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Segurança Pública promove qualificação de servidores da área de proteção de dados

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A Secretaria da Segurança Pública do Paraná (Sesp) promoveu nesta segunda-feira (27) um curso de qualificação para servidores que atuam como encarregados de dados pessoais e da área de tecnologia de informação de todas as forças de segurança. A iniciativa também alcançou servidores das áreas de Contratos e Licitações para fortalecer a proteção das informações com as quais trabalham cotidianamente.

O objetivo é que cada setor da secretaria aperfeiçoe as gestões de proteção dos dados com a adoção de mecanismos de governança como, por exemplo, cuidados com senhas e arquivamento correto dos documentos, assegurando o cumprimento da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

De acordo com o major Fábio José Cruz de Paulo, encarregado de dados pessoais da Sesp, o foco é assegurar a proteção dos servidores e de toda a população. “A segurança pública utiliza os dados dos cidadãos para uma abordagem, cadastro ou confecção de documentos. A Sesp busca adotar melhorias em sua gestão e aperfeiçoar os serviços para que o cidadão paranaense sempre tenha a garantia de que suas informações estejam preservadas”, afirmou o major.

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O curso foi ministrado pela professora Josemary Peixoto, especialista e instrutora na área de Gestão de Riscos, Compliance e Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). De acordo com ela, a qualificação é fundamental para os servidores da Pasta.

“Saber utilizar a LGPD é fundamental para as áreas administrativas e de contratos que tratam dos dados pessoais na Segurança Pública”, disse Josemary. Segundo ela, tudo que está em nuvens que armazenam dados, ou sistemas que tratam de informações pessoais (como a área de RH) precisam observar a LGPD e implementá-la.

Algumas medidas que a Sesp adota para a proteção das informações pessoais são a instalação e publicação da Política Estadual de Privacidade de Dados, que regula junto às forças de segurança a observância à LGPD. Outro ponto foi a criação do Comitê de Governança e Gestão de Dados para trabalhar situações que envolvem informações privadas de maneira pontual.

Fonte: Governo PR

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Ministério Público do Paraná denuncia por corrupção passiva ex-secretário Municipal de Governo e presidente da Câmara de Vereadores de Ortigueira

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O Ministério Público do Paraná ofereceu denúncia criminal contra um ex-secretário Municipal de Governo e o presidente da Câmara de Vereadores de Ortigueira, nos Campos Gerais, investigados a partir da Operação Chão de Giz, que apura possíveis fraudes licitatórias supostamente cometidas por uma organização criminosa que atua a partir de um grupo de empresas voltadas principalmente ao fornecimento de asfalto para municípios paranaenses. Além dos agentes públicos, requeridos pelo crime de corrupção passiva, também foram denunciados por corrupção ativa três empresários investigados por possível participação nos atos ilícitos. A denúncia foi oferecida nesta terça-feira, 8 de setembro, pelo Núcleo de Guarapuava do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e pelo Grupo Especializado na Proteção ao Patrimônio Público e no Combate à Improbidade Administrativa (Gepatria).

Áudio do promotor de Justiça Pedro Henrique Papaiz

A segunda fase das investigações da Operação Chão de Giz, da qual resultaram os fatos ocorridos em Ortigueira agora denunciados, foi deflagrada em 7 de julho último. A acusação abrange a prática dos crimes por agentes públicos dos poderes Legislativo e Executivo de Ortigueira, além de empresários e prepostos do setor de pavimentação asfáltica e infraestrutura viária.

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De acordo com a denúncia, entre 6 e 14 de abril de 2022, o então presidente da Câmara de Vereadores (que atualmente exerce o mesmo cargo) e o ex-secretário Municipal de Governo, que são irmãos, teriam solicitado e recebido pelo menos R$ 50 mil em vantagens indevidas, pagas por empresários de um grupo econômico do ramo de pavimentação e seus prepostos operacionais.

Esquema criminoso – Os repasses ilícitos (divididos em duas entregas, de R$ 15 mil e R$ 35 mil) teriam ocorrido como contraprestação à articulação política e à atuação administrativa direta dos agentes públicos para acelerar a emissão de empenhos e a liberação de pagamentos do Tesouro Municipal em favor das empresas de propriedade dos empresários denunciados. Na primeira ocasião, os denunciados autorizaram a liberação de R$ 266.354,00, e na segunda, de R$ 533.244,80. As apurações demonstraram ainda que, nos dias 3 e 4 de maio de 2022, o então presidente da Câmara Municipal solicitou vantagem indevida adicional de R$ 3 mil.

A partir do oferecimento da denúncia, o Ministério Público pleiteia a condenação dos denunciados pelas práticas de corrupção passiva e ativa e a fixação de valor mínimo para reparação dos danos materiais e morais coletivos causados ao erário.

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Essa é a 5ª denúncia criminal oferecida a partir das investigações da Operação Chão de Giz. O Ministério Público já ofereceu denúncia criminal por corrupção passiva contra dois ex-prefeitos de cidades distintas, além de denúncias de fraudes licitatórias e organização criminosa, esta dirigida ao núcleo empresarial que corrompia agentes públicos e políticos em diversos municípios paranaenses.

Processo 0001701-26.2025.8.16.0122

Matérias anteriores

07/07/2026 – MPPR deflagra 2ª fase da Operação Chão de Giz e cumpre 41 mandados de busca e apreensão em investigação sobre corrupção e fraudes licitatórias em 5 municípios

14/03/2025 – MPPR denuncia ex-prefeito de Cândido de Abreu e mais três pessoas por corrupção e lavagem de ativos a partir das apurações da Operação Chão de Giz

20/09/2024 – MPPR ajuíza ação por improbidade administrativa contra agentes públicos e empresários de Cândido de Abreu investigados na Operação Chão de Giz

09/11/2022 – MP cumpre mandados contra fraudes em licitações no Norte do estado

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264

Fonte: Ministério Público PR

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