região.
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“O BRDE tem uma missão regional por natureza. O que estamos fazendo é aprimorar a capacidade de chegar a mais empresas e municípios, com processos mais ágeis, equipes bem direcionadas e presença qualificada nas diferentes regiões do Paraná”, afirma o diretor-presidente do banco, Renê Garcia Junior. “O crédito público deve estar a serviço do desenvolvimento, chegando a quem produz, gera emprego e movimenta a economia local”.
ESTEIRA SIMPLIFICADA – Uma das frentes em desenvolvimento é a esteira de crédito simplificada, em fase piloto, estruturada como uma solução tecnológica de apoio à análise e à tramitação de operações de menor valor. A ferramenta, espécie de robô de crédito, busca dar mais agilidade ao processo, sem abrir mão da análise técnica, da segurança operacional e dos critérios de concessão adotados pelo banco.
A medida complementa a reorganização interna da agência paranaense do banco. Miriam Lipinski de Souza assume uma gerência adjunta de Operações voltada ao atendimento e acompanhamento de micro e pequenas empresas. Paulo Marques Ferreira, por sua vez, passa a atuar como gerente adjunto de Planejamento, com foco em regionalização, integração com parceiros operacionais e padronização da atuação localizada.
Segundo o diretor administrativo do BRDE, Heraldo Neves, as mudanças fazem parte de uma agenda para valorizar quadros internos, melhorar processos e fortalecer uma instituição mais integrada. “A regionalização precisa combinar proximidade e método. O banco deve conhecer as características de cada região, mas também atuar com padrão, coordenação e eficiência. Esse equilíbrio é essencial para ampliar o alcance do BRDE e qualificar o atendimento”, diz.
O superintendente da Agência Curitiba, Paulo Starke, frisa os aspectos positivos do reforço na regionalização e da presença mais ativa do banco junto a agentes econômicos locais. “A aproximação permanente com clientes, parceiros operacionais e entidades empresariais permitirá estruturar soluções de crédito ainda mais alinhadas às demandas concretas de quem produz e investe no Paraná”, afirma.
CAPITAL FEDERAL – O BRDE também designou Pedro Preussler para exercer a função de chefe do Escritório de Brasília. A função responde à Superintendência de Crédito e Controle, comandada atualmente por Thiago Tosatto, e reforça a atuação institucional do banco. Entre os objetivos do Escritório de Brasília estão o acompanhamento de agendas de interesse do banco, o apoio à articulação com programas federais e fontes de recursos, a interlocução com ministérios e órgãos reguladores e a identificação de oportunidades relacionadas a políticas públicas e instrumentos de financiamento.
Fonte: Governo PR
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